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EF01LP26Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar elementos de uma narrativa lida ou escutada, incluindo personagens, enredo, tempo e espaço.

OralidadeFormas de composição de narrativas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Ah, turma, hoje quero falar sobre uma habilidade que a gente trabalha bastante no primeiro ano, que é a EF01LP26 da BNCC. Traduzindo do "burocratês" para o nosso dia a dia, é a coisa de ajudar os meninos a entenderem direitinho as histórias que eles escutam ou leem. Sabe aquela coisa de saber quem são os personagens, o que acontece na história, onde e quando tudo se passa? Então, é isso. A molecada precisa captar esses elementos básicos da narrativa.

Na prática, quando falo pros pequenos do primeiro ano 'vamos ver quem tá na história', tô falando dos personagens. Quando pergunto 'o que aconteceu?', é o enredo. O 'onde' e o 'quando' são o espaço e o tempo da história. Esses elementos são meio que as âncoras que ajudam as crianças a fazer sentido da narrativa. E olha só, essa habilidade não brota do nada, né? Quando chegam no primeiro ano, muitos já vêm com um pouco dessa noção porque lá na educação infantil a galera já dá umas pinceladas contando histórias curtas e fazendo perguntas simples tipo 'quem tá nessa imagem?' ou 'o que esse personagem tá fazendo?'. Então a ideia é pegar essa base e aprofundar.

Agora deixa eu contar umas atividades que faço com a criançada pra trabalhar isso:

Uma das atividades que mais gosto de fazer é a leitura compartilhada. Pego um livro infantil bem colorido e chamativo - geralmente pego emprestado na biblioteca da escola mesmo - pra ler com eles. Aí a gente senta em roda, porque eu gosto de ver as carinhas deles prestando atenção. O livro que usei da última vez foi “O Sapo Bocarrão”, aquele cheio de ilustrações engraçadas, sabe? Essa atividade leva uns 20 minutos. A reação deles é ótima! Fico vendo os olhinhos brilharem e dou um tempo pra eles falarem o que acharam. Na última vez, o João falou: "Esse sapo parece meu primo!", e todo mundo caiu na risada.

Outra atividade legal é a dramatização. Eu separo uns adereços simples, tipo chapéus e fantasias de papelão que já temos na sala mesmo. Escolhemos uma historinha curtinha e dividimos os papeis entre eles. Dessa vez, usamos “Os Três Porquinhos”. Aí eles encenam a história enquanto leio em voz alta, e depois paramos pra conversar sobre quem eram os porquinhos e o lobo, onde eles estavam (na floresta, nas casinhas) e o que aconteceu em cada parte da história. Essa atividade leva mais tempo, uns 40 minutos no total, mas eles amam tanto! Na última vez, a Júlia quis ser o lobo porque ela adora "fazer voz grossa", segundo ela mesma disse rindo.

E tem também a roda de conversa pós-história. Depois de ler uma história ou ver um vídeo curtinho - tipo aqueles do YouTube Kids -, fazemos uma roda de conversa pra discutir os elementos da narrativa. Tento usar vídeos de no máximo 10 minutos pra não perderem o foco. Na última roda que fizemos após assistir "A Lebre e a Tartaruga", as crianças participaram bastante! Perguntei quem era mais rápido e todo mundo respondeu junto: "A Lebre!" Mas aí o Pedro Henrique levantou a mão e disse: "Mas quem ganhou mesmo foi a tartaruga". Ele estava tão atento! Essa atividade leva uns 15 minutos depois do vídeo.

O importante nessas atividades é criar um ambiente onde eles se sintam à vontade pra falar e explorar as histórias do jeito deles. Sempre procuro deixar claro que não tem resposta errada quando estão compartilhando suas percepções das histórias. Ah, e claro, a gente sempre acaba rindo junto quando alguém faz uma comparação engraçada ou puxam algum detalhe curioso que só criança vê.

