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EF08LI03Língua Inglesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Construir o sentido global de textos orais, relacionando suas partes, o assunto principal e informações relevantes.

Compreensão oralCompreensão de textos orais, multimodais, de cunho informativo/jornalístico
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Então, gente, a habilidade EF08LI03 da BNCC, que eu ensino pros meus alunos do 8º ano, é basicamente ajudar a galera a entender o sentido geral de um texto falado em inglês. É fazer com que eles consigam pegar a ideia principal do que tão ouvindo e relacionar isso com as diferentes partes do texto. Pensa assim: se eles tão ouvindo uma reportagem de rádio ou um podcast, eles precisam entender sobre o que é aquilo (o assunto principal) e conseguir identificar algumas informações importantes que ajudam a explicar esse assunto. É tipo montar um quebra-cabeça com as peças que recebem ouvindo.

Olha, os meninos já vêm lá do 7º ano com alguma noção de vocabulário e de como os textos falados em inglês podem ser mais rápidos ou ter sotaques diferentes, mas agora no 8º eu preciso que eles vão além, tipo assim, não só entender palavras soltas ou frases, mas juntar tudo pra captar realmente o que foi dito. No começo do ano, muitos ainda ficam perdidos quando é uma fala mais longa ou complexa, mas é aí que entra nosso trabalho de ensinar a relacionar essas partes.

Vou contar agora algumas atividades que eu faço na sala pra trabalhar isso.

Primeira atividade: uso um material bem simples, podcasts curtos ou trechos de programas de rádio online que sejam adequados pra idade deles. Normalmente escolho algo bem interessante pros alunos, como esportes, música ou até mesmo alguma notícia engraçada. Divido a turma em pequenos grupos porque isso ajuda muito na hora deles discutirem entre si o que entenderam, e eu acredito muito nesse aprendizado colaborativo. Depois de ouvir o trecho de uns cinco minutos (não pode ser muito longo, senão eles perdem o fio da meada), eu peço pra cada grupo discutir sobre qual era o assunto principal e listar umas três informações importantes que eles ouviram.

Na última vez que fizemos isso, escolhi um podcast sobre curiosidades do mundo animal. E assim, foi muito legal porque a Júlia e o Pedro começaram a discutir se um fato sobre os golfinhos era realmente importante pro tema principal ou só uma curiosidade bacana. Eles ficam super animados quando percebem que estão entendendo mais do que achavam capaz.

A segunda atividade envolve vídeos curtos do YouTube com legendas em inglês opcional. Isso é ótimo porque os vídeos têm imagem e som juntos, e muitos meninos já tão acostumados com esse tipo de mídia. Eu passo o vídeo duas vezes: uma sem legenda e outra com legenda. Depois da primeira vez, peço pra eles anotarem palavras ou frases que conseguiram entender, e depois da segunda vez eles têm que juntar isso tudo e tentar formar o entendimento completo do vídeo.

Da última vez usei um vídeo sobre invenções tecnológicas do futuro. O Lucas ficou impressionado tentando explicar pros colegas sobre uma caneta 3D depois de assistir duas vezes. A interação entre eles é fantástica e o interesse aumenta quando eles percebem que conseguem se comunicar sobre o tema usando vocabulário novo.

E tem uma terceira atividade ainda: faço um "jogo" da entrevista jornalística. Trago notícias reais (adaptadas pra língua deles) e cada aluno tem que entrevistar alguém da turma como se fossem repórteres. Eu dou um tempo pra se prepararem e depois eles têm que contar pra classe o resumo do que descobriram na entrevista. Isso ajuda não só na escuta, mas também na fala.

Semana passada a Ana entrevistou o Diego sobre uma notícia de um campeonato de futebol escolar. Ela conseguiu extrair informações legais enquanto ele explicava tudo direitinho. O pessoal adora brincar de jornalista e entrevistado e a aula fica super dinâmica.

Essas atividades não são longas; cada uma leva em torno de uns 20 a 30 minutos. O importante é dar tempo pra discutir e fazer essa troca entre eles depois de cada momento de escuta. Isso ajuda bastante na fixação do conteúdo e na prática da compreensão oral.

