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EF01LP02Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Escrever, espontaneamente ou por ditado, palavras e frases de forma alfabética – usando letras/grafemas que representem fonemas.

Leitura/escuta (compartilhada e autônoma)Correspondência fonema-grafema
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Então, pessoal, trabalhar essa habilidade EF01LP02 no primeiro ano é tipo construir os alicerces pra alfabetização dos meninos. Na prática, a gente quer que eles comecem a entender que cada somzinho que eles falam tem uma representação escrita. É como decifrar um código, sabe? Quando a BNCC fala disso, tá dizendo que os alunos precisam conseguir escrever palavras e frases de um jeito que faça sentido, mesmo que ainda não seja aquele padrão perfeito que a gente vê num livro. E é importante lembrar que a turma já vem com uma bagagem do Infantil, onde começam a perceber sons e formas das letras. Então, no primeiro ano, começamos a juntar tudo isso.

Primeiro, eles têm que reconhecer os sons das letras e associar com o símbolo certo. Por exemplo, quando eles ouvem "cachorro", precisam pensar nos sons e tentar colocar cada um no papel: "c-a-ch-o-r-r-o". Claro, no começo sai "kaxoro" e tá tudo bem, porque o importante é entenderem esse processo de correspondência. E também tem a coisa de escrever por ditado, que é quando a gente fala uma palavra ou uma frase e eles tentam colocar isso no papel do jeito deles.

Agora, vou contar umas atividades que faço aqui com a turma pra trabalhar isso.

Uma das atividades que faço é o "Ditado Ilustrado". Funciona assim: cada aluno pega um papel e lápis de cor. Eu escolho umas palavras fáceis, tipo "sol", "casa", "bola". Aí eu falo a palavra, eles desenham o que ouviram e depois tentam escrever do lado do desenho. Uso umas fichas com desenhos simples pra ajudar. Essa atividade dura uns 30 minutos. Eles adoram porque desenhar já chama atenção e tira um pouco da pressão de acertar a escrita. Na última vez que fizemos, o João tava escrevendo "bola" como "bóla". Fui lá e perguntei pra ele qual som ele ouvia no começo e no final, aí ele percebeu o erro sozinho. É legal ver como uns ajudam os outros também.

Outra coisa que faço é o "Correio da Amizade". Olha só como rola: cada aluno escreve uma mensagem curta pra um colega da sala. Tipo: "Oi Ana, tudo bem?" ou "Gosto de brincar com você". No começo, eu ajudo falando devagar as palavras pra eles irem escrevendo. A gente faz isso em duplas ou trios pra facilitar. Eles usam um caderno que a gente chama de “caderno de cartas”. Normalmente leva uns 20 minutos. Na última vez, o Pedro escreveu "Oe Ana tudobem?" e a Ana respondeu com um sorriso enorme quando leu. É incrível ver como eles ficam animados pra ler e receber as respostas depois.

Por último, faço uma brincadeira chamada "Caça ao Tesouro das Palavras". Nessa atividade, espalho pela sala várias fichas com palavras simples e ilustrações correspondentes. Cada ficha tem uma palavra incompleta, tipo "g_t_", e eles têm que encontrar as fichas e completar as palavras usando os sons que ouvem. Essa leva mais tempo, uns 40 minutos porque eles vão andando pela sala e discutindo entre si sobre as letras que faltam. Da última vez, a Mariana estava super empolgada e quando encontrou a ficha da palavra “gato”, completou rapidinho e ficou explicando pro Vinícius porque tinha usado o “a” ali. É muito bacana porque eles aprendem brincando.

Essas atividades são maneiras de incentivar os meninos a pensar na relação entre som e letra sem medo de errar. A gente vai ajustando aos poucos, numa boa. O mais legal é quando vejo eles se orgulhando do próprio progresso, tipo quando escrevem uma palavra inteira sozinhos pela primeira vez.

