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EF01LP03Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Observar escritas convencionais, comparando-as às suas produções escritas, percebendo semelhanças e diferenças.

Escrita (compartilhada e autônoma)Construção do sistema alfabético/ Convenções da escrita
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF01LP03 da BNCC com os meninos do 1º ano é um desafio, mas é super importante, sabe? O que essa habilidade pede, basicamente, é que os pequenos comecem a perceber a diferença entre o que eles escrevem e o que a gente costuma ver nos livros, em textos impressos, essas coisas. É como se eles tivessem que olhar pras suas próprias palavras e reconhecer: "Opa, aqui ainda tá meio diferente do jeito que eu vejo por aí!" Eles vão começar a identificar onde estão acertando e onde ainda precisam ajustar pra chegar na escrita convencional. Na prática, a gente quer que eles percebam que tem um jeito padrão de escrever as palavras, enquanto eles vão aos poucos experimentando e aprendendo. Essa percepção vai se construindo em cima do que eles já trouxeram do Infantil, onde muitas vezes eles escrevem mais pelo som, pela tentativa de representar o que escutam.

Então, pra ajudar os meninos a desenvolver essa habilidade, eu faço algumas atividades simples mas bem eficazes. Uma delas é a leitura compartilhada. Uso livros infantis bem coloridos e cheios de desenhos, do tipo que prende a atenção deles. Aí eu junto a galera numa roda no chão mesmo, porque isso já deixa tudo mais descontraído. A leitura leva uns 30, 40 minutos no máximo. Enquanto leio, vou mostrando as palavras com o dedo e fazendo perguntas do tipo: "Olha aqui essa palavra, como será que escreve?" e depois "Vamos ver como o autor escreveu". Eles adoram quando a gente faz isso porque é quase como um jogo de detetive. Na última vez, a Luiza ficou toda animada dizendo: "Professor, eu sabia que 'cachorro' não tinha 'x', mas não lembrava o 'ch'!" É muito legal ver o brilho nos olhos deles quando percebem essas coisas.

Outra atividade que funciona muito bem é o ditado interativo. Pra essa atividade, eu uso papel pardo grande e canetas coloridas. Primeiro eu divido a turma em duplas ou trios pra facilitar. Cada grupo recebe um tema simples pra desenhar e escrever sobre: pode ser frutas, animais ou brinquedos. Leva uns 20 minutos pra desenhar e escrever. Depois é a hora de comparar: cada grupo apresenta sua palavra escrita pro resto da turma e a gente vai conferindo junto como seria a forma convencional daquela palavra. E aí rola muita risada! Da última vez, o Pedro escreveu "geleia" com "j" e "lh" e ficou todo sem jeito ao ver que era com "g" e "i". Mas ele mesmo riu falando: "Ah, agora eu nunca mais esqueço!"

Pra fechar, tem um exercício bacana de reescrita coletiva no quadro negro. Eu escolho uma história simples criada por eles mesmos em atividades anteriores. Vou colocando o texto deles no quadro e junto com a turma fazemos as correções necessárias até chegar cada vez mais próximo da escrita convencional. Essa parte tende a levar mais tempo, tipo uns 50 minutos, porque envolve muita discussão e é preciso paciência pra ouvir as sugestões dos pequenos e explicar as mudanças sem cortar o entusiasmo deles. Na última vez que fizemos isso, a Maria sugeriu mudar 'amigo' de 'amigo' pra 'amigu' só porque achou mais bonitinho! Foi uma risada só até ela mesma perceber que não tava batendo com as histórias que lia nos livrinhos dela.

E aí que tá a magia dessas atividades: mesmo quando cometem erros ou fazem sugestões engraçadas, o importante é que eles estão participando ativamente do processo de descoberta das convenções da escrita. A interação entre eles também ajuda muito no aprendizado, porque às vezes um explica pro outro de uma forma que só criança entende! Isso tudo vai gerando uma confiança neles mesmos, uma vontade de continuar tentando e aprendendo.

