Olha só, quando a gente fala daquele objetivo da BNCC sobre movimentar partes do corpo, eu entendo que é sobre dar espaço pras crianças expressarem o que sentem e precisam através do movimento. Nessa faixa etária dos bebês, eles ainda não falam direito, né? Então, é muito natural que usem o corpo pra comunicar. Sabe quando um bebezinho começa a bater as mãos quando tá empolgado ou mexe as perninhas porque quer carinho? É disso que estamos falando. Eles estão experimentando tudo ao redor, e o corpo é a primeira ferramenta de comunicação deles.
Na prática, isso significa criar um ambiente onde os bebês se sintam seguros pra se movimentar e experimentar. E a gente precisa estar atenta a esses sinais. Quando vejo o Joãozinho choramingando e esticando os braços, pode ser que ele esteja com fome ou querendo colo. Já a Maria começa a balançar o corpinho toda vez que escuta música. Essas são formas deles se expressarem. A gente não ensina isso diretamente; a ideia é proporcionar vivências que ampliem esse repertório.
Agora, deixa eu contar umas propostas que rolam aqui na nossa sala pra trabalhar esse objetivo:
A primeira é a vivência com tecidos e lenços. Eu organizo um cantinho com vários tecidos de cores, tamanhos e texturas diferentes. A ideia é deixar os bebês explorarem à vontade. Não tem muito mistério não, minha gente! Eu fico ali por perto, observando como eles reagem. O Pedro, da última vez, se encantou tanto com um lenço azul que ficou enrolando ele no pescoço e dando risadas gostosas. Já a Ana adorou cobrir o rosto e depois tirar o lenço, como se estivesse brincando de esconde-esconde consigo mesma! Esse tipo de brincadeira dura uns 20 minutos, dependendo do interesse do grupo. Como mediadora, eu entro fazendo perguntas simples tipo "Cadê a Ana?" ou mostro como o tecido faz barulho quando amassado, mas sem direcionar demais.
Outra proposta que tem dado super certo é a exploração com água e recipientes variados. Coloco umas bacias grandes no chão com um pouco de água e alguns potinhos plásticos, colheres e esponjas por perto. É uma festa! As crianças ficam fascinadas por transferir água de um potinho pra outro, espirrar água na mãozinha ou até tentar beber, mas estou sempre atenta pra garantir a segurança deles. Numa dessas atividades, o Lucas descobriu que se batesse a mão na água fazia um som diferente e começou a rir alto toda vez que repetia isso, contagiando os outros bebês! A interação entre eles é linda de se ver! Geralmente deixo a proposta rolar por uns 15 minutos ou enquanto percebo que eles estão interessados.
Por fim, uma proposta que gosto muito é montar um espaço com caixas de papelão grandes e pequenas. Faço tipo um circuito onde eles podem entrar e sair das caixas, empilhar e derrubar. Esses materiais abertos são incríveis porque convidam à criatividade sem impor uma forma de brincar. Teve uma manhã em que o Gabriel ficou encantado ao perceber que podia passar um brinquedinho de uma caixa pra outra por uma abertura pequena — ele ficou nessa descoberta por um tempo bom! E a Paola era só risos ao ver as caixas caindo quando ela passava correndo por entre elas. Eu fico ali do lado pra garantir que ninguém se machuque e também pra celebrar essas descobertas com eles.
O mais importante nessas propostas é lembrar que não tem um resultado final esperado; são as interações e as explorações em si que contam. Às vezes o adulto tem aquela tentação de querer mostrar como se faz ou apressar as coisas, mas os bebês têm seu próprio tempo e jeito de descobrir o mundo. Eles nos ensinam muito mais do que podemos imaginar quando damos essa liberdade.
Assim vou levando, sempre aprendendo junto com os pequenos. Espero que essas ideias possam inspirar vocês também nas suas práticas diárias! Qualquer coisa estamos aí pra trocar mais figurinhas!
