Oi, colegas! Tudo bem com vocês? Hoje eu tava aqui pensando em como é importante a gente entender direitinho aqueles objetivos da BNCC, né? Especialmente quando trabalhamos com os bebês, que demandam um olhar todo especial e atento. Vou compartilhar um pouco de como eu vejo o objetivo EI01EO04 em ação na nossa prática do dia a dia.
Olha só, quando a gente fala em "comunicar necessidades, desejos e emoções", não estamos esperando que esses pequenos já saiam por aí com um vocabulário extenso, claro que não! O que a gente tá buscando é perceber como eles começam a expressar o que tão sentindo ou precisando através de gestos, balbucios e, eventualmente, palavrinhas. Por exemplo, quando o Joãozinho quer aquela bola vermelha e aponta pra ela com aquele dedinho determinado, ou quando a Maria chora e faz um movimento com os braços pedindo colo. Esses são momentos preciosos de comunicação que a gente não pode deixar passar despercebido.
Aqui na minha turma de bebês, eu organizo algumas propostas bem legais pra ajudar nessa questão da comunicação. Primeiro vou contar sobre uma proposta que as crianças adoram: a exploração de tecidos coloridos. Eu coloco no chão um monte de tecidos de várias texturas e tamanhos. Tem tule, algodão, seda... tudo bem colorido! Eu faço isso num espaço livre da sala, sem muitos móveis ao redor, pra eles terem liberdade de ir e vir. Dura em média uns 30 minutos, mas sempre respeitando o interesse deles. Se cansarem antes ou se algum ficar entretido por mais tempo, tá tudo certo!
O interessante é observar como os bebês reagem. O Pedro, por exemplo, adora um tecido azul clarinho de seda. Ele passa na bochecha, sorri e às vezes até solta uns sons como "ahhh". Já a Sofia fica encantada com o barulho do tule amassando e ri toda vez que mexe nele. Minha mediação nesse momento é principalmente observacional. Se uma criança tenta cobrir outra com um tecido ou se quer trocar de tecido com o amiguinho, eu fico por perto pra garantir que ninguém se machuque ou fique desconfortável. E assim eles vão comunicando suas preferências e interagindo entre si.
Outra proposta que eu gosto muito é a exploração de espelhos. Eu coloco alguns espelhos grandes e seguros espalhados pela sala ao nível dos bebês. Eles adoram se olhar no espelho! A atividade dura em torno de 20 minutos. É fascinante ver como eles ficam intrigados com seus reflexos. O Lucas sempre faz umas caretas engraçadas e às vezes chega a dar gargalhadas quando percebe que o "outro bebê" no espelho imita seus movimentos. Nessas horas eu me junto a ele e faço alguma careta também ou imito o som que ele faz, incentivando essa troca.
Por fim, tem uma proposta super simples mas que rende boas interações: brincar com tampinhas de garrafa e potinhos plásticos. Espalho as tampinhas pelo chão e deixo alguns potinhos abertos ao lado. É incrível ver como os bebês tentam encaixar as tampinhas nos potes ou simplesmente gostam do som que fazem ao balançá-las dentro do pote. Com essa proposta dá pra ver muito bem como eles comunicam suas conquistas e frustrações. A Ana Clara quando consegue colocar uma tampinha dentro do pote dá aquele sorrisão de satisfação e faz "uhu!". E quando não consegue? Ela me olha com um olharzinho pedindo ajuda. Eu geralmente me aproximo e faço junto com ela até ela sentir segurança pra tentar novamente sozinha.
Em todas essas experiências, o mais importante é respeitar o tempo das crianças e estar presente para mediar quando necessário, sem interferir demais no processo natural deles de explorar e comunicar. Essas interações e brincadeiras são fundamentais não só pro desenvolvimento da comunicação verbal ou gestual dos bebês mas também para fortalecer vínculos entre eles mesmos e conosco.