Bom, é isso aí! Aqui na sala a gente vai seguindo meio nesse ritmo de brincadeira séria com as palavras. Levo muito em consideração o tempo deles pra absorver tudo isso sem pressão excessiva. E sempre acabo aprendendo junto com eles também! Então se tiverem experiências ou ideias diferentes pra compartilhar, tô aqui aberto pra ouvir!

Olha, perceber que os meninos entenderam a habilidade EF01LP03 é uma coisa que dá pra ver de jeito bem natural, sabe? Não precisa de prova formal não. É no dia a dia mesmo, quando a gente tá ali circulando pela sala, ouvindo as conversas entre eles, prestando atenção quando um explica pro outro. Tipo assim, teve um dia que eu tava andando pela sala e parei pra ouvir a Ana explicando pro Lucas como ela achava as palavras no texto e depois tentava escrever igual. Ela mostrava o dedinho apontando pras palavras, e dizia: "Olha, Lucas, essa aqui é igual aquela que a gente leu ontem." Aí eu pensei: "Ahá, ela tá sacando como as palavras se repetem e como a escrita delas se parece com a dos livros." É nesses momentos que você vê que eles estão pegando a coisa.

Outra situação foi quando o João, todo empolgado, me chamou pra ver o desenho dele que tinha um monte de palavras escritas em volta. Ele dizia: "Professor, essa aqui é a história do meu super-herói!" E mesmo com algumas palavrinhas escritas de um jeito ainda muito doido, ele já conseguia perceber que aquilo ali era pra contar algo. Ele estava associado as palavras à história dele. Aí eu vejo que ele tá no caminho certo.

Agora, falando sobre os erros mais comuns, olha... tem uns clássicos. O Pedro, por exemplo, vive trocando as letras parecidas. Outro dia ele escreveu "pato" com "b", ficou "bato". Aí eu falei: "Pedro, vamos ver essa letra aqui de novo?" Ele olhou e fez cara de quem tá ligando os pontinhos. Isso acontece porque eles estão ainda no processo de discriminação visual das letras. Pra ajudar nisso, eu costumo fazer atividades de recorte e colagem com letrinhas móveis. Eles amam e aprendem brincando sem nem perceber.

A Sofia tem uma questão com a segmentação das palavras. Ela escreve tudo junto como se fosse uma palavra só! Teve uma vez que ela escreveu "eunãosabia", tudo colado. Isso é comum porque na cabeça deles ainda não tá claro onde começa e onde termina uma palavra quando falam rápido. Pra ajudar a Sofia, eu faço um exercício onde ela vem à frente da sala e separa palavras usando os dedos como se fossem espaços entre elas. Assim ela visualiza melhor.

Quanto ao Matheus, que tem TDAH, preciso ficar atento e adaptar algumas coisas. O Matheus é uma criança cheia de energia e às vezes se distrai fácil. O que funciona bem com ele são atividades curtas e muito dinâmicas. Eu uso cartões coloridos com letras grandes pras atividades de leitura e escrita. E também criei um sistema de recompensas rápidas: cada tarefa concluída ele ganha um adesivo. Isso ajuda ele a manter o foco por mais tempo sem ficar ansioso ou cansado.

A Clara, que tem TEA, precisa de um pouco mais de previsibilidade nas atividades. Então, o que faço é usar um cronograma visual na sala de aula com imagens que mostram o que vamos fazer durante o dia. Isso dá mais segurança pra Clara porque ela já sabe o que esperar e o que vem em seguida. Outra coisa que funciona com ela são histórias sociais com personagens que ela gosta pra ajudá-la a entender melhor as situações do dia a dia.

Agora vou te contar o que não funciona: tentar fazer atividades só faladas com o Matheus sem um apoio visual ou dar instruções complexas demais pra Clara sem quebrar em etapas bem simples. Essas coisas eles acabam não captando bem e ficam frustrados.

Bom, gente, é isso aí! Tô sempre aprendendo com eles também, né? Cada criança é única e cada dia na sala é uma nova aventura pra todos nós. Vamos nos falando por aqui! Abraço!

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