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EF09MA04Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Resolver e elaborar problemas com números reais, inclusive em notação científica, envolvendo diferentes operações.

NúmerosNúmeros reais: notação científica e problemas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando eu vejo essa habilidade EF09MA04 da BNCC, o que me vem à cabeça é que os meninos do 9º Ano têm que dar conta de lidar com números reais em várias situações práticas e teóricas. Tipo, eles têm que saber fazer contas com esses números, inclusive quando estão em notação científica, não só entender como resolver problemas que aparecem. É como se eles estivessem se preparando pra vida, sabe? Porque esses números estão em todo canto, na ciência, na engenharia, no dia a dia mesmo.

Os alunos já vêm com um entendimento básico de números racionais e irracionais do 8º Ano. Eles sabem trabalhar com frações, decimais e tal. Agora, na nona série, a ideia é aprofundar um pouco mais e introduzir a notação científica. Os meninos precisam saber identificar quando é melhor usar a notação científica, tipo quando o número é muito grande ou muito pequeno. E aí eles têm que estar afiados nas operações: soma, subtração, multiplicação e divisão.

Vou contar umas atividades que faço na minha sala pra trabalhar isso. Primeiro, gosto de começar com uma coisa bem prática: a atividade dos "números espaciais". Aí, eu uso imagens do universo – tipo fotos de planetas, estrelas – que pego na internet mesmo. A turma fica em grupos de quatro ou cinco alunos, dependendo do número total de alunos na sala. Leva umas duas aulas pra fazer isso bem feito. Eles têm que pegar informações como a distância da Terra até Marte ou o diâmetro do Sol e converter esses números para notação científica. Normalmente, os olhos dos meninos brilham quando falamos do espaço. Da última vez, o João ficou todo empolgado quando viu que a distância era de milhões de quilômetros e conseguiu converter direitinho pra notação científica. Às vezes rola de um ficar perdido no começo, mas aí entra a ajuda dos colegas.

Outra atividade que faço é "o jogo das potências". Uso cartas feitas de papel mesmo com números escritos em notação científica e operações matemáticas (+, -, x, ÷). Cada grupo recebe um conjunto dessas cartas e o objetivo é resolver as operações combinando as cartas corretas. Eu deixo uma aula inteira pra isso porque a galera demora um pouco pra pegar o ritmo. A turma fica dividida em grupos e cada grupo compete entre si pra ver quem termina primeiro com mais acertos. Como sempre tem aquele aluno mais competitivo, tipo o Lucas e a Beatriz da minha última turma, eles acabam puxando os outros junto e todo mundo se envolve.

A terceira atividade é um pouco mais desafiadora e chama "problemas da vida real". Eu peço pros alunos pensarem em situações cotidianas que envolvem números grandes ou pequenos – como a população de um país ou as taxas de crescimento populacional – e criarem problemas pra classe resolver usando notação científica. Eles podem usar revistas ou acessar sites pra pegar os dados necessários (com supervisão minha). Normalmente dedico duas aulas pra isso: uma pra pesquisa e elaboração dos problemas e outra só pra resolvermos juntos em sala. Da última vez que fizemos isso, a Sofia trouxe um problema sobre o consumo de água na cidade dela e todos ficaram impressionados com o quão pequeno parecia o consumo quando foi convertido para notação científica.

O legal disso tudo é ver como os meninos começam a entender a importância de saber manipular esses números e não ficam só naquela de decorar regras sem entender o porquê das coisas. Tem sempre aquele aluno que solta um "ahhh!" no meio da explicação porque finalmente entendeu como aquilo se aplica fora da sala de aula. Tipo assim, acaba sendo gratificante tanto pra eles quanto pra mim.

Então é isso. Tratar dessa habilidade é mais sobre fazer os meninos enxergarem os números reais não só como abstrações matemáticas mas como ferramentas úteis pro dia a dia deles. A gente vai construindo essa ponte entre o conteúdo teórico e a aplicação prática aos poucos. E no fim das contas, é ver aqueles rostos iluminados com um novo conhecimento que faz tudo valer a pena!

