Ah, minha gente, quando a gente olha para o objetivo "demonstrar imagem positiva de si e confiança em sua capacidade para enfrentar dificuldades e desafios", a gente ta falando de ajudar as criancas a se sentirem seguras e confiantes. Na pratica, isso significa criar um ambiente onde elas possam errar, tentar de novo, se expressar e perceber que sao capazes. No dia a dia, uma crianca de 2 ou 3 anos pode mostrar essa confianca quando insiste em calcar o sapato sozinha, mesmo que coloque no pe errado, ou quando tenta subir num escorregador que parece gigante pra ela. E a gente ta la, do lado, incentivando, mas sem fazer por elas. Nao e sobre ensinar um conteudo, e sobre criar situacoes onde elas possam vivenciar desafios e perceber que conseguem.
Aqui na minha turma, tenho algumas propostas que ajudam a trabalhar esse objetivo. Uma delas e a exploracao com materiais nao estruturados. Eu adoro oferecer tampinhas de garrafa, tecidos coloridos, caixas de varios tamanhos e ate gravetos que coletamos no quintal. Organizo esses materiais num cantinho da sala ou ate mesmo la fora, no patio. As criancas ficam livres pra criar o que quiserem: um castelo, uma casinha ou qualquer outra coisa que a imaginacao permitir. O espaco fica todo delas e eu so vou observando. Da ultima vez que fizemos isso, o Miguel pegou varias tampinhas e fez uma "pista de corrida" pra os carrinhos. Ele ficava tao concentrado e orgulhoso do que tava criando! A Sara, por outro lado, pegou os tecidos e fez uma "caverna" pra esconder os brinquedos de pelucia. O tempo varia conforme o interesse delas, mas dou em torno de uma meia hora pra essa exploracao livre. Minha mediacao? Vou perguntando sobre o que estao fazendo, dou uma sugestao aqui ou ali se percebo que alguem ta muito perdido, mas sem interferir demais.
Outra proposta que gosto muito e a chamada "aventura no quintal". E bem simples: organizo um circuito com diferentes desafios fisicos usando elementos naturais e objetos do cotidiano como almofadas pra pular em cima, tuneis feitos com caixas grandes pra passar por dentro, um tronco como "ponte". As criancas adoram! Aqui a ideia e que cada uma supere seu proprio desafio: a Tania tinha medo de pular da almofada mais alta, mas comecou pulando da mais baixinhas ate achar coragem. Nao tem pressa nem comparacao; cada um no seu tempo. Depois que terminam o circuito uma vez, normalmente querem repetir varias outras vezes. E eu? Estou la oferecendo apoio verbal, celebrando as conquistas: "Olha so Tania como voce conseguiu!".
Por ultimo, tem a proposta dos "desenhos gigantes". As vezes abro um rolo grande de papel kraft no chao ou na parede da sala e coloco varias cores de giz de cera ou pincel atômico (lavavel). As criancas vao desenhando ali mesmo. Elas adoram ver seus desenhos crescendo no papel grande; da um sentimento de conquista ao ver o espaco preenchido com suas criações. Lembro da ultima vez que fizemos isso: o Gabriel era tao curioso! Ficava perguntando pro amigo Lucas: "O que voce ta desenhando ali?" Os dois acabaram colaborando em alguns desenhos sem nem perceberem. Nesse tipo de atividade eu gosto de ficar mais distante, prestando atencao nas interacoes entre eles e na forma como cada um escolhe representar suas ideias. Se percebo alguem frustrado por nao estar conseguindo fazer o desenho como queria (isso acontece ne?), eu pergunto como posso ajudar ou sugiro tentar de um jeito diferente.
Entao olha so ne: tudo gira em torno das interacoes e das brincadeiras dessas criancas pequenas. Todas essas propostas permitem que elas explorem suas capacidades num ambiente seguro e acolhedor onde sabem que podem tentar quantas vezes precisarem. E cada conquista delas vira uma festa pra todos nos da turma! E assim vamos ajudando essa turminha a construir uma autoestima positiva e aprender que sao capazes mesmo diante dos desafios pequenininhos ou grandoes do dia a dia delas.
E aqui encerro por hoje... espero ter ajudado voces a refletirem um pouco sobre como podemos trabalhar essa imagem positiva nas nossas turmas tambem!
