Oi, gente! Hoje vim falar um pouquinho sobre como a gente trabalha o objetivo de comunicação com as crianças bem pequenas aqui na nossa creche. Sabe, essa coisa de "comunicar-se" não é só sobre falar bonitinho ou usar palavras difíceis. É muito mais sobre entender e ser entendido, né? Para esses pequenos, é uma experiência super importante, porque eles estão começando a se expressar de várias maneiras, não só com palavras, mas também com gestos, olhares e até chorinhos. Tudo isso é comunicação! E é incrível ver como eles vão descobrindo o mundo ao seu redor através das interações com outras crianças e os adultos.
Então, vou contar um pouco como trabalho esse objetivo na prática aqui no meu grupo. Primeiro, a gente precisa entender que as crianças estão conhecendo o mundo e as pessoas ao seu redor. Elas estão aprendendo a lidar com suas emoções e desejos e também respeitar o tempo do outro. Por exemplo, às vezes Maria quer muito brincar com o mesmo bloquinho que o Pedro está usando. Então, esse é um momento importante para mediar a situação e ajudar eles a encontrar uma solução juntos. A comunicação se dá quando incentivamos os pequenos a expressarem seus desejos e sentimentos, tipo ensinando palavras como “minha vez”, “posso?” ou mesmo através de gestos. E se a gente repara bem, tem muita coisa acontecendo nessas interações!
Uma das propostas que eu organizo é a brincadeira com tecidos e panos de diversos tamanhos, texturas e cores. Olha só, eu espalho esses materiais pelo espaço da sala e deixo que as crianças explorem livremente. Tem criança que adora se esconder debaixo dos panos, fazer cabaninha ou até mesmo transformar em "roupinha". Na última vez que fizemos essa atividade, a Ana pegou um pedaço de tecido azul e começou a rodar, rodar e chamou o Lucas pra entrar na brincadeira também. Aí começou uma dança improvisada ali mesmo! Eu deixo eles conduzirem a brincadeira e só vou mediando quando vejo que alguém tá meio perdido ou se começam a disputar algum tecido em específico. A duração depende do interesse deles no dia, mas geralmente fica entre 20 a 40 minutos de pura imaginação!
Outra proposta que gosto muito é a exploração com materiais naturais, tipo sementes, gravetos e pedrinhas. Coloco tudo em cestos no chão e deixo as crianças à vontade para mexerem nos materiais. Em uma das nossas experiências, o João resolveu montar uma “comidinha” usando pedrinhas como feijão e um pano como panela (olha só a criatividade!). E aí a Julia chegou perto e começou a “dar de comer” pro João, que fez uma carinha de quem estava adorando a brincadeira. Eu observo de pertinho e ajudo quando alguém quer trocar alguma ideia ou quando surge algum conflito pra resolver quem fica com qual pedrinha.
Por último, gosto bastante de propor brincadeiras com água. A gente usa bacias grandes e colocamos alguns potinhos, tampinhas ou barquinhos de papel dentro pra eles explorarem. Claro que sempre tomando cuidado pra segurança ser prioridade! As crianças amam mexer na água, ouvir o barulhinho das tampinhas afundando ou tentando fazer os barquinhos flutuarem. Da última vez que fizemos isso, o Miguel ficou fascinado tentando afundar as tampinhas enquanto a Mariana jogava água pra todos os lados (e molhou até quem tava só olhando!). Eu aproveito esses momentos para estimular falas simples como “água dentro” ou “barco fora” e vou narrando o que acontece pra ajudá-los a compreender o que estão fazendo.
É muito legal perceber como essas propostas estimulam interações significativas entre as crianças! Elas se observam, imitam umas às outras e aprendem muito nessas trocas. É essencial deixar o espaço organizado para promover encontros entre elas ao invés de só focar nos brinquedos tradicionais. A comunicação vai além das palavras; é um processo rico em experiências sensoriais e emocionais.
