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EF09MA16Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Determinar o ponto médio de um segmento de reta e a distância entre dois pontos quaisquer, dadas as coordenadas desses pontos no plano cartesiano, sem o uso de fórmulas, e utilizar esse conhecimento para calcular, por exemplo, medidas de perímetros e áreas de figuras planas construídas no plano.

GeometriaDistância entre pontos no plano cartesiano
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, falar da habilidade EF09MA16 é tipo falar de um dos temas mais legais do nono ano. Eu vejo essa habilidade como uma forma de ajudar os meninos a fazerem as contas de distância e ponto médio sem ficarem presos em fórmulas que eles mal lembram. A ideia é que eles consigam olhar pro plano cartesiano e resolver essas coisas meio que na intuição, usando mais o raciocínio lógico do que decoreba.

Por exemplo, imagina que você tem dois pontos no plano: (2, 3) e (4, 7). O aluno precisa entender que o ponto médio é só achar o meio do caminho entre eles. Então, é somar as coordenadas e dividir por dois: ((2+4)/2, (3+7)/2), que dá (3, 5). E pra distância entre esses pontos, eles podem pensar em quanto andam na horizontal e na vertical pra chegar de um ponto ao outro. Isso já tá meio conectado com o que a galera viu no oitavo ano, onde trabalharam bastante com pares ordenados e gráfico, então não é do zero.

Agora, vou contar umas atividades que faço pra trabalhar isso.

Uma das atividades que curto muito fazer e que a galera sempre se envolve é a "Caça ao Tesouro". Uso só papel quadriculado e canetas coloridas. Divido a turma em grupos de três ou quatro pra dar aquela animada. Essa atividade leva umas duas aulas tranquilamente. Primeiro, dou pra cada grupo um conjunto de coordenadas que representam "tesouros" no plano cartesiano. Eles têm que determinar o ponto médio entre alguns desses tesouros pra achar onde tá o baú escondido. E aí eles desenham as linhas e vão traçando tudo no papel quadriculado.

Da última vez que fiz essa atividade, a Letícia ficou super animada quando achou o ponto médio certinho de cara. Ela até gritou "Achei!" e todo mundo quis conferir se tava certo mesmo. Mas teve o João, coitado, que se embananou nas contas e ficou meio confuso com os números, mas aí a Júlia do grupo dele ajudou explicando passo a passo.

Outra atividade é "Corrida dos Pontos". Uso o quadro branco e imãs com letras ou números. A turma fica dividida em times e cada time representa um ponto no quadro. O desafio é movimentar esses pontos de acordo com as instruções: “vá até o ponto médio de A e B” ou “ande 5 unidades na horizontal”. Essa atividade é mais rápida, dá pra fazer em uma aula só. A dinâmica deixa a turma bem animada e competitiva.

Teve uma vez que o Gabriel tava super concentrado tentando calcular a distância entre os pontos e todo mundo começou a torcer por ele porque era tipo a última rodada da atividade. Ele acertou de primeira e o time dele fez uma baita festa no final.

A última atividade é meio clássica: construir figuras planas usando as coordenadas dadas. Aqui uso papel quadriculado grande pro mural da sala e lápis de cor. Os meninos trabalham individualmente primeiro, fazendo seus próprios desenhos de figuras geométricas simples como triângulos e quadrados. Eles têm que calcular o perímetro dessas figuras baseando-se nas distâncias entre os pontos.

Quando fiz essa atividade na turma passada, a Ana foi super criativa e fez um desenho todo cheio de detalhes num quadrado super simétrico. Ela desenhou uma estrela dentro do quadrado e calculou as áreas separadamente. Só que ela errou uma conta ali no meio e ficou frustrada, mas depois reviu com calma e conseguiu ajustar tudo direitinho. O importante foi ver como ela se dedicou em entender onde tinha errado.

Essas atividades são maneiras porque tiram a galera da mesmice do livro didático e tabelas chatas. Eles têm que pensar mesmo onde estão errando ou acertando e aí entender na prática como calcular essas distâncias ou achar esse ponto médio sem ficar preso nas fórmulas decoradas.

