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EI01CG03BebêsCorpo, Gestos e Movimentos

Imitar gestos e movimentos de outras crianças, adultos e animais.

Por Equipe pedagógica Profez·Atualizado em

Texto oficial da BNCC

(EI01CG03) Imitar gestos e movimentos de outras crianças, adultos e animais.

Como este objetivo se inscreve no campo de experiência

O objetivo EI01CG03 faz parte do campo Corpo, Gestos e Movimentos, que organiza experiências de exploração do próprio corpo, dos gestos, dos movimentos amplos e finos, do cuidado pessoal e da expressão corporal nas brincadeiras e na cultura.

Características da faixa etária (0 a 1 ano e 6 meses)

Nesta faixa, o desenvolvimento é marcado pela exploração sensorial intensa, pela construção do vínculo afetivo com o adulto cuidador e pelas primeiras conquistas motoras (rolar, sentar, engatinhar, andar). A intencionalidade pedagógica acontece nos momentos de cuidado (banho, alimentação, sono) e nas propostas de exploração do entorno. A linguagem se constrói através de balbucios, gestos, olhares e primeiras palavras.

Práticas recomendadas: Espaços seguros e estimulantes, materiais sensoriais variados (texturas, sons, cores), rotinas previsíveis com ritmo respeitoso, vínculo individualizado com a referência educadora.

EP

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por educadoras com experiência em creche e pré-escola

Olha, quando pensamos nesse objetivo da BNCC, sobre imitar gestos e movimentos, é importante ver que ele não é só sobre a criança copiar o que a gente ou os colegas fazem. É mais sobre como ela absorve o mundo ao redor dela, sabe? Os bebês, nessa fase, tão ali como pequenas esponjinhas, observando e reproduzindo o que veem. Então, esse "imitar" é uma forma deles aprenderem sobre si mesmos, sobre os outros e sobre o ambiente. Quando um bebê vê outro batendo palmas e tenta fazer igual, ou quando observa um adulto balançando a cabeça e repete o movimento, ele tá explorando e entendendo suas capacidades e os significados desses gestos.

Aqui na minha turma de bebês, gosto muito de criar ambientes onde eles possam experimentar isso. Sempre organizo o espaço de forma que eles tenham liberdade pra se moverem e interagirem com diferentes materiais. Deixa eu te contar algumas propostas que faço com eles pra trabalhar esse objetivo de imitação.

Uma das coisas que fazemos é a "roda de música e movimento". Eu coloco um tapete grande no chão e distribuo instrumentos musicais simples, como chocalhos feitos de garrafa pet com sementes dentro, panelas pequenas, tampinhas de garrafa... Coisas que fazem algum som quando manipuladas. A ideia é que eles explorem esses sons enquanto cantamos juntos músicas infantis que têm gestos associados. Tipo "Se você está contente", sabe? Eu começo fazendo os gestos e cantando com bastante entusiasmo. Aí eles vão observando e começam a imitar do jeito deles. É muito massa ver a Alice tentando bater palmas junto com a música ou o Lucas sacudindo o chocalho no ritmo que ele entende. Eles não precisam seguir certinho; o legal é ver como cada um vai se apropriando daquela experiência.

Outra proposta que faço é a "exploração sensorial com tecidos". Coloco no chão da sala vários tecidos de diferentes texturas – pode ser seda, algodão, tule – tudo limpinho e seguro pros bebês mexerem à vontade. Espalho bem pelo chão e às vezes até amarro alguns em cadeirinhas pra eles puxarem. Eu mesma começo a tocar nos tecidos, passar na pele deles (sempre respeitando cada um) e mostro como dá pra balançar os panos no ar, fazer lençol voar. Eles acham o máximo! Vão logo balançando também, escondendo o rostinho, puxando os panos por cima das cabeças dos amigos... Da última vez, o Miguel começou a rir muito toda vez que jogava o tecido pro alto e via ele caindo devagarinho. Era tão contagiante que logo todos estavam fazendo!

Agora deixa eu te falar da "imitando os animais". Ah, essa é uma diversão só! Eu coloco um espaço mais livre na sala ou até mesmo levo eles pro pátio (se tá tudo tranquilo). Faço uma roda com almofadas pra gente sentar no começo. Aí eu começo mostrando algumas imagens ou bonequinhos de animais – tipo cachorro, gato, elefante – coisas familiares pra eles. E vou imitando os sons e movimentos desses bichos: latir como cachorro, engatinhar como gato... E aí convido eles a tentarem também! É incrível ver como eles se jogam na brincadeira: o Pedro adora levantar os bracinhos como tromba de elefante! Da última vez até a Manu, que geralmente é mais quietinha, surpreendeu todo mundo ao começar a miar baixinho enquanto engatinhava atrás dos outros.