E é isso aí! A ideia é colocar essas habilidades em prática de um jeito divertido e leve pra turma não ficar entediada nem ansiosa. Se tiverem dicas ou quiserem compartilhar o que fazem por aí também, tô sempre aberto pra aprender com vocês!

Até logo!

Agora, como é que eu percebo que os meninos entenderam o que a habilidade pede sem aquela prova formal? Aí é que tá, né? Quando você tá ali circulando pela sala, prestando atenção nas interações entre eles, você pega umas coisas muito espontâneas. Tipo, quando a Mariazinha tava ajudando o Lucas a escrever a palavra "cachorro". Ela foi lá e disse: "Ô Lucas, cê tem que fazer o som do cê primeiro, depois o ‘a’". E ele: "Ah, igual no meu nome!". É nessas horas que você vê que tá rolando uma compreensão do som e sua relação com as letras. E outra vez, tava ouvindo o João conversando com o Pedro. Eles tavam falando sobre um desenho que assistiram e o João disse: "O leão tem dois Ls, né?". O Pedro ficou meio confuso, mas aí o João explicou: "Tem dois sons de L… igual em ‘bola’ e ‘leoão’", e aí eu vi que ele tava começando a perceber as nuances.

Agora, falando dos erros comuns, olha... tem uns clássicos. Um dos erros mais frequentes é confundir o som do "c" com o "s". Teve um dia que a Ana me mostrou orgulhosa uma frase que ela escreveu: "O são está quente", em vez de "sol". E isso acontece porque a gente fala bem rápido e os sons se misturam na cabeça deles. Quando pego esse tipo de erro na hora, vou lá e faço uma brincadeira com eles. Pergunto como seria se fosse escrito do jeito que eles ouviram e como seria com as letras corretas. Às vezes eu digo: "Vamos falar como um robô: S-O-L". Outro erro comum é esquecer de colocar vogais no meio das palavras. O Miguel, por exemplo, escreveu "prt" em vez de "porta". Os meninos estão tão focados nos sons fortes que pulam os mais fraquinhos. Eu sempre digo: "Vamos abrir a boca e falar bem devagarinho", ajuda eles a lembrar dessas vogais.

Agora, em relação ao Matheus que tem TDAH e à Clara com TEA, tenho mudado algumas coisinhas nas atividades. Pro Matheus, eu tento fazer atividades mais curtas e dinâmicas porque ele se distrai fácil. Uso jogos com cartas ou blocos de montar onde ele tenha que associar sons às letras rapidamente. Um exemplo foi usar aquelas fichas grandes coloridas onde ele tinha que colocar a letra inicial da imagem que mostrei - tipo um jogo da memória. Algo que não deu certo foi deixar ele num exercício longo de escrita; ele perdia o foco rapidinho. Já pra Clara, as imagens ajudam muito. Uso cartões com desenhos bem claros e simples relacionados às palavras ou sons que estamos trabalhando. E deixo sempre um espaço mais tranquilo onde ela pode fazer as atividades sem muito barulho ao redor. É interessante porque ela gosta de padrões e repetição; então montamos sequências juntas usando letras magnéticas.

Quanto ao tempo, pro Matheus, crio blocos curtos de 10 a 15 minutos de atividade focada e depois algo mais livre onde ele possa movimentar-se ou desenhar. Já pra Clara, tento manter uma rotina bem estruturada pra ela saber o que esperar: toda segunda é dia de ler histórias curtas juntos usando imagens pra acompanhar.

Enfim, pessoal, a observação no dia a dia é crucial. Perceber esses detalhes nas conversas e nos pequenos gestos é como um termômetro do aprendizado deles. E cada erro acaba sendo uma oportunidade disfarçada pra gente explicar de um jeito novo. É desafiador? É sim! Mas essas conquistas diárias são impagáveis. Vale super à pena ver aquele brilho nos olhos deles quando eles finalmente entendem ou conseguem fazer algo novo.

Bom, acho que é isso por hoje. Tô aqui sempre aprendendo também com essa turma tão diversa! Abraço a todos e até a próxima!

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