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EF12LP01Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Ler palavras novas com precisão na decodificação, no caso de palavras de uso frequente, ler globalmente, por memorização.

Leitura/escuta (compartilhada e autônoma)Decodificação/Fluência de leitura
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF12LP01 da BNCC é super importante pra criançada do 1º Ano. Basicamente, a ideia é que os meninos consigam ler palavras novas com precisão. Isso significa que eles têm que ser capazes de olhar pra uma palavra e, se já for uma palavra que eles foram expostos frequentemente, conseguem lembrar sem precisar decodificar letra por letra. Agora, pras palavras novas, o negócio é decodificar mesmo: juntar as letrinhas, fazer o som delas e chegar na palavra completa.

Na prática, isso quer dizer que quando o Joãozinho pega um livro e vê a palavra 'bola', ele deveria conseguir ler sem precisar soletrar, porque 'bola' é uma palavra que a gente usa muito e eles já decoraram. Mas se ele se depara com 'pipoca' pela primeira vez, aí ele precisa juntar as sílabas pra descobrir qual é. No ano anterior, a galera já vinha trabalhando com as letras e seus sons, então agora a gente tá num estágio de avançar pra fluência e leitura mais natural.

Aí vem a parte prática: como eu trabalho isso com os pequenos. Bom, tenho algumas atividades que gosto de usar.

Primeiro, tem a leitura compartilhada com cartazes. Eu faço alguns cartazes grandes com palavras do vocabulário frequente deles e penduro pela sala. Coisas como 'casa', 'gato', 'sol', esse tipo de coisa. Aí cada dia a gente lê juntos essas palavras no começo da aula. Uso uma vara de pescar infantil (daquelas de brinquedo mesmo) com um apontador na ponta pra eles se revezarem e apontarem pras palavras enquanto a turma lê em coro. Os meninos adoram isso! É um jeito de tornar a leitura divertida e eles ficam todos animados quando chega a vez deles. A última vez que fizemos isso, a Maria não queria soltar a vara porque tava se achando a maior leitora da sala! Essa atividade não leva mais que 10 minutinhos, é rapidinho.

Outra coisa que faço é o jogo das sílabas. Uso cartões simples com sílabas escritas neles (tipo 'pa', 'pe', 'pi', etc). Divido a turma em duplas ou pequenos grupos e dou uma porção de cartões pra cada grupo. Eles têm que formar o máximo de palavras possíveis com as sílabas que têm. Isso leva uns 20 minutos e o pessoal adora porque vira meio que uma competição saudável. No final, cada grupo compartilha as palavras que conseguiram formar. O Pedro e o Lucas são sempre super competitivos, vivem discutindo qual deles formou mais palavras!

E tem também a leitura individual com livros simples da biblioteca da escola. A gente faz isso pelo menos uma vez por semana. Cada aluno escolhe um livrinho pra ler sozinho ou em pares. A ideia aqui é trabalhar essa fluência individualmente. Quando percebo que um aluno tá com dificuldade numa palavra nova, vou lá e dou um apoio pra ele decodificar na hora. Na semana passada, o Gustavo tava empacado na palavra 'tapete'. Fui até lá, ajudei ele a fazer o som de cada sílaba e ele ficou tão feliz quando conseguiu ler sozinho!

Essas atividades são maneiras práticas de trabalhar essa habilidade e os alunos reagem super bem porque torna o processo de aprendizado mais leve e divertido. O legal é ver como eles vão ganhando confiança no decorrer do ano letivo.

E assim a gente vai caminhando, construindo esse alicerce na leitura que vai ser essencial pra toda vida escolar deles e além. A leitura é aquele tipo de coisa que quanto mais você pratica, melhor você fica — então eu procuro criar o máximo de oportunidades possíveis pro pessoal praticar aqui na sala de aula.

Bom gente, é isso! Espero ter ajudado alguém aí com essas ideias práticas pra trabalhar essa habilidade da BNCC no 1º Ano. Se alguém tiver outras ideias ou quiser compartilhar como faz aí na sua escola, vou adorar saber também!

Ah, então, continuando sobre a habilidade EF12LP01, o que eu gosto mesmo é de ver como os meninos vão pegando o jeito das coisas no dia a dia da sala de aula. Não é só na hora da prova escrita que dá pra ver se eles entenderam ou não. A verdade é que, muitas vezes, eu percebo que um aluno aprendeu quando estou circulando pela sala, olhando o que eles estão fazendo. Tipo, tem aqueles momentos em que tô passando pelas mesinhas, dou uma olhadinha nas atividades e vejo o Joãozinho murmurando baixinho pra ele mesmo enquanto tenta ler uma palavra nova; ele faz isso olhando concentrado pra página e formando os sons com a boca.

E o legal é quando eles começam a ajudar uns aos outros. Outro dia, o Pedro tava tentando ler a palavra "sapato", tava meio embananado ali, quando a Ana do lado virou pra ele e falou: "Pera aí, Pedro. É só você lembrar do som do 'S', depois vem o 'A', faz assim: ssss...aaaa...pato". Nessa hora eu penso: "Ah, essa aí já pegou o espírito da coisa".

Agora, quanto aos erros mais comuns, olha, tem um monte de situações engraçadas e outras que são um pouco desafiadoras. O Lucas, por exemplo, sempre troca algumas letras. A última vez, ele tava lendo "gato" e saiu com "cato". Aí é aquela coisa de confundir letras parecidas na escrita e no som. Isso acontece porque eles estão em fase de descoberta ainda, tentando relacionar cada letra com seu fonema correspondente.

Quando pego esse erro na hora, procuro não interromper bruscamente. Geralmente eu faço uma pergunta do tipo: "Lucas, você acha que se fosse 'cato', começaria com qual letrinha mesmo? Vamos ver aqui direito." Então volto com ele pro início da palavra e vamos devagarinho, juntando som por som.

Agora deixa eu contar como eu adapto as coisas pro Matheus e pra Clara. O Matheus tem TDAH e precisa de algo mais dinâmico. Ele se distrai fácil nas atividades comuns e fica agitado. Pra ele, eu costumo usar jogos que envolvem movimento e leitura ao mesmo tempo. Por exemplo, coloco palavras soltas em cartõezinhos pela sala e faço uma espécie de caça ao tesouro; ele adora! Isso mantém ele em movimento e engajado.

Já com a Clara, que tem TEA, é uma história diferente. Ela se dá melhor com rotina e previsibilidade. Pra ela, as atividades são mais estruturadas. Eu uso bastante material visual e tátil. Certa vez fiz um alfabeto em EVA onde cada letra tinha uma textura diferente pra ela sentir enquanto lia. Isso ajudou muito! E também tento manter as instruções simples e diretas pra não sobrecarregar ela.

Mas claro que nem tudo funciona sempre. Tentei uma vez usar um aplicativo no tablet com jogos de leitura pra eles dois e não deu muito certo com a Clara porque ela se perdeu entre tantas opções; já pro Matheus foi até bom no começo mas depois perdeu o interesse rápido demais.

No final das contas, é isso aí galera. Cada aluno tem sua forma de aprender e é nosso trabalho como professores estar ali pra ajustar as velas quando necessário. E olha que são essas pequenas vitórias diárias que enchem a gente de orgulho!

Bom, espero ter ajudado vocês com esses relatos. Vamos seguir trocando experiências por aqui porque sabemos que a vida de professor não é fácil mas é cheia dessas recompensas especiais no dia a dia. Um abraço pra todo mundo!

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