Olha, minhas colegas, trabalhar com os bebês é um verdadeiro presente, viu? Quando a gente fala sobre o objetivo EI01CG05 da BNCC, estamos basicamente falando sobre como os pequenos começam a explorar o mundo com suas mãozinhas curiosas. Eles estão descobrindo que podem segurar, encaixar, e até mesmo lançar objetos. É fascinante ver como essas primeiras experiências são fundamentais para o desenvolvimento deles. A cada tentativa de pegar uma bolinha ou encaixar uma tampa numa caixinha, eles estão ampliando suas possibilidades motoras e cognitivas. É um momento muito rico de interação com o ambiente e, claro, com a gente e com os coleguinhas.
Imagina só o Pedrinho, que tem apenas um aninho e quatro meses. Ele está naquela fase em que tudo é novidade. Esses dias ele estava no tapete de atividades e deu pra ver como ele se interessava pelas argolas coloridas que estavam espalhadas por ali. Tentava segurar várias de uma vez só, deixava cair, ria e tentava de novo. Não é uma questão de ensinar ele a empilhar ou encaixar as argolas. O importante é deixar ele vivenciar esse processo. E é assim que eu entendo esse objetivo: proporcionar vivências onde os bebês possam explorar livremente suas habilidades motoras.
Uma das propostas que organizei recentemente envolve materiais bem simples: tampinhas de garrafa PET de diferentes cores e tamanhos, algumas caixinhas de papelão vazias e pedaços de tecido variados. Espalho tudo num cantinho da sala, num tapete macio onde os bebês possam se movimentar à vontade. Não tem um tempo certo, mas deixo a proposta disponível por cerca de 30 minutos para não cansar muito os pequeninos. O espaço fica bem acolhedor e seguro, sem objetos que possam machucá-los.
Na última vez que fizemos essa proposta, a Maria, que tem um aninho e dois meses, estava especialmente interessada nas tampinhas vermelhas. Ela pegava uma a uma e tentava encaixá-las dentro da caixinha. Às vezes não conseguia e fazia uma carinha de quem não estava entendendo bem porque a tampinha não entrava. Eu estava por perto e comecei a cantar uma musiquinha suave enquanto observava. Só intervenho mesmo quando percebo que estão precisando de alguma ajuda física ou emocional. Essa mediação é mais na base do incentivo, do sorriso, do "vamos tentar novamente".
Outra experiência bem bacana foi com água e algumas esponjas pequenas. Essa é ótima pra dias quentes. Coloco uma bacia baixa com um pouco de água em cima de toalhas grandes no chão da sala ou lá fora no pátio (se for possível). As esponjas ficam espalhadas ao redor da bacia e eu deixo duas ou três crianças explorarem ao mesmo tempo para garantir que todos possam ter espaço pra brincar. O tempo varia conforme o interesse deles, mas normalmente dura uns 20 minutinhos.
Da última vez que fizemos essa experiência com água, o João, que está quase completando um ano e meio, descobriu o prazer de encher a esponja apertando bem forte até ver a água escorrer entre os dedinhos. Foi uma farra! Ele ria toda vez que fazia isso e logo em seguida já estava tentando jogar a esponja dentro da bacia novamente.
Minha terceira proposta favorita envolve gravetos pequenos e sementes maiores como feijões ou milho. Eu crio um pequeno "jardim sensorial" numa bandeja baixa onde coloco esses materiais dispostos em montinhos separados para os bebês investigarem. A bandeja é colocada num local onde eles possam sentar ao redor e mexer à vontade. Essa proposta costuma durar uns 15 minutos porque mexer com materiais miúdos pode ser mais cansativo para eles.
Numa dessas ocasiões, a Sara ficou encantada ao encontrar um graveto mais comprido. Ela começou a mexer nas sementes com o graveto como se estivesse desenhando na terra. Eu sentei ao lado dela observando e fazendo pequenas intervenções verbais tipo "Olha como essas sementinhas são lisas" ou "Vamos ver se o graveto faz barulhinho no chão". É lindo ver como esse tipo de proposta estimula não só o movimento das mãos como também a curiosidade natural deles.
