Olha, quando a gente fala da habilidade EF08LI15 da BNCC, a coisa é o seguinte: é sobre ensinar os meninos a usar comparativos e superlativos em inglês. A ideia é que eles consigam dizer coisas do tipo "este livro é mais interessante que aquele" ou "essa é a montanha mais alta que eu já vi". A gente quer que eles comparem coisas, qualidades, quantidades, de forma clara, né? E já vou te dizendo, comparativos são aquelas coisas tipo "bigger", "smarter", e os superlativos são "biggest", "smartest". Os alunos vêm do sétimo ano com uma noção básica de adjetivos, então a gente pega isso e dá uma turbinada nas comparações.
A primeira atividade que eu faço é bem simples. Eu uso flashcards com imagens de objetos, animais, pessoas em diferentes tamanhos e contextos. Com essas imagens, os alunos têm que formar frases comparativas e superlativas. Divido a turma em duplas ou trios, depende do dia. Essa atividade leva uns 20 minutos. O legal é que eles têm um visual pra ajudar na criação das frases. E digo que isso funciona porque eles acabam discutindo entre si pra decidir como montar as frases, o que rola um aprendizado colaborativo.
Na última vez que fizemos essa atividade, Maria e Pedro estavam numa dupla e passaram um tempão discutindo se deveriam usar "taller" ou "tallest" pra descrever duas girafas. No fim das contas, entenderam que uma girafa era "taller" que a outra, mas a maior de todas era a "tallest". Eles se divertiram e conseguiram entender o conceito na prática.
Outra atividade que faço é uma competição de quem consegue formular mais frases comparativas e superlativas em um tempo determinado. Eu dou uma lista de adjetivos básicos: tall, small, fast, slow... coisas assim. Aí dou cinco minutos pra eles escreverem o máximo de frases que conseguirem. Eles fazem isso individualmente. A galera geralmente fica empolgada com a competição, parece um jogo. Depois, lemos as frases em voz alta e a turma ajuda a corrigir erros.
Da última vez, o Lucas estava todo empolgado e fez umas 15 frases! Ele acabou usando "more fast" em vez de "faster", e foi muito legal ver os colegas ajudando ele a entender o erro. Essa troca entre eles ajuda demais no aprendizado.
Por último, uso uma atividade de role-play (é meio teatrinho mesmo). Divido a turma em grupos pequenos e dou uns cenários pra eles criarem diálogos usando comparativos e superlativos. Pode ser tipo "qual é o carro mais rápido?", ou "quem é o jogador mais habilidoso?". Eles têm uns 15 minutos pra preparar e depois apresentam pros colegas.
Na última apresentação, a Ana e o Marcelo fizeram um diálogo sobre dois times de futebol, e começou uma discussão saudável na sala sobre quem era melhor: Neymar ou Messi? Foi ótimo porque eles estavam usando comparações pra defender seus pontos de vista, tudo dentro do tema da aula.
Olha, trabalhar com esses meninos é sempre um desafio gostoso. Eles têm uma energia incrível e sempre me surpreendem com as ideias que trazem pras atividades. É claro que sempre tem aqueles dias difíceis em que nada parece entrar na cabeça deles, mas faz parte do processo de ensinar. No fim das contas, ver eles se apropriando do conteúdo e conseguindo usar comparativos e superlativos direitinho vale cada minuto gasto nessas atividades.
Acho que o segredo é sempre tentar conectar o conteúdo ao mundo deles, fazer com que o aprendizado seja relevante e divertido. E isso não só facilita o entendimento como também deixa a aula mais leve pra todo mundo – inclusive pra gente que tá lá tentando ensinar.
Bom, é isso aí! Continuo por aqui trocando ideias com vocês no fórum porque sempre tem algo novo pra aprender com essa galera toda. Bora lá, qualquer coisa chama aí!
