Olha, minha gente, trabalhar com os bebês é uma coisa mágica, viu? Esse objetivo de "participar do cuidado do seu corpo e da promoção do seu bem-estar" é maravilhoso. Eu entendo esse objetivo como a gente proporcionar experiências para que os bebês se sintam confortáveis com o próprio corpo, que desenvolvam a percepção de si mesmos e do ambiente ao redor. Não é ensinar nada formal, é tipo assim, criar espaços e momentos para que eles possam explorar e curtir essas descobertas.
Por exemplo, quando um bebê começa a perceber que pode usar as mãos para segurar uma colherzinha e tentar comer sozinho, mesmo que faça aquela baguncinha gostosa, ele tá participando do cuidado do seu corpo. Aqueles momentos em que eles se olham no espelho, fazem caretas ou tentam tocar o reflexo, também são exemplos claros. Eles estão descobrindo quem são e como se conectam com o mundo. E a gente tá ali do lado, observando e curtindo cada pequena conquista.
Vou contar pra vocês três propostas que organizo aqui na minha sala pensando nisso.
Primeira proposta: banho de bacia. Ah, minha turma adora! Para isso, eu coloco umas bacias grandes no chão da sala (forrada com uns panos coloridos que não escorregam), encho com um pouco de água morna e coloco por perto umas tampinhas de garrafa, conchinhas do mar (sem ponta) e brinquedinhos de borracha pequenos. As crianças ficam só de fraldinha ou sem roupa mesmo, dependendo do clima. Esse momento é sempre antes ou depois do banho de verdade pra não bagunçar muito a rotina. É um momento de liberdade total! Elas sentem a água, pegam as tampinhas, tentam afundar os brinquedos pequenos na água... Dura uns 20 minutinhos. Na última vez que fizemos, o Pedro ficou encantado tentando pegar a conchinha que afundava e voltava à superfície. Ele ria tanto! E eu media ficando por perto, incentivando ele com palavras tipo "olha só a conchinha!" mas sem dirigir muito a brincadeira.
Segunda proposta: espaço sensorial com tecidos e espelhos. Eu organizo um cantinho da sala com almofadas no chão e espelhos baixos nas paredes para que eles possam se ver. Espalho tecidos leves e coloridos pelo espaço: sedas, panos de algodão diferentes... São materiais simples que aguçam o tato dos pequenos. Deixo as crianças livres para explorarem como quiserem, seja puxando os tecidos sobre si ou fazendo brincadeiras na frente dos espelhos. Isso dura uns 15 minutinhos porque nessa idade eles se cansam rápido. Na última vez que fizemos essa proposta, a Sofia ficou encantada em se ver no espelho com um pedaço de tecido azul cobrindo parte do rosto. Ela olhava curiosa para o próprio reflexo enquanto puxava o pano devagarinho pra cima e pra baixo. Eu estava ali perto, comentando "Quem é essa aí?", mas deixei ela conduzir essa descoberta.
Terceira proposta: massagem com óleo natural depois da soneca. Esse é um momento mais calmo e relaxante pra eles sentirem o próprio corpo. Uso óleo de coco ou óleo vegetal neutro (nada de perfumes ou químicas) e faço massagens suaves nos bracinhos e perninhas deles enquanto converso ou canto baixinho. É rapidinho, coisa de 10 minutos por bebê, mas é tão gratificante! A última vez que fiz isso foi tão especial porque logo depois da massagem no Gabriel, ele caiu num soninho tão tranquilo... A presença da gente ali passando segurança e carinho também faz parte desse cuidado e bem-estar.
E sabe, tudo isso faz parte das interações e brincadeiras que são os alicerces da educação infantil segundo a BNCC. Quando eu tô ali mediando essas experiências, não só tô cuidando do bem-estar físico deles, mas também to promovendo momentos de interação entre as crianças e entre eles e eu mesma. É tudo uma grande brincadeira onde cada um descobre seu jeito de ser no mundo.
Então é isso aí, meu povo! Espero ter inspirado vocês a criar experiências tão maravilhosas quanto essas na sala de vocês. Vamos seguir juntos nessa caminhada linda que é cuidar dos nossos pequenos! Até breve!