Bom, pessoal, essas são algumas das coisas que faço com a minha turma do 8º ano pra trabalhar essa habilidade importante de compreensão oral da BNCC em Língua Inglesa. Acredito muito no poder dessas atividades pra desenvolver nos alunos a capacidade de entender melhor tudo que escutam em inglês e se sentirem mais confiantes na língua. Se alguém tiver outras ideias ou quiser compartilhar experiências, tô sempre por aqui pra trocar ideia! Valeu!

Olha, identificar quando os meninos aprenderam de verdade sem aplicar aquela prova formal é um desafio e tanto, mas é possível. Eu fico muito de olho neles durante as atividades de sala, principalmente na hora que tô circulando pelas mesas. Às vezes, só de ouvir como eles conversam entre si durante uma atividade de escuta, dá pra sacar quem tá compreendendo o que ouviu. Por exemplo, quando o João tá explicando pro Felipe a diferença entre “What’s your name?” e “How are you?”, aí eu me ligo: “Ah, ele entendeu o que tá rolando”. É na espontaneidade deles que a gente percebe se tão pegando a coisa ou não.

Outro momento que ajuda muito é quando um aluno puxa uma conversa comigo sobre o áudio que a gente ouviu. Tipo, a Mariana uma vez veio me perguntar se no áudio o locutor tava falando sobre meio ambiente ou sobre algo mais específico. Ela não só entendeu o tema geral, mas começou a buscar por informações mais específicas. Isso mostra que ela tá fazendo as conexões certas e tá indo além do básico.

Agora, os erros mais comuns, ahhh, tem uns clássicos! O Pedro, por exemplo, sempre troca “they’re” por “their”. Tem vezes que ele tá ouvindo algo e repete do jeito errado quando vai falar. Esse tipo de erro rola porque eles ainda tão acostumando os ouvidos com a pronúncia e o significado das palavras em contextos diferentes. Quando pego esses deslizes na hora, eu geralmente paro tudo e digo: “Ei, Pedro, nesse caso aqui você quis dizer ‘eles estão’ ou ‘deles’?”. Aí ele pensa rapidinho e corrige. Fazer essas correções na hora ajuda eles a não fixar o erro na cabeça.

Aí vem o desafio extra: trabalhar com o Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA. Com o Matheus, percebi que atividades muito longas acabam dispersando ele rapidinho. Então eu quebro as atividades em partes menores e tento variar bastante o tipo de tarefa. Um dia coloco escuta com desenho, no outro escuta com preenchimento de lacunas. E sempre incentivo ele a fazer pausas pra se movimentar um pouquinho quando precisar — ajuda demais!

Agora com a Clara é um pouco diferente. A gente já notou que ela se dá super bem quando consegue visualizar as coisas. Então eu uso muitos materiais visuais com ela — cartões com palavras-chave antes da atividade de escuta funcionam muito bem. Ajuda ela a ter um ponto de partida seguro e vai associando aquilo ao que tá ouvindo aos poucos. Também dou tempo extra quando necessário e deixo ela usar fones de ouvido especiais que filtram o som ambiente pra focar melhor nos áudios.

Teve um dia que tentei uma atividade com música para toda a turma, achando que ia ser sucesso pra todo mundo. Mas aí percebi que pro Matheus aquele bombardeio de informações ao mesmo tempo foi demais e pra Clara não teve material visual suficiente pra ajudar a entender o contexto da música. Aprendi rapidinho que adaptar nem sempre é só dividir ou adicionar coisas; às vezes é fazer diferente mesmo.

Bom, gente, essas são algumas experiências do meu dia a dia com a habilidade EF08LI03. Não tem receita pronta, cada turma é única e cada aluno aprende de um jeito diferente. Mas no fim das contas, é observando esses detalhes e ajustando ao longo do tempo que a gente consegue ajudar cada um deles a encontrar seu caminho no aprendizado.

Espero que ter compartilhado aqui ajude vocês também! E qualquer coisa, vamos trocando ideia por aqui, beleza? Até mais!

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