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EI02ET01Crianças bem pequenasEspaços, Tempos, Quantidades, Relações e Transformações

Explorar e descrever semelhanças e diferenças entre as características e propriedades dos objetos (textura, massa, tamanho).

Por Equipe pedagógica Profez·Atualizado em

Texto oficial da BNCC

(EI02ET01) Explorar e descrever semelhanças e diferenças entre as características e propriedades dos objetos (textura, massa, tamanho).

Como este objetivo se inscreve no campo de experiência

O objetivo EI02ET01 faz parte do campo Espaços, Tempos, Quantidades, Relações e Transformações, que organiza experiências de investigação do mundo físico, social e natural: noções de espaço, tempo, número, medida, transformações e relações de causa e efeito.

Características da faixa etária (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses)

Esta faixa é marcada pela explosão da linguagem oral, pela ampliação do repertório motor (correr, saltar, subir, descer) e pela consolidação do brincar simbólico (faz de conta). É também o período do reconhecimento das próprias emoções, dos primeiros conflitos sociais e do enfrentamento das frustrações. O 'não' afirmativo é parte legítima desse desenvolvimento.

Práticas recomendadas: Brincadeira de faz de conta com objetos abertos, propostas de exploração com materiais não estruturados (tampinhas, tecidos, caixas), espaços para corrida e movimento amplo, mediação atenta nos conflitos.

EP

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por educadoras com experiência em creche e pré-escola

Oi, gente! Vamos conversar um pouquinho sobre como trabalhar o objetivo EI02ET01 com nossos pequenininhos? Sei que pode parecer uma coisa mais complexa quando a gente lê ali na BNCC, mas na prática do dia a dia é algo que acontece de forma bem natural, viu? Esse objetivo fala sobre as crianças explorarem e descreverem semelhanças e diferenças entre características dos objetos, como textura, massa e tamanho. Mas, olha só, na prática isso se traduz em experiências do cotidiano das crianças, onde elas vão ampliando o repertório delas ao perceberem o mundo ao redor.

Nessa idade, as crianças são pequenas exploradoras. Elas adoram tocar, sentir e manipular tudo que aparece pela frente. Então, quando a gente fala em explorar e descrever características dos objetos, estamos incentivando essas interações. A criança pega uma tampinha de garrafa, sente se é lisa ou áspera, percebe que é leve e compara com outra que encontra. É através dessas brincadeiras espontâneas que elas vão construindo conhecimento. Então o nosso papel aqui é proporcionar um ambiente rico em possibilidades.

Uma proposta que eu adoro é o cantinho sensorial. Aqui na minha turma, a gente monta uma área onde as crianças podem encontrar vários materiais diferentes para explorar. Eu costumo colocar coisas como tecidos de várias texturas (seda, algodão, veludo), potinhos com água e areia, espumas de banho e também algumas sementes e gravetos. Distribuo tudo em cestos ou bandejas baixas para que eles possam acessar livremente. Não tem um tempo rígido para essa atividade durar; deixo rolar enquanto vejo interesse nelas. Importante é observar a interação delas com os materiais e entre si. Outro dia mesmo o Miguel pegou um pedaço de veludo e ficava alisando no rosto dele, enquanto a Ana achava mais divertido jogar a areia de um potinho pro outro.

Outro jeito bacana de trabalhar esse objetivo é fazendo uma proposta de exploração com caixas. Eu junto várias caixas de tamanhos e formatos diferentes e deixo as crianças montarem e desmontarem como quiserem. Elas adoram fazer pilhas, enfiar uma dentro da outra ou até destruir tudo com aquelas mãozinhas curiosas. Dessa forma elas vão percebendo as diferenças nos tamanhos, na estabilidade da pilha que fazem ou como algumas caixas se encaixam melhor do que outras. Na última vez que fizemos isso, o Paulo pegou uma caixa grande e sentou dentro dela, enquanto a Sofia tentava empilhar as menores em volta dele — uma cena linda de ver! A ideia é deixar as crianças livres pra experimentar do jeito delas.

E tem uma proposta que nunca falha: brincadeira com água e objetos flutuantes ou não. Pego uma bacia grande cheia d’água e deixo vários objetos por perto: tampinhas, pedrinhas, bolinhas de isopor, pedaços de plástico ou madeira. O legal é observar como eles testam cada objeto pra ver se afunda ou flutua. Isso também dá margem pra interações entre eles: “Olha! Esse não afundou!” ou “Esse fez bolha!”. Na última vez que fizemos isso, a Joana ficou encantada ao descobrir que a bolinha de isopor não afundava de jeito nenhum. Já o Lucas ria toda vez que uma pedrinha ia pro fundo.

Em todas essas propostas, minha mediação é bem sutil. Eu fico por ali, perto deles, mas sem dirigir a brincadeira. Às vezes eu posso perguntar algo tipo “Como esse tecido faz você se sentir?” ou “Por que será que essa caixa fica em pé?”. Mas geralmente eu gosto de deixar eles falarem primeiro. Eles têm muito a dizer quando a gente dá espaço.