Agora, gente, quando a gente tá ali no dia a dia com os bebês, observando como eles interagem com essas propostas, a gente vê que o desenvolvimento ligado a esse objetivo acontece de forma muito espontânea. Eu não tô ali pra avaliar se eles acertaram ou erraram, mas sim pra perceber os pequenos sinais de aprendizagem que eles mostram. Isso pode ser através de gestos, falas, escolhas e até tentativas que fazem.
Por exemplo, um dia desses observei o Pedrinho tentando tirar o sapatinho sozinho, ele olhava pro pezinho, mexia no velcro e dava umas risadinhas quando conseguia soltar. Olha que coisa linda! Isso é ele participando ativamente do cuidado consigo mesmo. Aí, tem a Sofia que adora se olhar no espelho e sempre que passa por um, ela para, dá uma paradinha básica e faz um monte de caretas engraçadas. Nesse momento, ela tá reconhecendo o próprio corpo, suas expressões e se divertindo com isso.
Eu também registro tudo isso que vejo no caderno de acompanhamento das crianças. Às vezes faço fotos ou vídeos curtos, sabe? E esses registros são fundamentais pra mim, pois me ajudam a ajustar as próximas experiências. Se percebo que a maioria da turma tá engajada em explorar o espelho, por exemplo, eu posso pensar em novas propostas que ampliem essa vivência. Talvez introduzir espelhos de tamanhos e formatos diferentes ou colocar alguns mais baixos onde eles possam se ver enquanto estão no chão.
Sobre os direitos de aprendizagem mais mobilizados por esse objetivo... Ah, eu vejo muito o Conviver, Brincar e Explorar acontecendo juntos nesse contexto. No momento da troca de fraldas, por exemplo, é um espaço potente pra conversas com os bebês. Eles convivem com o adulto que cuida deles de forma individualizada. Ali eu canto uma musiquinha ou conto uma pequena história enquanto faço a troca. É um momento de conexão e muitos deles tentam cantarolar junto ou repetem algumas palavras. Eles tão participando daquela rotina e se conhecendo mais.
Já na brincadeira com água no pátio, tem muito de Explorar e Brincar acontecendo ali. A turma aproveita pra mexer na água com as mãos, transbordar dos recipientes e até jogar um pouco em si mesmos. Nessas horas, é lindo ver como cada bebê reage diferente: alguns amam se molhar, outros preferem só observar e tocar aos poucos.
E quando eu penso na acessibilidade das experiências pro João e pra Bia... Bom, pro João que tem suspeita de TEA, eu procuro oferecer atividades mais estruturadas inicialmente. Às vezes ele precisa de um tempo a mais pra se adaptar ao espaço novo ou ao material diferente. Então começo com algo que ele já conhece bem e aos poucos introduzo novidades. Uma coisa legal foi usar brinquedos sensoriais com diferentes texturas durante os momentos de roda. Ele ficou interessado em explorar aqueles brinquedos ao mesmo tempo em que observava as outras crianças.
Com a Bia que tem um atraso de linguagem, eu sempre tento usar materiais que estimulem comunicação de várias formas. Além disso, dou muita ênfase às rotinas cantadas porque ela responde muito bem às músicas. Costumo fazer pausas nas canções pra ver se ela completa com algum som ou gesto. Também uso livros com ilustrações bem grandes e coloridas pra ajudar na associação entre imagem e palavra. Ela adora virar as páginas sozinha!
No espaço físico da sala, deixo tudo bem ao alcance dos bebês pra que todos possam acessar os materiais sem dificuldade. E sempre tento manter uma rotina previsível porque isso dá segurança tanto pro João quanto pra Bia.
Ainda tô experimentando algumas coisas novas e me ajustando conforme observo as reações deles. Porque afinal ninguém aqui tem manualzinho pronto não é? A gente aprende juntos!
Bom minha gente é isso aí! Espero que essas histórias do dia a dia inspirem vocês também aí nas suas salas! Vamos conversando mais por aqui sobre essas trocas maravilhosas que temos com os pequenos! Até mais!