Cada interação dessa é única, porque cada criança reage diferente às propostas oferecidas. E é aí que a mágica acontece: na brincadeira espontânea, nas interações mediadas com carinho e atenção ao tempo de cada um desses pequenos exploradores do mundo.
E assim vamos seguindo na nossa caminhada educativa, sempre aprendendo junto com eles sobre as maravilhas do desenvolvimento infantil.
Até mais meninas! Vamo continuando nessa troca boa!
Olha, continuando o que eu tava falando, no dia a dia com os bebês a gente precisa estar sempre com os olhos bem abertos pra observar como eles tão se desenvolvendo, né? Mesmo quando parece que eles tão só brincando ou explorando, tem muita coisa acontecendo ali. Tipo assim, eu sempre presto muita atenção nos gestos e nas tentativas que eles fazem durante as atividades. Se o Pedrinho, por exemplo, tenta várias vezes encaixar a bolinha na caixa e não consegue na primeira, mas não desiste e continua tentando de outro jeito, isso já me mostra que ele tá se desafiando, tá tentando descobrir como as coisas funcionam. E olha só, quando ele finalmente consegue, aquele sorriso de satisfação não tem preço!
Outro dia mesmo observei a Luiza. Ela tava lá no cantinho das caixas sensoriais e começou a empilhar uns bloquinhos. Ela olhava pra mim, pro bloquinho e tentava equilibrar um em cima do outro. Quando conseguiam ficar de pé, ela dava uma risadinha de felicidade. Isso mostra que ela tá aprendendo a controlar melhor os movimentos das mãos e dos dedinhos, além de entender um pouquinho sobre equilíbrio. É nesses momentos que a gente vê claramente como essas experiências tão mobilizando aprendizagens importantes.
Eu gosto de usar registros pra acompanhar esse desenvolvimento todo. Geralmente faço anotações num caderno sobre essas observações diárias. Às vezes tiro uma foto ou gravo um videozinho curto com o celular (com autorização dos responsáveis, claro) pra capturar esses momentos únicos e depois poder refletir sobre as próximas propostas pro grupo. Esses registros me ajudam muito a ajustar as propostas pedagógicas conforme vou percebendo o que já foi aprendido e o que ainda pode ser desafiado ali.
Falando dos direitos de aprendizagem da BNCC, acho que esse objetivo EI01CG05 mobiliza muito o direito de Explorar e Brincar. Os bebês estão constantemente buscando novidades e é através da exploração que eles fazem grandes descobertas sobre o mundo ao seu redor. Na prática, vejo isso quando eles se arrastam até um novo brinquedo ou material e começam a tocar, morder, virar de todos os lados. Cada movimento é uma forma de aprender.
Já o direito de Brincar tá presente em cada tentativa deles em transformar qualquer material em algo lúdico. Aquela caixa vazia às vezes vira um tambor ou um chapéu! É bonito ver como eles usam a imaginação mesmo sem ter todo um vocabulário ainda.
Agora, pensando no João que tem suspeita de TEA e na Bia com atraso de linguagem, as adaptações são super importantes pra garantir que todos tenham acesso às mesmas experiências. Pro João, eu costumo oferecer materiais que tenham texturas diferentes pra ele explorar com mais conforto sensorial. Tipo tapetes com relevos ou brinquedos que fazem sons suaves quando apertados. Também organizo o espaço de forma mais clara e definida pra ele saber onde cada atividade acontece e não se sentir perdido no ambiente.
Com a Bia, procuro ficar sempre por perto pra mediar suas interações com os colegas e com os materiais. A gente usa muitas músicas e cantorias durante as experiências pra estimular essa parte da linguagem dela. E quando tô falando com ela, faço questão de dar bastante tempo pra ela processar a informação e responder do jeito dela.
Claro que nem tudo sai perfeito sempre e ainda estou tentando achar novas formas de engajar mais o João nas atividades coletivas sem forçá-lo, respeitando o tempo dele. E com a Bia tô buscando novas formas visuais de comunicação pra apoiar o desenvolvimento dela.
É isso aí, pessoal! A gente vai caminhando juntos e ajustando o caminho conforme vamos aprendendo mais sobre cada criança. Vou ficando por aqui, mas qualquer coisa é só me chamar que eu tô por aqui no fórum sempre disposta a trocar experiências com vocês. Grande abraço!