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Reconhecer quando é chamado por seu nome e reconhecer os nomes de pessoas com quem convive.

Por Equipe pedagógica Profez·Atualizado em

Texto oficial da BNCC

(EI01EF01) Reconhecer quando é chamado por seu nome e reconhecer os nomes de pessoas com quem convive.

Como este objetivo se inscreve no campo de experiência

O objetivo EI01EF01 faz parte do campo Escuta, Fala, Pensamento e Imaginação, que organiza experiências de imersão na cultura oral e escrita: contação, escuta, narrativa, vocabulário, hipóteses sobre a escrita e a leitura.

Características da faixa etária (0 a 1 ano e 6 meses)

Nesta faixa, o desenvolvimento é marcado pela exploração sensorial intensa, pela construção do vínculo afetivo com o adulto cuidador e pelas primeiras conquistas motoras (rolar, sentar, engatinhar, andar). A intencionalidade pedagógica acontece nos momentos de cuidado (banho, alimentação, sono) e nas propostas de exploração do entorno. A linguagem se constrói através de balbucios, gestos, olhares e primeiras palavras.

Práticas recomendadas: Espaços seguros e estimulantes, materiais sensoriais variados (texturas, sons, cores), rotinas previsíveis com ritmo respeitoso, vínculo individualizado com a referência educadora.

EP

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por educadoras com experiência em creche e pré-escola

Olha, quando a gente fala sobre o objetivo de reconhecer quando o bebê é chamado pelo nome e reconhecer os nomes de pessoas que convivem com ele, estamos lidando com algo bem essencial. É sobre começar a entender esse mundinho de relações e interações. A ideia não é a criança "decorar" um nome, mas sim perceber que faz parte de um grupo, que tem um lugar nele e que outras pessoas também têm. No dia a dia com os bebês, eu noto que eles fazem essa descoberta aos poucos, através das interações. Quando você observa um bebê respondendo ao ser chamado ou quando ele vira a cabecinha ao ouvir o nome da mãe ou do cuidador, é aí que começamos a ver esse reconhecimento brotar.

Aqui na minha sala, eu gosto de criar um ambiente que favoreça essas experiências. Então, vou contar três propostas que adoro organizar com os bebês pra trabalhar esse objetivo. A primeira delas é a "roda de acolhimento". Eu junto o grupo no tapete e a gente começa o dia se apresentando. Uso uma bola macia, pode ser feita com meia por exemplo, e rodo entre eles. Quando a bola chega em cada bebê, digo o nome dele bem devagar e com entonação alegre, tipo "Bom dia, Ana!". Eles ficam fascinados! O João esses dias deu uma gargalhada assim que falei o nome dele. Nem sempre eles ficam sentados por muito tempo, claro, mas só o fato de perceberem a roda já é importante. Essa atividade dura uns 10 minutinhos no máximo porque não dá pra exigir mais concentração de um bebê tão novinho.

Outra proposta que faço é a "hora do espelho". Coloco um espelho grande no chão e deixo que eles explorem livremente. Ofereço também alguns brinquedos soltos como tampinhas de garrafa e pedaços de tecido colorido. Enquanto se observam, eu vou chamando pelo nome deles e apontando para o reflexo: "Olha o Lucas ali no espelho!". A Lara ficou encantada na última vez que fizemos isso, não só mexendo nos tecidos mas também batendo palminhas pra si mesma no espelho. Às vezes eles levam os objetos até o espelho como quem quer dividir com sua imagem refletida. Eu só observo e vou puxando essas falas pra reforçar os nomes. Vai uns 15 minutinhos nessa atividade.

Agora deixa eu te contar da "cesta dos tesouros". Essa é uma das preferidas do grupo, viu? Preparo uma cesta com vários objetos do cotidiano como colheres de pau, conchas do mar, pedaços de pano e sementes grandes (que não possam ser engolidas). Coloco a cesta no centro da sala e deixo as crianças à vontade para explorar cada item. Enquanto eles descobrem os objetos, eu vou falando: "Olha o Pedro pegou a colher!", "A Maria achou a concha!". É uma atividade super rica porque além de trabalhar o reconhecimento dos nomes, eles também exploram texturas, formas e sons. Da última vez que fizemos isso, o Miguel ficou encantado balançando umas sementes dentro de um potinho. A gente media sem interferir muito: só observa e coloca as palavras certas na hora certa. Essa pode durar uns 20 minutinhos porque tem muita coisa pra explorar.

