Olha, minha gente, esse objetivo de demonstrar interesse ao ouvir histórias é muito mais do que apenas ler um livrinho pros bebês, viu? É sobre criar aquele momento mágico onde a gente introduz os pequenos no mundo da imaginação, da escuta ativa, da observação. Quando a gente lê ou conta uma história pra eles, não é só sobre as palavras, mas sobre como a gente mostra as ilustrações, faz as vozes dos personagens, vira as páginas com cuidado. E os bebês, mesmo tão pequenininhos, eles observam tudo com aqueles olhinhos curiosos e tentam imitar. É lindo de ver.
Sabe, o Joãozinho da minha turma se encanta com as ilustrações. Ele fica apontando e seguindo com o dedo quase como se estivesse lendo também. Já a Mariana adora os sons que a gente faz. Ela dá risada quando faço vozes engraçadas. E o Pedro? Ah, ele se interessa mais pela capa do livro e pelas páginas — quer virar todas de uma vez! Então a gente vê que cada bebê tem seu jeitinho próprio de interagir com as histórias.
Na nossa sala, uma das propostas que eu gosto de organizar é a roda de histórias ao ar livre. A gente leva umas cangas coloridas pro jardim e espalha almofadas pra deixar o espaço bem aconchegante. Eu uso livros com ilustrações grandes e bem coloridas porque prendem bem a atenção deles. Mas também levo alguns materiais não estruturados, sabe? Tipo tampinhas, pedaços de tecido colorido e gravetos — porque os bebês adoram explorar com as mãos enquanto ouvem as histórias. A leitura em si não dura muito tempo, viu? Uns 10 minutinhos no máximo, porque o tempo de atenção deles é curto.
Lembro que na última vez que fizemos isso, o Miguel tava tão concentrado nas imagens que nem piscava! Enquanto isso, a Ana pegou um graveto e começou a imitar os movimentos que eu fazia ao virar a página do livro. A Maria se distraía com o vento balançando os tecidos que tinham caído no chão. Eu tento mediar chamando atenção pro que tá acontecendo na história, mas sem ficar dando instrução direta, sabe? Deixo eles interagirem à maneira deles.
Outra proposta legal é a contação de histórias com elementos naturais. A gente traz umas caixas cheias de sementes, folhas secas, pedrinhas e conchas. O espaço é organizado num cantinho da sala com um tapete bem fofinho pra eles ficarem confortáveis. O tempo também é curtinho. Uns 15 minutos já são suficientes pra manter o interesse deles sem cansar. As crianças adoram explorar esses materiais enquanto conto uma história relacionada à natureza.
Da última vez, por exemplo, enquanto eu falava sobre uma formiguinha que carregava uma folha enorme (aquela história clássica, né?), o Lucas ficou fascinado pelas conchas e começou a alinhá-las no tapete. A Sofia colocou algumas sementes na boca (por isso que tô sempre atenta né!) e eu expliquei que podíamos senti-las na mão pra fazer barulho como chocalho. É um jeito deles conectarem a história com o material disponível.
Ah, e não posso esquecer das narrações musicais! Essa proposta é sucesso garantido na nossa sala. A gente coloca algumas músicas instrumentais suaves como fundo e eu uso panos leves e lenços pra ilustrar movimentos da história. Os bebês se sentem envolvidos pela música e pelo movimento dos panos no ar. O espaço é montado numa área ampla e segura da sala onde eles podem se mover livremente.
Na última vivência assim, o Vinícius ficou encantado com os panos flutuantes e tentava pegar no ar. A Letícia começou a girar ao som da música — era uma graça! Eu dou liberdade pra eles explorarem o espaço enquanto conto a história. Sigo narrando sem necessidade de prender todos em volta de mim porque essa faixa etária precisa mesmo é se movimentar.
No fim das contas, minha gente, esse objetivo é sobre criar experiências ricas em interações e brincadeiras que ampliem o repertório dos pequenos. Eles precisam dessa diversidade de estímulos pra crescerem cada vez mais interessados pelo mundo ao redor. E nós como educadoras temos essa missão gostosa de mediar e proporcionar esses momentos mágicos. Espero que essas ideias ajudem vocês com seus bebês também! Até a próxima!
