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EI01ET05BebêsEspaços, Tempos, Quantidades, Relações e Transformações

Manipular materiais diversos e variados para comparar as diferenças e semelhanças entre eles.

Por Equipe pedagógica Profez·Atualizado em

Texto oficial da BNCC

(EI01ET05) Manipular materiais diversos e variados para comparar as diferenças e semelhanças entre eles.

Como este objetivo se inscreve no campo de experiência

O objetivo EI01ET05 faz parte do campo Espaços, Tempos, Quantidades, Relações e Transformações, que organiza experiências de investigação do mundo físico, social e natural: noções de espaço, tempo, número, medida, transformações e relações de causa e efeito.

Características da faixa etária (0 a 1 ano e 6 meses)

Nesta faixa, o desenvolvimento é marcado pela exploração sensorial intensa, pela construção do vínculo afetivo com o adulto cuidador e pelas primeiras conquistas motoras (rolar, sentar, engatinhar, andar). A intencionalidade pedagógica acontece nos momentos de cuidado (banho, alimentação, sono) e nas propostas de exploração do entorno. A linguagem se constrói através de balbucios, gestos, olhares e primeiras palavras.

Práticas recomendadas: Espaços seguros e estimulantes, materiais sensoriais variados (texturas, sons, cores), rotinas previsíveis com ritmo respeitoso, vínculo individualizado com a referência educadora.

EP

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por educadoras com experiência em creche e pré-escola

Olha, falar sobre o objetivo EI01ET05 da BNCC com os bebês é algo que me encanta, viu? Aqui na minha turma, quando falamos de "manipular materiais diversos e variados", a gente tá falando de experiências que vão além do simples tocar. É sobre abrir aquele olhinho curioso e deixar as mãozinhas explorarem o mundo ao redor. Quando se trata de bebês, a gente tá lidando com a descoberta de texturas, formas, pesos e até sons diferentes que os materiais podem proporcionar. Eles ainda não têm a ideia de "comparar" como a gente entende, mas nas interações e brincadeiras, eles começam a perceber que um paninho é diferente de uma tampinha, por exemplo.

Então, minha gente, aqui no grupo dos bebês eu sempre busco propostas que sejam ricas em possibilidades de exploração. E olha, não tem segredo não. O importante é disponibilizar materiais variados e deixar que os pequenos se aventurem por esse mundão de descobertas!

Vou contar para vocês três propostas que eu geralmente organizo aqui na creche com esse objetivo. A primeira é o "cesto dos tesouros". É uma das queridinhas dos bebês. Eu escolho um cesto ou uma cesta baixa e coloco uma variedade de materiais não estruturados dentro: tampinhas de garrafa, pedaços de tecido, esponjas, colheres de pau, pinhas, conchas... O espaço precisa ser seguro, então eu geralmente uso tatames ou colchonetes no chão para que eles possam rolar e se mover à vontade sem se machucar. O tempo? Varia muito com o grupo, mas procuro observar e perceber quando eles começam a perder o interesse. Pode durar uns 20 a 30 minutos. Na última vez que fiz essa proposta, o Pedro ficou encantado com uma esponja macia! Ele esfregava no rosto, ria e depois comparava com a textura mais áspera da pinha. Eu mediei essas descobertas sempre com um olhar atento, mas deixando ele livre para explorar no seu ritmo. Se ele me olhava como quem quer compartilhar a descoberta, eu sorria e comentava algo como "essa é macia, né?".

Outra proposta que eles adoram é o "pintando com água". Num dia mais quente, levo o grupo para o pátio e dou pincéis grandes ou até esponjas molhadas para explorarem as superfícies. Eles podem pintar o chão, paredes ou até um pedaço grande de papel pardo esticado no chão. A água seca rápido e não deixa bagunça permanente, mas proporciona uma experiência sensorial muito rica. Mais uma vez, é importante um espaço seguro e supervisionado pra que ninguém escorregue. Na última vez que fizemos isso, a Luiza ficava fascinada vendo a água desaparecer do chão quente. Ela molhava a mãozinha e passava na bochecha rindo da sensação refrescante. Eu tava ali do lado pra garantir que tudo tava seguro e também pra compartilhar aquele momento com ela.

Por fim, tem uma proposta que chamamos de "descobrindo a natureza". Quando possível, levo os bebês para um espaço externo com grama. Lá deixo eles descalços pra sentirem diferentes texturas nos pés: terra seca, grama molhada pela manhã ou até as folhas caídas das árvores. Num cantinho tranquilo e seguro do parque da creche, coloco diferentes elementos naturais para eles manipularem: pedrinhas lisas e rugosas, gravetos de diferentes tamanhos e folhas secas e verdes. Essa atividade pode durar uns 15 a 25 minutos dependendo do interesse deles naquele dia. Da última vez que fizemos isso, o Davi adorou as pedrinhas lisas e acabou montando uma pequena pilha delas na minha frente como se fosse um grande feito! Eu dei apoio mostrando interesse na pilha dele sem dar comandos do que fazer.

