Oi, pessoal! Tudo bem? Hoje eu vim falar sobre uma habilidade da BNCC que estou trabalhando com a galera do 8º ano na aula de inglês. A habilidade é a EF08LI04, que tem a ver com usar inglês pra falar do futuro. Parece complicado, né? Mas na prática, é mais simples do que parece.
Pra começar, o que essa habilidade quer é que os alunos consigam usar o inglês pra falar sobre planos e previsões. Coisas do tipo: "Vou viajar no próximo fim de semana", ou "Acho que vai chover amanhã". Eles precisam usar estruturas de futuro tipo "will", "going to", e até mesmo algumas expressões como "I think", "probably" pra indicar possiblidades e probabilidades. Na série anterior, eles já trabalharam muito com o presente, então agora é uma questão de adicionar essa camada de tempo futuro na comunicação deles.
Bom, na minha turma, eu sempre tento trazer isso pra uma realidade mais próxima deles. Um exemplo prático: se a gente tá falando sobre o futuro dos empregos, eles podem fazer previsões sobre como vão ser as profissões em 2050. Isso conecta com o que já sabem de vocabulário e dá pra puxar umas discussões legais sobre tecnologia e essas coisas.
Deixa eu contar como eu faço isso aqui na sala:
Primeira atividade que eu gosto de fazer é a "Roda das Previsões". Eu pego uns cartazinhos simples que fiz com papel sulfite mesmo, cada um escrito com uma palavra ou frase de futuro importante: "will", "going to", "I think", "probably", etc. Eu coloco os alunos em círculo e cada um tem que pegar um desses cartazinhos e formular uma frase sobre alguma previsão do futuro. Eles têm tipo uns 30 segundos pra pensar na frase e aí falam pro grupo. Leva uns 30 minutos no total, e olha, eles adoram! Na última vez que fizemos, o Pedro disse que ele provavelmente vai morar em Marte um dia! A turma caiu na gargalhada, mas foi legal porque daí começamos a discutir viagens espaciais.
Outra coisa que faço é a atividade de "Plano de Férias". Essa é bem tranquila. Eu peço pros alunos escreverem, em inglês, três coisas que eles planejam fazer nas próximas férias e depois compartilharem com a turma. Aí eles têm que usar aquelas estruturas de futuro que trabalhamos. Eu dou umas revistinhas velhas com imagens de lugares turísticos e coisas assim pra inspirar eles. Essa atividade dura uns 40 minutos porque deixo eles desenharem ou colarem imagens junto com o texto se quiserem. Teve uma vez que a Ana trouxe um plano super elaborado de visitar o Japão, com direito a cosplay e tudo! Ela usou tudo direitinho: “I am going to visit Tokyo”, “I think I will try sushi”, foi massa!
Por último, tem uma atividade chamada "Debate Futurista". O lance aqui é dividir a turma em dois grupos e dar um tema bem futurista tipo "Como serão as escolas daqui a 50 anos?". Um grupo fala sobre os aspectos positivos e o outro os negativos. Eles têm que usar as expressões de possibilidade e probabilidade. Uso nada mais que um quadro branco pra listar as ideias principais deles enquanto discutem. No fim, fazemos um apanhado geral das ideias. Isso leva uns 50 minutos porque gosto de dar tempo pros grupos se organizarem antes do debate começar. Na última vez, o Lucas mandou muito bem dizendo “I think we will probably have robots as teachers”. Ele até desenhou um robô professor no quadro! O pessoal curtiu e deu até vontade de ter robô na sala, rsrs.
Essas atividades sempre geram discussões ricas e ajudam os meninos a se soltarem mais no inglês. Eles começam tímidos, mas depois ganham confiança quando percebem que todo mundo tá no mesmo barco aprendendo junto. E é isso aí! Qualquer dúvida ou ideia nova só falar aí! Abraço!