No fim das contas, trabalhar essa habilidade é preparar o terreno pra quando forem leitores mais velhos entenderem textos mais complexos sem se perderem no meio do caminho. E olha, ver os pequenos começarem a fazer essas conexões dá um orgulho danado! É isso por hoje, pessoal! Se alguém tiver mais dicas de atividades ou quiser compartilhar como faz, estou por aqui pra trocar ideias! Até mais!

Bom, gente, seguindo aqui nossa conversa sobre a EF01LP26, uma coisa que acho bem legal é perceber quando os meninos realmente entenderam o que a gente tá trabalhando. E olha, não tô falando de aplicar prova formal não, porque acho que nessa idade é mais bacana observar no dia a dia mesmo. Tem várias maneiras de perceber isso.

Por exemplo, quando eu tô andando pela sala enquanto eles tão fazendo alguma atividade, sempre procuro observar as expressões deles. Quando um menino ou uma menina tá com aquele olhinho brilhando e consegue contar a história de volta pra mim, ou pro amiguinho, é um sinal claro de que a coisa tá fazendo sentido. Lembro da Luísa, que sempre foi meio tímida, mas um dia ela tava contando pra Mariana sobre a história do Chapeuzinho Vermelho e descreveu tudinho: quem era o lobo, o que ele queria fazer, onde tudo tava acontecendo... Eu pensei: "Ahá, essa menina entendeu direitinho!"

Outra forma de perceber é quando eles começam a usar as palavras da história no contexto certo. Tipo o João, que um dia eu ouvi explicando pro colega dele enquanto brincavam: "Não, você não pode ser o vilão agora, porque na história o vilão só aparece depois!" Aí me dá aquele alívio ver que ele sacou a ordem dos eventos e a função dos personagens.

Agora, falando dos erros mais comuns, tem uns que acontecem direto. Um clássico é o pessoal confundir quem fez o quê na história. Tipo assim, teve uma vez que a Ana falou que foi o porquinho de palha que derrubou a casa do lobo mau! Essa confusão rola porque eles ainda tão aprendendo a prestar atenção nos detalhes. Quando pego esses erros na hora, costumo fazer pergunta de volta pra eles pensarem: "Mas será mesmo que foi isso? Como o lobo se sentiu sem casa?" Assim eles voltam ao texto e acabam percebendo sozinhos onde erraram.

Outra situação comum é a molecada se perder no tempo da história, tipo misturar começo com fim. O Pedro uma vez falou que o final da história do João e o Pé de Feijão era quando ele jogava as sementes. Aí preciso trabalhar muito com sequência temporal. Uso bastante aquelas tirinhas pra eles colocarem em ordem ou até mesmo dramatizar as histórias.

Agora, falando do Matheus e da Clara... o Matheus tem TDAH e precisa de estímulos diferentes pra conseguir focar nas atividades. Eu tento fazer pausas mais curtas e introduzir atividades físicas entre as atividades mais calmas. Coisas como pedir pra ele dar um pulo até a porta e voltar me ajudam a canalizar sua energia antes dele começar uma atividade que exige mais concentração. Outra coisa legal foi quando passei a usar quebra-cabeças com ele pra entender os personagens. É algo visual e mais dinâmico e ele curte.

A Clara tem TEA e com ela preciso adaptar algumas coisas também. Ela responde bem às rotinas visuais. Faço uso de cartões ilustrativos pra ela seguir a sequência das histórias. O uso de fantoches também tem sido ótimo! Assim ela consegue expressar as histórias através do movimento dos bonecos.

Uma vez tentei usar música pra acompanhar uma história pensando que ia ajudar ambos, mas acabou sendo confuso tanto pro Matheus quanto pra Clara. A música distraiu o Matheus mais do que ajudou e a Clara ficou meio desconfortável com o barulho. Então deixei essa ideia pra lá e continuo com métodos mais visuais ou físicos.

E assim vou ajustando aqui e ali, porque cada aluno é único e merece esse cuidado especial da gente não é mesmo? Acho que é isso! Espero que essas dicas ajudem vocês também aí nas suas salas ou pelo menos gerem algumas ideias novas.

Qualquer coisa to aqui pra trocar mais experiências! Abraços!

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