Olha, quando a gente tá ali no dia a dia observando as crianças, é incrível como percebemos sinais sutis desse desenvolvimento acontecendo. Eu gosto muito de me atentar aos olhares, gestos e até as falas que surgem. Por exemplo, na hora da história, quando eu começo a ler, o Guilherme fica com aquelas mãozinhas inquietas, quase que querendo tocar as figuras do livro. Ele ainda não fala muito, mas os gestos dele dizem tudo sobre o interesse que ele tem. Já a Sofia, ela tá sempre repetindo alguma palavra que escuta, e mesmo que saia meio embolado é um sinal claríssimo de que ela tá se apropriando da linguagem. A criançada tem um jeito único de mostrar que tá absorvendo tudo aquilo.
Esses momentos de observação não são sobre avaliar se a criança "acertou", mas sim sobre registrar aquilo que é significativo no percurso dela. Eu gosto de anotar num caderninho algumas coisas que me chamam atenção. Tipo quando a Bia finalmente conseguiu apontar pro cachorro da história e soltou um "au au" todo orgulhoso. Ou quando o João, que tá com suspeita de TEA, ficou hipnotizado por uma página específica e não queria virar. Isso tudo vai pro meu caderno de registros. E olha, eu também uso bastante fotos e videos curtinhos pra capturar esses momentos. É uma forma de ter um retorno visual e auditivo que ajuda muito a ajustar as propostas futuras.
Agora, falando dos direitos de aprendizagem, esse objetivo toca em vários deles, mas principalmente "Brincar", "Explorar" e "Expressar". Quando os bebês estão ali ouvindo histórias, eles tão brincando com as ideias e sons que tão ouvindo, entrando no mundo imaginário sem nem perceber que tão aprendendo. E aí tem a exploração também. Eles tão olhando cada detalhe das páginas, às vezes mordendo o livro (risos), mas é uma exploração sensorial que faz parte do processo. E claro, expressar! Quando eles começam a emitir sons ou tentam imitar uma palavra ou até mesmo quando riem de uma parte engraçada da história.
Por exemplo, teve um dia que a gente tava lendo uma história sobre animais da fazenda e levei uns bonequinhos de animais pra criança explorar enquanto contava. A Júlia ficou fascinada pelo som do pato e passou o resto do dia imitando o "quack". Ela tava expressando ali seu entendimento daquela experiência.
Agora, sobre tornar essa experiência acessível pro Joãozinho e pra Bia... Ah minha gente, é um desafio constante e uma aprendizagem pra mim também. Com o João, eu notei que ele responde bem a estímulos visuais bem marcados e repetitivos. Então eu procuro usar livros com imagens bem grandes e coloridas e repetir bastante as palavras chave. Além disso, eu deixo ele à vontade pra explorar o livro do jeito dele: cheirar, tocar e até balançar. O importante é ele participar do jeito que ele consegue.
Com a Bia, que tem atraso de linguagem, eu uso muito gestos enquanto falo. Por exemplo, se na história tem um animal pulando, eu pulo junto com ela ou faço um movimento com a mão. Isso ajuda ela a associar as palavras aos movimentos e contextos. Também procuro falar pausadamente e enfatizar algumas palavras enquanto aponto para as imagens correspondentes.
Organizar o espaço também é crucial. Tem que ser um ambiente acolhedor onde as crianças se sintam à vontade pra interagir com os materiais sem muita interferência direta da gente. É como criar uma grande roda de histórias onde cada criança pode se posicionar como preferir: umas sentadas bem pertinho do livro, outras mais distantes mas atentas.
Ainda tô buscando formas de melhorar isso tudo viu? Sempre aprendendo com os pequenos sobre o que funciona ou não. E aqui tô sempre aberta pra trocar ideias com vocês também porque sei que cada turma é única.
Bom minha gente, vou ficando por aqui hoje. Espero ter trazido inspirações pra vocês pensarem nas vivências aí nas creches de vocês também! Até a próxima conversa!