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EF09MA17Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Reconhecer vistas ortogonais de figuras espaciais e aplicar esse conhecimento para desenhar objetos em perspectiva.

GeometriaVistas ortogonais de figuras espaciais
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar com a habilidade EF09MA17 da BNCC no nono ano é um desafio bem bacana e importante. Basicamente, os meninos precisam reconhecer vistas ortogonais de figuras espaciais, que é tipo ver um objeto de diferentes ângulos e entender como ele se projeta no papel. Imagina você olhando uma caixa de sapato de frente, de lado, de cima... Cada lado que você vê é uma vista ortogonal. E aí, além disso, eles têm que aplicar esse conhecimento pra desenhar objetos em perspectiva, ou seja, fazer aquele desenho que parece que a figura tá saindo pra fora do papel, dando volume, sabe? É como pegar essas vistas ortogonais e montar um quebra-cabeça pra criar a imagem 3D.

Conectar isso com o que eles já sabiam no oitavo ano é tranquilo porque lá eles já começam a brincar com a ideia de figuras planas e algumas noções de espaço. Eles sabem calcular área, perímetro, essas coisas. Quando chegam no nono, é hora de "puxar" isso pro próximo nível e fazer eles visualizarem em 3D. Tipo assim, se eles já sabem como é um retângulo no plano, agora vão entender como ele vira uma caixa quando ganha altura.

Uma das atividades que eu gosto de fazer é com bloquinhos de madeira. Sempre tenho uma caixa cheia deles na sala. Eu divido a galera em grupos de quatro ou cinco alunos. Primeiro peço pra cada grupo construir alguma coisa com os bloquinhos — pode ser uma casa simples, um carro quadrado, qualquer coisa criativa que eles pensem. Depois que terminam, peço pra tirar fotos das criações com o celular — só que não pode ser uma foto só. Precisa ser de vários ângulos: frente, lado direito, lado esquerdo e cima. Isso leva uns 30 minutos no total.

Aí vem a parte legal: eles imprimem as fotos e a missão é desenhar essas vistas num papel quadriculado. É incrível ver como alguns acham fácil e outros se embolam todo. Na última vez que fiz isso, o Lucas tava todo empolgado dizendo que ia desenhar o carro dele em dois minutos, mas acabou pedindo ajuda pro João porque percebeu que olhar de cima era meio complicado. E o João foi um dos primeiros a entender a lógica — sempre tem aquele aluno que pega rápido e ajuda os outros.

Outra atividade que faço envolve papel milimetrado e lápis de cor. Nessa, os meninos têm que desenhar um objeto real da sala em perspectiva. Eu mostro como fazer linhas guias com régua pra ajudar na proporção e no ângulo certo — sabe aquelas linhas que vão pro ponto de fuga? Aproveito pra trazer uns objetos simples como caixa de sapato ou até uma garrafa térmica da cantina. Eles têm uns 40 minutos pra essa atividade e o interessante é ver como a turma reage à tarefa. A Maria adora usar as cores pra dar volume ao desenho dela; ela diz que assim fica mais realista.

Por último, uma atividade mais desafiadora é com software de modelagem 3D gratuito — tipo o Tinkercad. Nem sempre dá pra fazer isso na escola por causa dos computadores, mas quando consigo reservar o laboratório de informática é show! Os alunos criam modelos simples no software e depois trazem isso pro mundo real em papel. É sempre surpreendente o quanto eles se empolgam com tecnologia. Teve uma vez que o Pedro tava meio perdido nas funções do programa, mas a Júlia sentou do lado dele e explicou tudo direitinho. No final da aula, ele tinha feito um modelo super legal de um robôzinho.

E olha, as reações dos alunos variam bastante. Tem aqueles que precisam daquela atenção extra pra conseguir visualizar tudo direitinho — aí eu fico circulando pela sala dando dicas aqui e ali. Outros já têm uma visão espacial mais desenvolvida e querem avançar mais rápido pras partes complexas do desenho. Mas o melhor mesmo é quando vejo todo mundo se ajudando, trocando ideias: "Ei, tenta desse jeito", ou "Olha aqui como eu fiz". Aí dá aquela sensação boa de que a aula foi produtiva.