Ah, e não posso deixar de falar sobre como essas experiências são ricas em interações! As crianças observam umas às outras, imitam ações, comentam suas descobertas — isso tudo faz parte do processo. E a brincadeira? É através dela que tudo isso acontece de forma espontânea e prazerosa.

Então minha gente, o mais importante mesmo é respeitar o tempo das crianças e oferecer um ambiente diversificado pra que elas possam experimentar à vontade. A gente precisa ter aquele olhar atento pra perceber as conquistas diárias que parecem pequenas mas são tão significativas no desenvolvimento delas.

Espero ter contribuído um pouco com vocês! Fico sempre feliz em compartilhar histórias da nossa sala e aprender junto com as experiências de vocês também. Até a próxima!

Então, minha gente, continuando a conversa... Como que a gente observa o desenvolvimento das pequenas relacionado a esse objetivo? Olha, é importante lembrar que não é sobre avaliar se acertaram, mas observar e registrar as descobertas que elas vão fazendo. A gente tá ali de olho nos gestos, falas, escolhas e tentativas delas. É meio mágico ver a evolução, viu?

Por exemplo, aqui na minha turma do Grupo 2, a Lara sempre tem aquele olhar curioso. Ela adora mexer nas caixinhas sensoriais que a gente deixa à disposição. Outro dia, ela pegou uma esponja bem macia e ficou apertando, apertando. Aí virou pra mim e disse: "É fofinho!". Olha só quanta coisa tá acontecendo aí: ela percebeu a textura, relacionou com algo que já conhece (a noção de fofura) e verbalizou isso. É um sinal claro de que tá rolando uma mobilização da aprendizagem.

Já o Miguel, ele fica fascinado com as pedras de diferentes tamanhos no nosso cantinho de natureza. Ele gosta de empilhar as pedras uma sobre a outra e observa atentamente quando uma cai porque era maior ou menor. Ele não precisa falar pra gente entender que ele tá explorando conceitos de tamanho e equilíbrio ali. Essas observações, eu costumo registrar em cadernos ou fazer pequenos vídeos pra depois refletir sobre como posso ajustar as próximas propostas. Esses registros são o nosso guia pra entender o que tá sendo significativo pra cada criança e como seguir.

Agora, falando nos direitos de aprendizagem, esse objetivo tem tudo a ver com Explorar e Participar. Eu vejo isso claramente no dia a dia quando deixamos materiais variados disponíveis pro grupo. As crianças escolhem com o que querem brincar, experimentam diferentes possibilidades e participam ativamente das suas próprias descobertas. Tem um tapete sensorial aqui que é um sucesso! As crianças correm descalças ou passam as mãos nas diferentes texturas — liso, áspero, rugoso — e é nessas explorações livres que elas vão conhecendo-se melhor também.

Ah, e sem dúvida também tem muito de Conviver nesse processo. Quando as crianças estão ali juntas explorando os materiais, elas olham o que o amigo tá fazendo, trocam impressões através das expressões e tantas vezes compartilham aquela descoberta incrível. Lembro do Pedro compartilhando uma bolinha bem lisa com a Sofia e dizendo: "Olha como brilha!" E a Sofia respondeu com um sorriso enorme: "Igual minha mamãe quando passa brilho". Coisa mais linda!

Agora deixa eu contar um pouco sobre como organizo essas experiências pros nossos pequenos que têm necessidades diferentes. O João, por exemplo, que tá em processo de investigação de TEA, eu percebi que ele se beneficia muito de um espaço mais organizado e menos estimulante visualmente. Pra ele, é interessante ter um cantinho mais restrito onde possa explorar sem tantas distrações ao redor. Também uso materiais que tenham uma certa previsibilidade na textura ou nas cores porque ele se sente mais seguro assim.

Já a Bia, que tem um atraso na linguagem, eu procuro criar situações onde ela possa se comunicar de outras formas além da fala. Por exemplo, ao invés de apenas usar palavras pra descrever um objeto, a gente incentiva gestos ou expressões faciais pra ela poder participar das atividades de exploração de texturas ou formas junto com os amigos. E quando ela consegue comunicar algo usando uma expressão nova ou apontando, eu faço questão de modelar as palavras correspondentes pra ajudar no desenvolvimento da linguagem dela.

Como ainda estamos ajustando coisas por aqui — sabe como é — tem vezes que não dá muito certo logo de cara. Uma vez ofereci uns elementos sonoros pensando no João e acabei percebendo que ele ficou bastante incomodado com os sons altos. Já com a Bia, ainda estou tentando entender melhor quais tipos de suporte visual podem ajudá-la mais no dia a dia. Mas é assim mesmo né? A gente vai aprendendo com eles.

E é isso pessoal! Tô sempre aqui aberta pros relatos e dicas de vocês também! Vamos trocando figurinhas porque essa caminhada na educação infantil tem muito espaço pra aprendizado mútuo. Fico por aqui hoje mas já já volto com mais histórias da nossa turminha incrível! Um beijo!