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EI01ET04BebêsEspaços, Tempos, Quantidades, Relações e Transformações

Manipular, experimentar, arrumar e explorar o espaço por meio de experiências de deslocamentos de si e dos objetos.

Por Equipe pedagógica Profez·Atualizado em

Texto oficial da BNCC

(EI01ET04) Manipular, experimentar, arrumar e explorar o espaço por meio de experiências de deslocamentos de si e dos objetos.

Como este objetivo se inscreve no campo de experiência

O objetivo EI01ET04 faz parte do campo Espaços, Tempos, Quantidades, Relações e Transformações, que organiza experiências de investigação do mundo físico, social e natural: noções de espaço, tempo, número, medida, transformações e relações de causa e efeito.

Características da faixa etária (0 a 1 ano e 6 meses)

Nesta faixa, o desenvolvimento é marcado pela exploração sensorial intensa, pela construção do vínculo afetivo com o adulto cuidador e pelas primeiras conquistas motoras (rolar, sentar, engatinhar, andar). A intencionalidade pedagógica acontece nos momentos de cuidado (banho, alimentação, sono) e nas propostas de exploração do entorno. A linguagem se constrói através de balbucios, gestos, olhares e primeiras palavras.

Práticas recomendadas: Espaços seguros e estimulantes, materiais sensoriais variados (texturas, sons, cores), rotinas previsíveis com ritmo respeitoso, vínculo individualizado com a referência educadora.

EP

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por educadoras com experiência em creche e pré-escola

Oi minha gente, tudo bem por aí? Hoje vou contar um pouco sobre como a gente trabalha aquele objetivo da BNCC lá dos bebês que é "manipular, experimentar, arrumar e explorar o espaço". Olha, isso na prática é basicamente deixar os pequenos explorarem o mundo à volta deles de maneira bem livre. E a gente sabe que nessa idade, tudo é novidade, né? Eles estão sempre curiosos, querendo pegar em tudo e descobrir como as coisas funcionam. Não é pra ensinar um conteúdo, mas pra oferecer experiências que vão ampliando o repertório deles. É tipo assim: quando o bebê tá no chão e rola pra pegar uma bola, ele tá explorando tanto o próprio corpo como o espaço em volta dele. Ou quando ele chacoalha um chocalho e percebe que faz barulho, é uma descoberta danada!

Agora vou contar três propostas que faço na minha sala com esse objetivo na cabeça. Eu gosto muito de trabalhar com materiais não estruturados porque eles permitem uma infinidade de possibilidades pras crianças criarem suas próprias brincadeiras e descobertas.

A primeira proposta que eu gosto de fazer é a exploração com tecidos. Sabe aqueles retalhos de pano de várias texturas e cores? Eu espalho eles pelo chão da sala, alguns penduro em cordas baixas pra eles puxarem e outros eu deixo cobrindo alguns objetos que fazem barulho quando são mexidos. O espaço fica meio como uma pista de aventura pros bebês. Não tem um tempo fechado, mas geralmente deixo essa proposta acontecendo por uns 30 minutos ou até as crianças mostrarem que já exploraram bastante. Na última vez que fiz isso, a Sofia estava encantada com um tecido brilhante. Ela ficava passando a mãozinha e dava risadinhas quando ele refletia a luz. Já o Lucas adorou descobrir que podia se esconder embaixo de um tecido maior e depois abrir os bracinhos pra ver o mundo de novo.

Outra proposta que fazemos é com água e diferentes objetos flutuantes e não flutuantes. Coloco algumas bacias pequenas no chão com água e espalho tampinhas de garrafa, pedaços de esponja, folhas secas e pedrinhas pela sala. As crianças ficam livres pra levar os objetos até as bacias e ver o que acontece quando colocam na água. Essa atividade costuma durar uns 20 minutos porque os bebês se encantam com a água mesmo. Ah, a mediação aqui é só acompanhar as descobertas deles e garantir que estão seguros. Na última vez, o Miguel ficou surpreso quando viu uma folha boiando e começou a bater palmas pra tentar fazer ela se mexer mais rápido.

Por último, gosto muito de fazer um caminho sensorial com diferentes texturas no chão. Uso caixas de papelão baixas que coloco lado a lado formando um caminho e dentro de cada uma coloco coisas diferentes: folhas secas em uma, areia em outra, tampinhas em outra, pedacinhos de espuma... E por aí vai! O espaço fica todo livre pra eles irem onde quiserem. É uma atividade que deixo por uns 25 minutos ou até eles cansarem ou perderem o interesse. Aqui na minha turma, a Larissa ama caminhar descalça nos materiais diferentes. Ela sempre ri muito ao pisar nas tampinhas porque faz um barulhinho engraçado.