E aí, continuando sobre essa habilidade EF09MA04 que a gente tanto fala, uma das coisas que eu mais curto é observar o aprendizado dos meninos no dia a dia. Tipo, sem precisar aplicar prova ou coisa do tipo. Quando estou circulando pela sala, só de olhar pro rosto deles, já dá pra sacar se eles estão entendendo ou não. Olha, é bem comum ver um sorriso de canto quando acerta uma conta mais complicada ou quando alguém divide a descoberta com o colega do lado. E eu adoro quando isso acontece!

Um dia desses, eu estava andando pela sala enquanto eles resolviam exercícios em duplas, e o Pedro estava explicando pro Lucas como simplificar uma expressão envolvendo raíz quadrada e notação científica. O jeito como ele falava com confiança e usava exemplos próprios, tipo "imagina que você tá calculando o quanto um carro consome de combustível numa viagem bem longa...", já me mostrou que ele tinha pegado a ideia. É nesses momentos que eu vejo que a turma tá caminhando bem.

Ouvindo as conversas deles também dá pra perceber muito. Outro dia, a Maria e a Júlia estavam comentando sobre um vídeo que viram no YouTube sobre números irracionais e como eles aparecem na natureza. Elas estavam tão empolgadas discutindo o conceito de "número perfeito" que eu nem quis interromper, só fiquei ali escutando e pensando: "Ah, essas duas entenderam mesmo!"

Mas claro que nem tudo são flores. Tem sempre aqueles erros comuns que os alunos cometem quando estão aprendendo esse conteúdo. Um erro clássico é misturar as operações - tipo, trocar multiplicação por divisão na hora de trabalhar com notação científica. O Joãozinho é terrível nisso! Uma vez, ele estava fazendo uma conta enorme e errou justamente por trocar os sinais. Eu percebi na hora porque ele fez aquela cara de "opa!". Aí, chega junto e falo: "Joãozinho, olha de novo essa parte aqui, ó... Tá trocando os sinais?" Isso normalmente já ajuda ele a se ligar no que fez de errado.

Outra coisa que acontece direto é esquecer de simplificar as frações antes de resolver os problemas com números irracionais. A Sofia tava fazendo isso esses dias num exercício sobre raízes quadradas e acabou complicando a vida dela à toa. Aí, eu cheguei e falei: "Sofia, tenta simplificar aqui antes pra ver se não fica mais fácil." Depois disso, vi que ela deu uma risadinha como quem diz: "Como eu não pensei nisso antes?"

Agora, em relação ao Matheus que tem TDAH e à Clara que tem TEA, eu faço algumas adaptações pra ajudar eles nas atividades. Com o Matheus, por exemplo, eu percebo que ele precisa de intervalos curtos pra não perder o foco nas atividades mais longas. Então, divido as tarefas em etapas menores e dou pequenos intervalos pra ele levantar, esticar as pernas ou até conversar rapidinho comigo sobre qualquer coisa fora do conteúdo. Isso ajuda ele a voltar concentrado.

Já pra Clara, que tem TEA, eu uso materiais visuais porque percebo que ela aprende melhor assim. Tipo assim: ela adora gráficos e imagens coloridas que ajudam a representar os números reais de forma visual. Uma vez fizemos um painel na parede da sala só com representações visuais de operações com números reais. Isso ajudou muito ela a se situar no conteúdo.

Uma coisa que não funcionou com o Matheus foi tentar usar um aplicativo de celular com jogos educativos durante as aulas. Achei que ia ser legal pra ele manter o foco no conteúdo, mas acabou distraindo demais porque ele ficava tentado a acessar outras coisas no celular.

Bom galera, acho que por hoje é isso! Espero que essas experiências possam ajudar vocês aí na sala de aula também. Às vezes é mais sobre saber olhar e ouvir os meninos do que só aplicar provas formais, né? Enfim, se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar suas próprias histórias sobre ensinar números reais ou qualquer outra coisa, tô por aqui! Abraços!

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