Enfim, trabalhar essa habilidade dá trabalho mas também é super recompensador. Ver esses meninos conseguindo desenhar em perspectiva é quase como assistir eles descobrindo um talento novo. E com essas atividades práticas eles acabam aprendendo sem nem perceber tanto esforço — aprende brincando mesmo! É assim que vou seguindo com a turma: experimentando novas formas de ensinar e levando paciência sempre no bolso.

Até mais pessoal!

Aí, continuando a conversa sobre como eu percebo que os alunos entenderam essa habilidade sem precisar aplicar uma prova formal, o negócio é simples: é só ficar de olho na interação deles com o conteúdo no dia a dia. Quando eu circulo pela sala, o que mais faço é observar. Por exemplo, quando os meninos tão conversando entre si sobre como desenhar a perspectiva de um objeto, dá pra notar quem tá entendendo mesmo. Tem vezes que o João tá explicando pro Pedro como ele visualizou as vistas da maquete que a gente fez de caixa de sapato e ele fala algo tipo "imagina que você tá vendo ela só de ladinho", aí eu penso "esse entendeu!".

Outra situação é quando tô passando pelas mesas e vejo a Maria toda concentrada, rabiscando várias linhas e ajustando os ângulos até acertar a perspectiva dela. Você vê que ela não desistiu na primeira tentativa, tá ali tentando ajustar até sair do jeito certo. Isso é sinal claro pra mim de que ela tá entendendo o conceito na prática. E tem aqueles momentos preciosos em que um aluno que geralmente tem mais dificuldade, tipo o Lucas, vira pra mim e pergunta se pode ajudar a Mariana a entender o exercício. Aí eu falo "vai lá", porque se ele consegue explicar pro outro, é porque alguma coisa internalizou.

Sobre os erros mais comuns, a galera às vezes confunde as vistas ortogonais. Tipo, a Júlia já cometeu alguns deslizes achando que tava desenhando a vista superior do objeto, mas na real era a lateral. Isso acontece porque eles costumam pensar no objeto em 3D mesmo quando tão tentando visualizar só uma face. Acho que a dificuldade vem de imaginar mentalmente como seria ver aquele lado específico do objeto. Quando pego esses erros na hora, procuro parar ali mesmo e pegar um objeto concreto pra mostrar: "Júlia, olha aqui, se você olhar por cima, vê isso aqui, tá vendo?". E aí ela faz aquele "ahhh!" que é música pros ouvidos de professor.

E olha só, lidar com alunos com TDAH e TEA na sala é desafiador mas também muito gratificante. O Matheus tem TDAH e precisa de uma abordagem mais prática e dinâmica. Pra ele, eu costumo fazer atividades que envolvam mais movimento ou manipulação direta de objetos. Uma vez fizemos uma atividade onde ele podia montar as figuras com blocos antes de desenhar no papel, isso ajudou muito ele a captar a ideia das vistas ortogonais.

Já com a Clara, que tem TEA, eu percebo que ela se beneficia muito de rotinas claras e previsíveis. Pra ela, eu crio um roteiro visual da aula com passos numerados. Isso ajuda muito pra ela saber o que esperar e pra onde olhar em cada parte da atividade. Material concreto também funciona bem com ela, então sempre tô buscando objetos ou maquetes pra ajudar na visualização.

Agora, nem tudo funciona sempre. Já tentei usar vídeos animados pra ajudar nos conceitos visuais, mas percebi que pro Matheus foi distração demais – ele ficava vidrado na tela mas sem absorver o conteúdo direito. E pra Clara também não foi tão eficaz porque ela ficava ansiosa tentando seguir todas as imagens em movimento.

Pra ambos, ajustar o tempo das atividades é crucial. Dou pausas mais frequentes pro Matheus e tempos adicionais pra Clara concluir as tarefas sem pressão. Assim eles conseguem absorver melhor o conteúdo sem ficarem sobrecarregados.

E assim vou aprendendo tanto quanto os alunos. Essa troca diária faz cada desafio valer a pena e me mostra que não existe uma única forma de ensinar que funcione pra todo mundo. É preciso adaptar e estar atento às necessidades individuais de cada um.

Bom pessoal, acho que é isso por hoje! Espero que essas experiências possam ajudar quem tá passando por situações similares na sala de aula. Se alguém tiver mais dicas ou quiser compartilhar suas experiências também, tô aqui pra ouvir! Até a próxima!

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