Olha só, o importante nessas propostas é a gente estar sempre atenta pra observar como cada criança reage e se relaciona com os materiais e o espaço. Dá pra perceber tanta coisa sobre eles! E claro, tudo isso sempre mediado por muita brincadeira e interação. Vamos conversando com eles, trazendo alguma palavrinha nova, incentivando a explorar mais um pouquinho, mas sem forçar nada.

Espero que tenham gostado das ideias e que inspirem vocês a criar momentos bem legais com os pequenos aí na sala! Qualquer dúvida ou troca de ideia, tô por aqui! Até mais!

Ah, minha gente, continuando o papo sobre como a gente observa o desenvolvimento das crianças com esse objetivo de manipular, experimentar e explorar o espaço, é um processo muito interessante. No dia a dia, na rotina da creche, eu tô sempre de olho nos gestos, nas falas e nas escolhas dos pequenos. Não é aquela coisa de avaliar se acertou ou não, sabe? É mais sobre perceber os sinais de que alguma coisa ali tá acontecendo na cabecinha deles.

Por exemplo, uma vez eu coloquei umas caixas de papelão grandes no meio da sala. A ideia era deixar eles mexerem como quisessem. Olha só, o Pedrinho começou a empilhar uma em cima da outra e caiu, claro! Mas aí ele não desistiu, pegou tudo e tentou de novo. Isso pra mim já é um sinal de que ele tá desenvolvendo uma ideia de espaço e equilíbrio. E a Maria, que é bem observadora, ficou olhando as outras crianças brincarem antes de se aproximar e começar a empurrar uma caixa mais leve. É interessante ver como cada um reage diferente à mesma proposta.

Também gosto de observar o que eles falam, ou melhor, como se comunicam, né? Porque às vezes nem precisa de palavra. Quando a Julia pegou um brinquedo e olhou pra mim com aquela cara de "e agora?", mostrando que queria saber como fazia pra encaixar a peça, eu já entendia que ali tinha uma curiosidade aflorando.

Sempre que dá, eu registro esses momentos num caderninho que levo comigo. Às vezes tiro uma foto ou faço um vídeo curto (nunca filmando muito tempo, só pra captar o essencial), porque isso me ajuda bastante na hora de pensar as próximas propostas. Por exemplo, percebi que muitas crianças estavam gostando de empurrar e puxar as coisas. Então trouxe uns carrinhos de mão pequenos e uns puxadores pra eles explorarem ainda mais essas ações. Eu ajusto as propostas conforme vou vendo o que chama mais atenção deles.

Agora falando dos direitos de aprendizagem que esse objetivo mobiliza... Olha, Conviver e Brincar são dois que vejo muito fortes por aqui. Quando eles estão todos mexendo nos materiais juntos, tipo fazendo aquela bagunça boa com tintas ou areia, estão convivendo e aprendendo com o outro. E brincar? É o que dá a tônica do nosso dia! Eles experimentam papéis diferentes nas brincadeiras e vão criando suas próprias histórias. E o Participar também é muito presente porque eles escolhem o que querem fazer com os materiais disponíveis. Não forço nada, deixo eles irem guiando seus interesses.

Agora vamos falar do João e da Bia. Aqui na minha turma tenho que pensar em adaptações pra que todos tenham acesso às experiências. O João tem suspeita de TEA e é muito importante oferecer um ambiente que não sobrecarregue ele sensorialmente. Então quando a turma tá em atividades mais agitadas ou barulhentas, eu coloco fones que abafam um pouco o som pra ele poder participar sem se sentir desconfortável. Também criei um cantinho mais tranquilo na sala com almofadas e brinquedos sensoriais que ele gosta.

Já a Bia tem um atraso na linguagem, mas é incrível ver como ela comunica mesmo sem tantas palavras! Eu uso muitos gestos, expressões faciais exageradas e músicas pra ajudar ela a se expressar. Faço questão de ter sempre brinquedos e propostas que incentivam a comunicação gestual ou visual. Com ela eu também procuro historinhas com imagens bem coloridas pra gente explorar juntas.

Às vezes não é fácil acertar tudo de primeira. Teve um dia que achei que o João ia adorar umas atividades com água e ele simplesmente não quis colocar a mão na bacia. Isso me mostrou que preciso observar mais os sinais dele pra entender melhor suas preferências.

E assim vou ajustando as propostas conforme vou conhecendo mais cada criança do grupo. É um processo constante de observação e adaptação.

É isso por hoje! Espero ter ajudado vocês a entenderem um pouco mais sobre essa rotina cheia de descobertas com os pequenos. Vamos trocando ideias porque sempre aprendemos umas com as outras, não é mesmo? Até a próxima!