O legal é que todas essas propostas não só ajudam os bebês a reconhecerem seus nomes e os das pessoas ao redor, mas também fortalecem as interações entre eles. A gente cria um espaço onde se sentem seguros para explorar e descobrir esse mundo social que começa a fazer parte das suas vidas. E mesmo tão pequenos, eles já estão construindo esses entendimentos através das brincadeiras e das trocas afetivas.

Então minha gente, trabalhar com bebês é isso: é respeitar o tempo deles e mediar essas descobertas de forma natural e acolhedora. O importante é observar as reações deles e ir moldando nossas propostas conforme as necessidades do grupo. E não tem nada mais gratificante do que ver aqueles olhinhos brilhando quando percebem que são chamados pelo nome ou quando encontram no espelho aquele amiguinho com quem compartilham tantas experiências.

Espero que essas ideias ajudem vocês aí na prática! Vamos juntos aprender mais com esses pequeninos cada dia mais ne? Um abraço!

Ah, minha gente, observar esse desenvolvimento nos bebês é algo muito rico e emocionante. A gente vai percebendo a magia acontecendo aos poucos. Sabe, no dia a dia, a observação é fundamental. Eu fico atenta aos gestos, às expressões faciais e aos olhinhos curiosos. Os bebês têm um jeito todo especial de mostrar que estão reconhecendo o mundo ao redor.

Por exemplo, tem o Pedro, que quando ouve alguém chamando pelo nome dele, levanta a cabecinha e sorri. É um sinal claro de que ele tá percebendo que aquela palavra se refere a ele. Outro dia, eu tava com a turma cantando uma musiquinha que menciona os nomes das crianças e notei que a Júlia começou a balançar os bracinhos toda animada quando ouviu o dela. É nesse tipo de situação que vejo a importância dessa experiência. Não é sobre acertar ou errar, mas sobre estarem presentes e se perceberem como parte do grupo.

Eu gosto de ter um caderninho sempre à mão pra registrar essas pequenas conquistas. Às vezes tiro uma foto ou gravo um vídeo curto (nada melhor do que rever isso depois, né?). Esses registros me ajudam a ajustar as próximas propostas. Se percebo que uma criança ainda não tá respondendo ao próprio nome, talvez eu planeje mais momentos em que ela possa ouvir seu nome em diferentes contextos.

Agora, sobre os direitos de aprendizagem, esse objetivo de escuta e fala toca muito em “Conviver”, “Brincar” e “Expressar”. O convívio é essencial: quando as crianças começam a reconhecer seus nomes e os dos amiguinhos, elas vão criando laços e entendendo seu lugar ali na sala. Por exemplo, quando estamos no parquinho e uma criança chama o amigo pelo nome para brincar junto no escorregador, vejo o conviver se manifestando.

Brincar é o coração da nossa rotina. Quando as crianças participam de brincadeiras coletivas e ouvem seus nomes na canção ou na roda de histórias, elas estão ativamente construindo esse conhecimento. É lindo ver quando um bebê tenta chamar um amigo pelo nome durante uma exploração de brinquedos. Isso mostra como estão começando a expressar seus sentimentos e desejos.

Aqui pra falar da Bia e do João... A Bia tem um atraso na linguagem e o João tem suspeita de TEA. Pra eles, eu faço algumas adaptações pras experiências serem mais inclusivas. No caso da Bia, uso muita música e repetição com gestos amplos pra ajudar no reconhecimento dos nomes. As músicas ajudam muito! Já pro João, é importante ter uma rotina bem estruturada e utilizar cartões visuais com fotos dos amigos pra facilitar essa identificação.

Crio espaços e momentos específicos onde posso estar mais próxima deles. Por exemplo, se vamos cantar uma música com os nomes das crianças, faço questão de estar ao lado do João mostrando o cartão com a foto dele e dos amigos quando os nomes aparecem na canção. Isso ajuda ele a ligar a imagem ao som que tá ouvindo.

Ainda tem muito o que aprender com eles, viu? A gente vai testando coisas novas todo dia. Às vezes funciona, às vezes não tanto, mas o importante é sempre estar aberta ao que as crianças precisam naquele momento.

Bom, eu acho que é isso por hoje! Espero que possa ajudar vocês também a refletirem sobre como estão observando essas pequenas conquistas no dia a dia da creche. Qualquer coisa, estou por aqui pra gente continuar trocando ideias e experiências. Beijão!