Aqui na minha turma, tenho algumas propostas que ajudam a observar como as crianças estão se desenvolvendo em relação a esse objetivo de criar uma imagem positiva de si mesmas e ter confiança para enfrentar desafios. A gente tá sempre com olhar atento, né, porque às vezes, um gesto pequeno já é um grande sinal de progresso.
Olha, vou te contar de uma vez que a Ana, que é super tímida, resolveu participar da roda de história. A gente tava lendo um livro que ela gosta muito, "A Casa dos Beijinhos", e eu vi ela se aconchegando mais perto do grupo, ouvindo atentamente e até arriscando falar algumas palavras na hora das perguntas. Esse tipo de envolvimento me mostra que ela tá mais segura pra se expressar, sabe? Eu vou registrando essas "faíscas" de confiança no meu caderno. Às vezes faço umas anotações rápidas ali mesmo, mas quando o tempo permite, uso meu celular pra tirar uma foto ou gravar um vídeo curtinho. Isso me ajuda a lembrar o contexto e planejar os próximos passos.
Outra situação que sempre observo é na hora do parquinho. Tem um balanço lá que é um desafio e tanto pra algumas crianças. O Pedro, por exemplo, tinha receio de ir longe demais no balanço, mas na última vez ele foi um pouco mais alto sem pedir ajuda. Ele se inclinou pra trás e riu tão gostoso! Isso é confiança pura crescendo. Anoto essas observações e depois reflito sobre o que posso trazer de novo: será que uma nova música enquanto balançam traria mais interesse? Ou talvez algumas almofadas no chão para quem quiser explorar sentando? É um ajuste fino constante.
Agora, falando sobre os direitos de aprendizagem, minha gente, esse objetivo mobiliza muito o direito de Conviver. É na interação com o outro que as crianças se veem e se reconhecem capazes. Quando o Felipe ajuda a Mariana a pegar uma bola que foi longe demais ou quando as crianças decidem juntas qual música querem ouvir na roda de canções, estão vivendo experiências riquíssimas de convivência.
Outro direito muito presente é o Brincar. Durante as brincadeiras livres, é incrível perceber como as crianças testam limites e exercitam a autonomia. Um dia desses, o grupo resolveu montar uma "casa" com caixas de papelão no pátio. Foram tantas negociações sobre onde cada caixa ia ficar e quem ia ser "vizinho" de quem! A imaginação corre solta e é nesse fluxo livre que a confiança individual vai crescendo.
Por fim, o direito de Expressar também é fortemente trabalhado. A gente percebe como eles encontram seus jeitinhos únicos de mostrar o que estão sentindo ou pensando. Lembro da Sofia criando uma música do nada enquanto brincava com panelinhas. Ela cantava sobre "cozinhar alegria". Essa espontaneidade mostra que ela tá confortável pra ser quem ela é diante do grupo.
Pensando agora no João, que tem suspeita de TEA, e na Bia, que tem atraso de linguagem... Eu ajusto algumas coisas pra garantir que eles estejam incluídos nas propostas. Pro João, procuro oferecer materiais sensoriais variados: tecidos com diferentes texturas, brinquedos que fazem barulhos suaves e instrumentos musicais pra ele explorar no próprio tempo. Percebi que ele adora brincar com areia cinética; então deixo sempre à disposição num cantinho tranquilo onde ele pode ir sem pressa. Recentemente comecei a usar cartões com imagens simples pra ajudar nas transições entre atividades e evitar sobrecarga sensorial.
Já com a Bia, foco bastante em dar espaço pro desenvolvimento da linguagem dela sem pressão. Crio situações em que ela pode usar gestos ou apontar enquanto falo devagarzinho com ela e encorajo qualquer tentativa de comunicação verbal. Teve uma vez que durante uma roda de história ela apontou para as figuras antes mesmo da gente dizer o nome do personagem. Comemoração interna aqui (contemplem minha dancinha feliz)!
Ainda estou experimentando novas estratégias pra ambos: pro João estou tentando introduzir mais atividades visuais porque percebo seu interesse crescente por cores e formas; e pra Bia tô usando músicas repetitivas que ajudam na fala e são divertidas também.
Enfim, é sempre sobre observar atentamente e ajustar conforme necessário - cada criança tem seu ritmo e seu jeito único de explorar o mundo ao redor delas. E aí? Como vocês têm observado esse desenvolvimento na turma de vocês?
Vou ficando por aqui agora; vou adorar saber das experiências de vocês também! Até logo!