O importante em todas essas propostas é lembrar sempre dos eixos estruturantes: interações e brincadeiras. Além de observar cada criança atentamente (e registrando quando possível), estou sempre disponível para conversar ou brincar junto se eles buscarem essa troca comigo. Os bebês são incríveis em mostrar o quanto estão absorvidos numa atividade e como podemos aprender observando essa dedicação deles aos detalhes.

E assim a gente vai caminhando por aqui, entre descobertas e sorrisos desses pequenos curiosos. Espero ter ajudado vocês a pensar sobre esse objetivo da BNCC na prática! Qualquer coisa, estamos aqui nesse espaço pra trocar ideias, viu? Até mais!

Agora, como é que eu observo o desenvolvimento das crianças nesse campo, né? Ah, minha gente, é uma coisa bem natural. No dia a dia, nas rotinas, eu fico ali de olho. É como um trabalho de detetive, mas com muito afeto e paciência. Eu não fico naquela de "avaliar se acertou", sabe? É mais observar e registrar cada pequeno gesto, cada tentativa e escolha que elas fazem.

Por exemplo, aqui na minha turma, tem uma bebezinha que vou chamar de Ana. Ela tem uma maneira tão cativante de mostrar interesse nos materiais! Quando a gente oferece um conjunto de objetos com texturas diferentes, ela sempre começa pelo mais suave. Vai deslizando a mãozinha devagar, explorando cada detalhe. Aí, quando ela encontra um objeto que faz barulho, o rostinho muda e fica todo animado. É nessas sutilezas que eu vejo a aprendizagem acontecendo. Não é só "brincar por brincar"; ela tá descobrindo relações novas.

E tem o Pedro também. Ele já gosta de empilhar coisas. Você precisa ver a concentração dele equilibrando bloquinhos! Ele se frustra quando cai, mas olha só: imediatamente tenta de novo, ajusta a posição dos blocos, faz com calma. Isso mostra como ele tá percebendo quantidades e relações espaciais ali na brincadeira dele.

Eu sempre faço registros dessas observações. Uso caderninho pra anotar pequenos detalhes no momento mesmo ou logo depois da atividade, enquanto tá fresco na cabeça. Às vezes tiro fotos ou gravo um videozinho bem curto (com autorização dos responsáveis, claro) pra depois poder rever e também mostrar pras famílias. Esses registros me ajudam a ajustar as próximas propostas. Se vejo que a turma tá se interessando mais por um tipo de material ou dinâmica, já penso em explorar mais aquilo.

Falando nos direitos de aprendizagem, esse objetivo mobiliza muito o brincar, explorar e conhecer-se. O brincar é o coração de tudo aqui na creche; é onde eles mergulham sem medo de errar. Quando estão brincando com água e areia, por exemplo, além da diversão pura e simples, tão também explorando pesos diferentes e como as coisas se transformam quando se misturam.

Explorar é outra parte essencial desse processo. Nas experiências com materiais variados, cada bebê busca algo novo: a nova cor do papel celofane quando pega a luz do sol ou o som dos grãos de feijão num potinho. Eles tão descobrindo o mundo ao redor e experimentando os limites das suas ações.

Conhecer-se aparece quando eles começam a perceber suas preferências e habilidades. O Joãozinho, por exemplo — não o mesmo João que vou falar já já — adora usar as mãozinhas pra sentir cada textura e tá começando a perceber que ele prefere materiais macios aos ásperos. Esse autoconhecimento é muito valioso.

Agora deixa eu contar como eu organizo as experiências pro João que tem suspeita de TEA e pra Bia com atraso de linguagem. Pro João, eu tento oferecer menos estímulos ao mesmo tempo pra não sobrecarregar ele. Espaço mais tranquilo, sabe? Materiais organizados em cestos separados por tipo: macios num, sonoros noutro. Eu dou tempo pra ele explorar cada um no ritmo dele sem pressa.

Pra Bia, o foco tá em estimular a comunicação junto com a exploração dos materiais. Eu uso objetos que façam sons suaves ou que podem ser manipulados pra criar algum efeito visual interessante (como tecidos coloridos), e sempre faço questão de nomear o que ela tá pegando ou olhando pra incentivar a fala. Faço gestos junto com palavras pra facilitar ainda mais.

O espaço é ajustado com cantos específicos pra cada tipo de atividade: um mais quietinho pro João e outro com mais interação sonora pra Bia. E o tempo? Ah, esse é generoso! Deixo que eles explorem até mostrarem sinais claros de que querem mudar.

Ainda tô tentando descobrir formas novas que possam engajar melhor cada um deles individualmente e em grupo, mas isso faz parte da beleza do nosso trabalho: sempre tem espaço pra aprender junto com as crianças!

Bom, acho que já contei um bocado por hoje, né? Espero que essas minhas experiências ajudem vocês aí nas suas turmas também! Vamos trocando ideias porque sempre tem tanto pra aprender umas com as outras. Até a próxima conversa!