Olha, gente, quando a gente fala dessa habilidade EF12LP02 aí da BNCC, na prática, é assim: a gente tá ajudando os meninos a descobrirem que o mundo é cheio de coisas escritas e que essas coisas podem ser descobertas por eles, sabe? Imagina só, você é uma criança de 6 anos e de repente percebe que tudo ao seu redor pode ter uma palavra, uma história. O nosso papel como professor é pegar na mão deles, metaforicamente falando, e mostrar como buscar essas palavras nos livros, revistas, sites, qualquer lugar. A turma do 1º ano ainda tá naquela fase encantadora de começar a ler e a gente precisa ajudar eles a só dar o primeiro passo. Eles já vêm do infantil sabendo que tem livros com figuras e algumas palavras. Agora é mostrar que eles podem querer saber mais, escolher o que querem ler.
Por exemplo, o aluno precisa aprender a ir atrás de um texto que interesse a ele. Se ele gosta de dinossauros, ele vai querer pegar um livro de dinossauros. Isso tá bem ligado com o que eles já trazem da série anterior, onde eles já tiveram contato com histórias lidas pelas professoras. Agora é hora de ampliar esse repertório e fazer com que eles próprios busquem o que querem ler, claro, com a nossa ajuda.
Bom, vou contar pra vocês umas atividades que faço aqui na sala que ajudam nisso. Uma delas eu chamo de “Hora do Jornal”. Eu trago jornais velhos — geralmente aqueles jornais gratuitos que pego no supermercado mesmo — e espalho pela sala. Divido a turma em pequenos grupos e dou 20 minutos pra eles explorarem. A missão deles é encontrar uma imagem ou manchete que chame atenção. Eles ficam super empolgados. Lembro da última vez que fizemos isso, o João e o Pedro acharam uma foto de um cachorro vestindo roupa de super-herói e não paravam de rir. Depois dessa exploração inicial, cada grupo tem um tempo pra apresentar o que mais gostou pro restante da turma. A atividade toda dura cerca de 45 minutos. Eles adoram porque tem algo diferente da rotina dos livros didáticos.
Outra atividade legal é a “Biblioteca Ambulante”. Funciona assim: cada semana trago uma mala cheia de livros diferentes. Tem histórias em quadrinhos, contos clássicos infantis, livros ilustrados sem texto (pra eles criarem a história), entre outros. Deixo eles escolherem um livro pra levar pra casa no final da aula, mas antes fazemos uma roda de conversa sobre o que tem na mala. Pergunto se conhecem algum dos livros, se já ouviram alguma história parecida. Da última vez, a Mariana ficou tão encantada com um livro sobre princesas diferentes que até me contou na semana seguinte como tinha lido pra irmãzinha em casa. Esse empréstimo dura uma semana e depois eles trocam entre si. A turma curte bastante porque se sentem responsáveis pelo livro.
E tem também uma atividade bem legal chamada “Caça ao Tesouro Digital”. Pra essa atividade usamos o computador da sala ou tablets quando conseguimos emprestados. Funciona assim: preparo uma lista de coisas que eles precisam encontrar pesquisando na internet (claro que com todo cuidado e supervisão). Podem ser imagens de animais específicos ou personagens de histórias que lemos juntos na sala. Divido a turma em duplas e dou uns 30 minutos pra essa busca. Dou umas dicas se vejo que estão muito perdidos. Na última atividade dessas teve uma situação engraçada: a Sofia e o Lucas estavam procurando por “peixes voadores” e acabaram achando um vídeo super engraçado de um peixe pulando para fora da água. Foi risada garantida! Essa atividade ajuda muito porque ensina eles a usar as ferramentas digitais para buscar informação.
No fim das contas, essas atividades são todas voltadas para criar um ambiente onde os alunos se sintam à vontade para explorar textos em diversos formatos e meios. Eles começam a perceber que têm autonomia para procurar informação e têm voz pra escolher sobre o que querem ler mais. Isso é importante demais pra formação deles como leitores autônomos no futuro. E olha só, ver eles se entusiasmando com as atividades é muito gratificante.