Aí, gente, continuando nossa prosa, vou contar como eu percebo que os meninos tão aprendendo essa história de comparativos e superlativos sem precisar enfiar uma prova formal neles. Bom, primeiro de tudo, é aquele velho olhar atento que a gente tem que ter, né? Quando tô circulando pela sala, sempre fico ouvindo as conversas entre eles. Aí você vê, tipo, o João virando pro Pedro e dizendo: "Cara, acho que esse exercício é mais fácil que o de ontem". Aí meu coração até dá uma aquecida porque eu sei que ele não tá só decorando, mas realmente aplicando o que aprendeu.
Teve uma vez que a Ana tava tentando explicar pro Caio a diferença entre "taller" e "tallest". Ela virou e disse: "Imagina que você tá numa arquibancada. Se você falar que o Lucas é 'taller', quer dizer que ele é mais alto só comparado a uma outra pessoa ali. Mas se falar 'tallest', ele é o mais alto de todos na arquibancada". Rapaz, nessa hora eu pensei: "Essa aí entendeu mesmo!". E é isso que vale. Isso acontece muito também quando toco um projetinho em grupo e peço pra eles fazerem uma apresentaçãozinha usando comparativos. Dá pra ver quem realmente pegou a ideia só pela forma como eles se ajudam e corrigem um ao outro.
Agora, sobre os erros mais comuns... Olha, os meninos erram bastante misturando as formas regulares e irregulares dos adjetivos. Uma vez o Gabriel mandou um "gooder" em vez de "better", e eu vi que ele se embolou. Aí eu cheguei junto e expliquei pra ele que alguns adjetivos em inglês não seguem a regra de só botar um "-er" no final. É tipo português com "bom" e "melhor". Essa confusão acontece porque nossa língua às vezes tem umas regras que quebram na hora de passar pro inglês. Quando pego esses erros na hora, costumo parar tudo, dou aquela respirada e explico com calma pra turma toda porque sei que se um errou, é bem provável que outros também possam errar.
Também tem a questão dos superlativos que às vezes sai meio truncada. Tipo a Maria uma vez disse "more tallest" em vez de só "tallest". Foi engraçado porque ela sabia que tinha algo errado, mas não conseguia pegar o quê. Nesses casos eu gosto de usar exemplos do cotidiano deles mesmo, como "Fulano é o mais rápido da turma na corrida", pra reforçar essa ideia do mais ou menos ao extremo sem precisar do "more".
Agora sobre os desafios com o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, com TEA, vou te contar, não é fácil mas é muito gratificante ver eles progredirem. Pro Matheus, eu sempre tenho algumas atividades alternativas. Ele se distrai fácil com textos grandes, então eu faço cartões com palavras-chave ou imagens associadas aos conceitos de comparativo e superlativo. Isso ajuda ele a focar.
Já com a Clara, é diferente. Ela se beneficia muito de rotinas previsíveis e instruções bem claras. Então eu sempre deixo ela saber exatamente o que vamos fazer em cada etapa da aula. E outra coisa que funciona bem pra ela são as tabelas visuais — sabe aquelas tabelas com colunas bem claras pra cada tipo de adjetivo? Isso tem funcionado muito bem!
O tempo também é algo que manejo de forma especial para eles. Com o Matheus, às vezes preciso dar pausas frequentes para ele não perder o fio da meada. Já com a Clara, às vezes preciso dar mais tempo para ela processar as informações devido à maneira como ela absorve tudo num nível muito detalhado.
Olha, nem sempre tudo dá certo. Já tentei um visual muito colorido pro Matheus pensando que seria estimulante e foi um tiro no pé — ele achou confuso demais. Aprendi também que dizer pra Clara "apenas siga seu ritmo" sem orientação clara pode deixá-la ansiosa. Assim a gente vai ajustando.
Bom, pessoal, por hoje acho que é isso. Espero ter ajudado vocês a pensar em maneiras diferentes de perceber quando os alunos realmente tão aprendendo alguma coisa sem precisar apelar pras provas formais. E lembrem-se: cada aluno é único e o importante é estar atento aos detalhes do dia a dia deles na sala! Até a próxima!