E aí, você já fez algo parecido? Como os seus alunos reagem? É sempre bacana trocar ideia sobre isso pra gente ir melhorando nossas práticas! Até mais!

Aí, no dia a dia da sala de aula, sem aplicar prova formal, eu consigo perceber que o aluno aprendeu a habilidade EF09MA16 principalmente quando eles começam a falar entre si e a explicar o conteúdo pro colega do lado. É bem interessante porque, na maioria das vezes, os meninos encontram maneiras próprias de se entender com a matéria, sabe? E aí, quando eu tô circulando pela sala, prestando atenção nas conversas deles, dá pra ver quando um explica pro outro e usa exemplos do cotidiano. Tipo assim, teve um dia que o Joãozinho tava explicando pro Lucas como achar o ponto médio de dois locais na cidade. Ele disse algo tipo: "Imagina que a gente tá no shopping e quer ir pra casa do Pedro, mas a gente quer passar na pracinha onde tem aquele carrinho de pipoca. A pracinha é o ponto médio." Aí eu pensei: "Ah, esse entendeu".

Outra situação legal foi quando eu percebi que a Maria e a Ana estavam discutindo sobre a distância entre dois pontos. A Maria falou algo como: "Se você pensa nos pontos como se fossem duas casas na rua e mede as quadras entre elas, é fácil saber quanto dá." E vi que elas estavam realmente entendendo o conceito ali, no papo delas. Isso pra mim é um sinal claríssimo de aprendizado.

Agora, falando dos erros mais comuns que os alunos cometem nesse conteúdo, tem alguns que são bem recorrentes. O Pedro, por exemplo, sempre esquecia de dividir por 2 quando ia achar o ponto médio. Ele fazia certinho a soma das coordenadas, mas na empolgação esquecia de dividir. Eu notei que isso acontecia por causa da pressa em chegar na resposta, e aí eu comecei a reforçar essa parte toda hora que passava pelo grupo dele. Uma técnica que usei foi pedir pra ele sempre dar uma pausa de 5 segundos antes de escrever a resposta final. Isso ajudou ele a lembrar da divisão.

Outro erro comum é confundir as coordenadas x e y na hora de calcular distâncias. A Júlia sempre trocava as bolas e acabava com resultados esquisitos. Isso ocorre porque muitos alunos ainda têm dificuldade em visualizar o plano cartesiano tridimensionalmente. O que fiz com ela foi usar uma folha quadriculada grande e deixei ela desenhar à vontade com marcadores coloridos, destacando as linhas do x e do y em cores diferentes. Isso ajudou bastante ela a fixar o conceito visualmente.

Sobre o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA, é sempre um desafio adaptar as atividades de uma forma que eles consigam acompanhar no ritmo deles. Pro Matheus, eu tento sempre dividir as tarefas em partes menores e mais focadas. Em vez de pedir pra ele resolver um monte de problemas de uma vez só, dou um problema por vez pra ele focar sem se perder na quantidade. Também uso jogos educativos que envolvem movimento ou manipulação de objetos porque ele se concentra muito melhor assim. Uma coisa que não funcionou foi deixar ele escolher qualquer material da sala livremente; ele acabava dispersando muito.

Já com a Clara, minha abordagem é diferente. Eu tento manter uma rotina bem previsível nas aulas, porque mudanças bruscas podem deixá-la ansiosa. Uso também materiais visuais mais estruturados com ela; coisas tipo cartões com perguntas e respostas visuais ajudaram muito. Uma vez tentei uma atividade em grupo mais aberta, sem papéis definidos, mas ela não se sentiu confortável; descobri que ela se sai melhor quando tem um papel claro em atividades colaborativas.

Bom, acho que é isso por hoje sobre a habilidade EF09MA16. Espero que essas histórias e estratégias ajudem vocês aí nas suas salas também! Se alguém tiver outras dicas ou quiser compartilhar experiências parecidas, tô aqui pra gente trocar figurinhas.

Um abraço!

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