O tempo dessas atividades varia bastante porque respeito o interesse deles – se estão aproveitando, deixo rolar! Normalmente não passa de 20 ou 30 minutos direto porque né, são bem pequeninhos. Durante essas experiências minha função é mais mediar do que dirigir: vou incentivando cada tentativa deles com palavras carinhosas ("Isso mesmo!", "Uau!", "Olha só!") e mostrando outras formas de interação quando percebo que alguma criança tá mais parada ou timida.

Sabe de uma coisa? Essas experiências são muito mais sobre estar junto do que sobre ensinar algo específico. É criar momentos onde as crianças possam expressar suas descobertas e perceber que suas ações têm efeito no mundo ao redor delas – seja causando uma risada gostosa entre os colegas ou fazendo um som legal ao sacudir um chocalho. E sempre saímos todos enriquecidos dessas vivências!

Bem por aí mesmo que a gente vai trabalhando esses objetivos da BNCC na prática do dia a dia com os bebês: muita interação genuína e brincadeira em cada detalhe. Espero ter ajudado compartilhando um pouquinho do meu canto por aqui! Até mais!

Então, como eu tava falando sobre o objetivo de imitar gestos e movimentos, é tudo sobre observar os pequenos no dia a dia. Eles são uma caixinha de surpresas, né? Cada gesto, cada tentativa de movimento é uma pista para a gente entender o que tá acontecendo ali dentro. Na nossa rotina, fico sempre de olho nos detalhes. Por exemplo, teve um dia que o Pedrinho pegou uma colherzinha e começou a bater na mesinha durante o lanche. Aí observei que a Mariazinha do lado olhou pra ele e logo em seguida começou a bater também, mas com a mãozinha. Não era exatamente com a colher, mas ali já tinha uma tentativa de imitação, uma percepção do que tava rolando.

Outra vez, durante a roda de música, eu e as crianças estávamos cantando uma cantiga e costumamos fazer alguns gestos com as mãos. A Sofia, que antes só ficava olhando, começou a levantar os bracinhos e balançar as mãozinhas. Ali não era uma cópia exata dos meus movimentos, mas o interesse e a tentativa já mostravam que ela tava absorvendo.

Eu não fico avaliando se fizeram igualzinho ou não, sabe? É mais sobre perceber essas pequenas tentativas e registrar esses momentos. Tenho um caderninho onde anoto coisas interessantes que vi durante o dia. Às vezes faço um vídeo curto (bem curtinho mesmo) porque ajuda a lembrar da situação e depois posso pensar em como ajustar as próximas propostas. Essas anotações são ouro pra gente ajustar o que vem depois. Tipo teve um dia que percebi que muitos estavam interessados em bater objetos, aí na semana seguinte trouxe umas caixinhas e latinhas com texturas diferentes pra eles explorarem mais essa coisa do som e do movimento.

Falando dos direitos de aprendizagem, esse objetivo aí conecta muito com explorar, brincar e expressar. Quando as crianças tão ali experimentando movimentos ou imitando gestos, elas tão explorando ativamente o ambiente ao redor delas. Outro dia coloquei umas almofadas grandes no chão da sala pra eles subirem e descerem e observei que além de se divertirem (brincar), tava rolando muita exploração ali. O Vitor subiu na almofada, se desequilibrou um pouco, riu e tentou de novo. Isso é exploração pura! Brincar tá em tudo isso porque é a forma como eles interagem com o mundo. E expressar vem nos gestos deles, no jeito como se comunicam sem palavras muitas vezes.

Agora sobre adaptar pras necessidades do João e da Bia. O João tem suspeita de TEA e com ele percebo que precisa de um pouco mais de tempo pra se engajar nas atividades. Ele gosta muito de bolas e bolinhas pequenininhas então sempre deixo umas disponíveis. Isso ajuda ele a se concentrar, ficar mais calminho antes de partir pro que estamos propondo. Já tivemos uma experiência bem legal quando ele começou a rolar uma bolinha pelo tapete e eu percebi outras crianças começando a imitar isso também.

Com a Bia, que tem um atraso de linguagem, trabalho muito com gestos visuais. Sempre explico as atividades com muitos gestos amplos porque ela responde bem visualmente. Além disso, procuro usar brinquedos de encaixe grandes porque ela gosta de observar os outros encaixarem antes dela tentar.

Organizo o espaço de forma flexível pra todo mundo ter acesso às coisas no seu próprio tempo sem pressa. Gosto dos cantinhos pela sala onde eles podem escolher onde querem ficar um pouco mais ou menos tempo. Se uma proposta não funciona naquela semana, anoto o que pode ter sido o problema e tento reformular ou trazer um material novo na semana seguinte.

E é isso minha gente! Essas observações diárias são fundamentais pra entender como nossas crianças tão processando tudo ao redor delas e também pra gente ir se ajustando sempre né? A troca entre nós educadoras aqui no fórum ajuda muito também porque sempre vem uma dica nova ou uma ideia diferente pra experimentar na sala. Então me contem como vocês têm feito aí nas turmas de vocês também!

Fico por aqui hoje, viu? Até a próxima!