Espero que essas ideias inspirem vocês aí nas salas de vocês também! Se tiverem outras práticas bacanas com esse objetivo em mente, compartilhem aqui no fórum! Vamos trocar figurinhas!
Abraços!
E aí, minha gente! Continuando nossa conversa sobre o objetivo EI01EO04 que é tão importante no campo "O eu, o outro e o nós" para os bebês. Quando a gente fala em observar o desenvolvimento ligado a esse objetivo, o que faço é me colocar numa posição de escuta e olhar atentos, viu? Eu não tô ali pra avaliar se a criança acertou ou não, mas sim pra perceber como ela tá navegando nas suas descobertas.
No dia a dia, enquanto a rotina acontece, eu vou observando pequenos sinais de que aquela experiência tá mobilizando aprendizagem. Pode ser um gesto novo, uma expressãozinha facial mais intensa ou um balbucio diferente. Por exemplo, aqui na minha turma, a Ana Luiza recentemente começou a fazer um somzinho quando tá com fome, e antes ela só chorava mesmo. É como se ela tivesse achado uma nova forma de nos comunicar esse desejo, e isso é um sinal claro de desenvolvimento. Outro dia, o Pedro escolheu um livro de figuras pela primeira vez na rodinha de leitura, e ele mesmo veio me mostrar apontando pros bichinhos com muita animação.
Essas observações eu costumo registrar num caderninho que levo sempre comigo. Às vezes tiro uma foto ou faço um videozinho curto (claro, sempre com a autorização dos responsáveis) pra capturar aquele momento especial. Esses registros me ajudam a planejar as próximas propostas e ajustar o que for necessário. Por exemplo, quando vejo que uma criança tá começando a se interessar mais por determinada atividade ou material, já sei que posso explorar mais aquilo nas próximas semanas.
Os direitos de aprendizagem que esse objetivo EI01EO04 mais mobiliza são o Conviver, Brincar e Expressar. No conviver, veja só, quando as crianças estão interagindo entre si durante uma brincadeira de faz de conta ou até numa troca de brinquedos, elas estão aprendendo sobre si mesmas e os outros. O João e o Lucas adoram brincar juntos com os carrinhos e é nítido como eles vão ajustando as trocas entre dar e receber. No brincar, aquele momento em que a criança tá totalmente imersa numa atividade livre é muito valioso. A Sofia, por exemplo, adora brincar na área sensorial com areia e água e ali ela vai experimentando diferentes sensações e expressões faciais que mostram claramente o quanto ela está envolvida e expressando suas emoções.
Agora falando sobre acessibilidade para o João, que tem suspeita de TEA, e a Bia com atraso de linguagem, o trabalho é bem personalizado. Pro João, tenho procurado adaptar o espaço para reduzir estímulos excessivos que possam incomodá-lo. Criei um cantinho mais calmo na sala com almofadas e alguns brinquedos preferidos dele pra ele poder se retirar quando sentir necessidade. Também introduzi cartões visuais pra ajudar na comunicação das rotinas diárias. Já percebi que ele responde bem melhor quando sabe exatamente o que vai acontecer em seguida.
Pra Bia, eu uso materiais que estimulam a linguagem de maneira lúdica. Ela gosta muito de brinquedos que fazem som ao serem apertados ou manipulados. Então trouxe instrumentos musicais simples como chocalhos e tamborzinhos pra nossa roda de músicas. Nessa roda, também utilizo músicas com gestos pra estimular a participação dela. Algo que ainda estou tentando é como mediar melhor as interações dela com as outras crianças durante as brincadeiras livres. Tenho visto progresso, mas todo dia traz um desafio novo.
E é isso por hoje! Espero que essas trocas continuem ajudando a gente a pensar juntos nessa caminhada linda que é trabalhar com os pequenos. A vida na creche é cheia de surpresas e aprendizados diários pra todo mundo. Vamos continuar compartilhando nossas vivências! Um beijo grande e até a próxima!