Por fim, costumo dizer pras colegas que trabalhar essa comunicação desde cedo é construir pontes entre os pequenos. Eles vão percebendo que têm voz e vez no grupo e aprendem a considerar as vozes dos outros também. E nós educadoras somos essas facilitadoras das vivências diárias deles, né? Vamos seguindo por aqui acreditando no potencial gigante de cada criança.
Vou ficando por aqui hoje! Espero ter ajudado vocês com essas ideias práticas. Qualquer dúvida ou sugestão só me chamar. Um abraço forte pra todas!
Olha, uma das coisas mais legais de observar no dia a dia é como cada criança encontra seu jeitinho de se comunicar. Eu fico de olho em tudo, sabe? Desde o jeito que eles compartilham um brinquedo até como eles começam a chamar um pelo nome do outro ou puxar a mãozinha pra mostrar alguma coisa. Esses são sinais claros de que a comunicação tá fluindo. E falando nisso, a comunicação não verbal vale ouro! Tem vezes que a Maria simplesmente aponta ou faz aquele olhinho significativo quando quer algo ou quer chamar atenção pra uma brincadeira nova que inventou. As interações vão além das palavras, e é isso que a gente precisa perceber e valorizar.
Eu sempre ando com meu caderninho por perto pra anotar essas pequenas, mas significativas, demonstrações de desenvolvimento. Tipo, quando o Pedro começou a dividir os bloquinhos com o Lucas sem precisar da minha mediação direta. Anotado! Ou quando a Sofia começou a escolher músicas no nosso canto musical apontando pras imagens dos instrumentos. E tirar umas fotos, fazer uns vídeos curtos... tudo isso ajuda muito. Porque depois posso rever e pensar: "O que será que funcionou aqui? O que posso ajustar pra próxima proposta?". E assim vou ajustando as experiências conforme as crianças vão avançando.
Falando dos direitos de aprendizagem, o objetivo de comunicação tá muito ligado ao Conviver e ao Participar, sem dúvida. Conviver porque as crianças estão constantemente interagindo umas com as outras, mesmo que ainda seja de forma bem sutil, como dividindo um espaço na roda ou esperando a vez na fila do escorregador. Participar aparece quando eles começam a se envolver mais nas atividades coletivas. Por exemplo, quando estamos numa roda de história e cada um faz um som pra algum personagem. Até o João, que tem suspeita de TEA, se envolve imitando o som do cachorro com aquele sorriso no rosto, todo feliz.
Falando no João, ele precisa de um pouco mais de apoio pra participar dessas atividades. Então, procuro adaptar as propostas pra incluir todo mundo. Às vezes uso cartões com imagens simples pras histórias ou brinco com sons diferentes pra chamar a atenção dele e permitir que ele participe do seu jeito. A Bia, que tem um atraso na linguagem, responde muito bem aos gestos e às músicas repetitivas. Cantamos bastante aqui! Isso ajuda ela a se expressar e ela adora repetir os gestos das músicas.
O espaço também precisa ser pensado com carinho. Aqui eu deixo cantinhos bem definidos, mas flexíveis pra que as crianças possam se mover e explorar à vontade. Tem o cantinho da leitura com livros acessíveis e confortáveis onde a Bia adora folhear. Já o João gosta mais do cantinho das construções, então procuro colocar materiais sensoriais lá que ajudem ele a se engajar mais.
Acho importante não apressar as crianças nesse processo. Cada uma tem seu tempo e seu jeito de se comunicar e participar. O mais importante é criar um ambiente acolhedor onde elas se sintam à vontade para explorar essas novas formas de expressão. E olha só, nem sempre tudo vai sair como planejado. Tem dias em que as crianças tão mais agitadas e nem querem saber de roda de história ou música. Aí, cabe a mim ser flexível e buscar novas formas que façam sentido naquele momento.
Bom, minha gente, é isso aí! Espero ter dado uma visão bacana de como a gente observa e registra esse desenvolvimento da comunicação entre os pequeninos aqui na creche. Se tiverem perguntas ou quiserem compartilhar algo das suas experiências também, adoraria ouvir! Vamos seguindo juntas nessa caminhada linda da educação infantil. Até mais!