...e pode ser que ele só queira um colinho, né? Então, pra observar o desenvolvimento das crianças nesse objetivo, eu fico de olho nesses pequenos sinais. A gente observa tudo: as mãozinhas que começam a segurar objetos, os olhinhos que seguem um brinquedo balançando, os pezinhos que chutam quando estão felizes. Cada gesto é uma tentativa de comunicação e também uma exploração do que eles conseguem fazer com o corpo.
Por exemplo, teve um dia que a Clarinha tava rolando no tapete e, de repente, começou a fazer um movimento de arrastar. Ela tava tentando engatinhar! Eu tinha colocado uns brinquedos coloridos mais longe e vi que ela tava se esforçando pra chegar até eles. Aí eu percebo que ela tá mobilizando uma série de aprendizados: coordenação motora, percepção espacial e até mesmo autoconfiança. Não é maravilhoso?
E a gente vai registrando tudo isso, viu? Tenho um caderno onde anoto essas observações, tipo como se fosse um diário das descobertas das crianças. Às vezes tiro umas fotos ou faço vídeos curtos com o celular (só pro registro mesmo, nada de ficar compartilhando por aí). Isso me ajuda muito a repensar as próximas propostas de atividade. Se vejo que muitas crianças estão interessadas em rolar e se arrastar, posso planejar mais sessões com tapetes e almofadas pra incentivar esse movimento. E se tenho registros mostrando que alguns já estão tentando engatinhar, posso pensar em desafios de percurso.
Agora sobre os direitos de aprendizagem que esse objetivo mobiliza, olha: Conviver, Brincar e Explorar são os que mais aparecem. Quando vejo as crianças juntas ali no chão, percebo como elas estão convivendo e aprendendo umas com as outras. Mesmo quando ainda não interagem diretamente, só o fato de estarem no mesmo espaço observando os movimentos dos colegas já é uma forma poderosa de conviver.
Brincar é bem evidente, né? Cada tentativa de pegar um brinquedo ou simplesmente balançar um chocalho é uma forma de brincar. E durante essa brincadeira é que exploram o ambiente e testam seus próprios limites. Tem dias que a turma toda tá ali no tapete, explorando ao máximo o espaço e tudo o que conseguem pegar. Aí você vê a bebê tentando imitar o outro e até mesmo inventando jeitos novos de brincar com o mesmo objeto.
E no caso do Joãozinho, que tem suspeita de TEA, e da Bia, com atraso de linguagem? Ah, isso tem sido um aprendizado pra mim também. Pra garantir que as propostas sejam acessíveis pra ambos, eu faço algumas adaptações. Com o Joãozinho, percebi que ele responde bem a estímulos táteis e sonoros. Então procuro oferecer materiais que tenham texturas diferentes ou façam sons quando manipulados.
O espaço pras experiências precisa ser flexível. Costumo delimitar áreas com almofadas onde ele possa se sentir seguro pra explorar sem ficar sobrecarregado com excesso de estímulos visuais. E claro, sempre respeitando o tempo dele.
Já pra Bia, eu incluo brinquedos que incentivem a interação verbal e gestual. Objetos que emitem sons ou músicas quando pressionados têm ajudado bastante. E procuro estar sempre por perto pra mediar as tentativas de comunicação dela. Fico atenta às suas tentativas de imitar sons ou palavras simples e reforço essas iniciativas.
Ainda estou testando algumas coisas com eles, tipo a introdução de rotinas visuais pro Joãozinho ou até mesmo mais música pras sessões da Bia (ela adora!), mas já vejo progresso nas interações deles com o ambiente.
Então é isso, minha gente! A gente vai ajustando as propostas conforme observa os sinais das crianças e respeitando suas individualidades. Tudo bem sem pressa, viu? Por aqui sigo observando e registrando as maravilhas do desenvolvimento infantil dia após dia. Até a próxima!