Aí, pessoal, continuando a nossa conversa sobre essa habilidade do 8º ano, deixem eu contar como eu percebo que os meninos estão pegando o jeito de usar o inglês pra falar do futuro. Sabe quando você tá circulando pela sala, só ouvindo as conversas e observando eles trabalhando? É ali que muitas vezes dá pra sacar quem tá entendendo mesmo.
Um dia desses, eu passei perto do grupinho da Júlia e do Pedro enquanto eles discutiam um exercício. Eles tinham que planejar uma viagem imaginária e responder algumas perguntas em inglês. Daí a Júlia virou pro Pedro e falou: "We are going to visit the museum on Saturday, right?" Aí o Pedro respondeu: "Yeah, and we will also eat at that restaurant you like." Na hora eu pensei: "Bom, esses dois já pegaram a ideia!" Sem eu precisar perguntar, dava pra ver que eles estavam usando as estruturas direitinho.
Outra situação foi quando o João tava explicando pra Luana como usar o "will" pra fazer previsões. Ele disse algo tipo: "Look, Luana, you just say 'It will rain tomorrow' if you're sure about it." E a Luana respondeu: "Ah, entendi! Então se eu disser 'I think it will be sunny', é só porque não tenho certeza?" Foi uma daquelas conversas que me fazem perceber que o João entendeu bem e ainda ajudou a colega a entender.
Agora, sobre os erros mais comuns na sala... tem alguns que aparecem toda hora. Tipo a Ana Clara, que sempre confunde "will" e "going to". Já peguei ela falando coisas como "I going to will travel next month." Olha, esse é um erro que acontece porque eles ainda estão aprendendo a diferenciar quando usar cada estrutura. Sempre que vejo isso, paro tudo e explico de novo ali na hora: "Ana Clara, olha aqui, ou você usa 'will' ou 'going to', ok? Um de cada vez."
O Lucas tem outro tipo de dificuldade. Ele adora inventar frases complexas e acaba misturando tudo. Uma vez ele disse algo tipo "I'm going will see my friends tomorrow." Aí eu chego junto e falo: "Lucas, calma aí! Você tá misturando duas coisas. Vamos simplificar? Tenta com 'I'm going to see my friends tomorrow'." Isso porque ele quer usar tudo que aprende de uma vez só e acaba se atropelando.
Agora, sobre os casos especiais como o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, com TEA... Olha só, com o Matheus eu costumo dividir as atividades em partes menores. Faço questão de dar pausas mais frequentes pra ele poder se movimentar um pouquinho. Uma coisa que funciona bem é deixar ele usar fones de ouvido com música instrumental enquanto faz atividades escritas. Isso ajuda ele a focar sem se distrair tanto.
Já com a Clara, o desafio é diferente. Ela precisa de instruções mais claras e diretas. O que faço é usar cartões coloridos com palavras-chave ou imagens que representem ações no futuro. Por exemplo, um cartão com uma imagem de um avião para falar sobre viagens futuras. Assim ela consegue se organizar melhor visualmente.
Uma vez tentei fazer uma atividade em dupla entre o Matheus e a Clara. Achei que ia ser bom porque eles poderiam se ajudar. Mas não deu muito certo porque o Matheus se distraiu demais e a Clara ficou ansiosa com a situação. Aprendi daí que preciso cuidar mais ao formar duplas ou grupos.
Na questão do tempo, procuro dar um pouco mais de liberdade pra eles terminarem no ritmo deles. Sempre digo: "Oi, Matheus, se precisar de mais cinco minutos é só falar", ou então pra Clara: "Clara, tudo bem terminar em casa se não der tempo agora."
Bom galera, acho que é isso por hoje! Fica aqui meu relato dessas experiências na sala de aula tentando ensinar inglês pros meninos falarem do futuro. Espero que isso ajude vocês com suas turmas também. E se tiverem dicas ou quiserem compartilhar histórias parecidas, tô aqui pra ouvir! Abraços!