É isso aí, pessoal. Espero que essas ideias possam ajudar vocês também! E se alguém tiver mais dicas ou quiser trocar ideia sobre outras atividades, tô por aqui!
Olha, gente, continuando o papo aí sobre a habilidade EF12LP02, uma coisa que eu sempre observo é como os alunos começam a interagir mais com as palavras do dia a dia. Tipo assim, andando pela sala, você percebe os olhinhos brilhandos quando eles conseguem ler uma palavrinha sozinhos, mesmo que às vezes seja só o nome de um colega. Quando a gente tá em roda de conversa, o Joãozinho vira e fala: "Olha ali, professora, eu li 'gato'!", e aí você sente que ele entendeu a magia de juntar as letrinhas. Aí tem também aqueles momentos em que o Antônio tenta ajudar a Sofia a decifrar uma palavra e, na tentativa de explicar pra ela, ele também tá se reafirmando no que aprendeu. É lindo ver essa troca.
Eu também presto muita atenção nas conversas durante as atividades em grupo. Sempre tem um ou outro que se destaca explicando pros colegas como juntar sílabas. Outro dia, por exemplo, a Mariana tava ajudando o Lucas com o alfabeto móvel e ela disse: "É só juntar o 'p' com 'a', Lucas, fica 'pa'". Esse tipo de interação é ouro puro! A gente percebe que eles começam a brincar mais com as palavras, ousam inventar, mesmo que em tom de brincadeira.
Agora, falando dos erros comuns... Ah, isso também faz parte! A turminha erra bastante na hora de misturar sílabas ou de reconhecer sons parecidos. O Pedro, por exemplo, sempre confunde o som do "f" com "v", então ele diz "faca" em vez de "vaca". Isso acontece porque eles ainda tão desenvolvendo a percepção auditiva e visual das letras. Quando rola esse tipo de erro, eu gosto de fazer uma atividade prática, tipo uma brincadeira de mímica ou de sons, pra trabalhar essas diferenças diretamente. E tem o caso da Beatriz que confunde "p" com "b". Eu costumo criar cartõezinhos com figuras e palavras pra ela associar melhor as letras aos sons.
Já sobre o Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA, cada um tem sua forma de aprender e isso me desafia bastante. Pro Matheus, eu sempre tento deixar as atividades mais dinâmicas e curtas porque ele perde a atenção rápido demais. Então eu uso jogos de cartas com palavras simples ou pequenos desafios que ele pode completar em pouco tempo. Ele ama bater carta, então sempre faço disso uma ferramenta: “Vamos ver quem acha todas as palavras com 'c' primeiro?”. Isso ajuda demais!
Com a Clara, já é diferente. Ela precisa de um ambiente mais calmo e previsível. Eu organizo o espaço dela com materiais visuais bem claros e uso muitas figuras pra ajudar na compreensão. As atividades dela geralmente têm passos bem claros e definidos porque ela se sente mais segura assim. A Clara gosta muito quando lemos histórias ilustradas juntos e aí ela tenta acompanhar com as imagens. Funciona muito bem!
Dá um trabalho danado? Dá sim! Tem que ter muita paciência e criatividade, mas quando você vê os resultados no sorriso deles ou na confiança ao participar das atividades... Ah, não tem preço! Às vezes tento alguma coisa nova e não dá certo logo de cara, mas faz parte do processo. Com o Matheus já tentei usar aplicativos no tablet achando que seria interessante por ele gostar de tecnologia, mas acabou distraindo mais do que ajudando. Aí voltamos pro básico: papel e tesoura!
No fim das contas, cada criança é única e a gente aprende todo dia alguma coisa nova sobre como ensinar melhor. Trocar ideia aqui no fórum também me ajuda muito porque sempre tem alguém com uma dica boa ou uma experiência diferente pra compartilhar.
Bom, é isso! Vou ficando por aqui porque já tô escrevendo demais! Espero que essas histórias ajudem vocês aí nas salas de aula também. Qualquer coisa tamos juntos pra trocar experiências! Valeu!