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EF09MA05Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Resolver e elaborar problemas que envolvam porcentagens, com a ideia de aplicação de percentuais sucessivos e a determinação das taxas percentuais, preferencialmente com o uso de tecnologias digitais, no contexto da educação financeira.

NúmerosPorcentagens: problemas que envolvem cálculo de percentuais sucessivos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Oi, pessoal! Hoje vim compartilhar um pouco sobre como a gente trabalha a habilidade EF09MA05 da BNCC na nossa turma do 9º Ano. Essa habilidade é sobre resolver e elaborar problemas envolvendo porcentagens, mas não é só isso, a parada é entender aqueles percentuais sucessivos e mexer com as taxas, tudo isso com um pezinho na educação financeira, sabe? É como se a gente pegasse o que os meninos já entendem de porcentagem e levasse pra um nível mais prático, do dia a dia. Por exemplo, eles precisam conseguir calcular quanto vai ser um produto depois de dois descontos seguidos ou entender como os juros compostos atuam pra fazer o dinheiro crescer ou encolher. Quando a gente fala em percentuais sucessivos, é sobre entender que não é só somar os percentuais, tem que fazer o cálculo passo a passo. Isso conecta muito com o que eles já viram antes sobre porcentagens básicas, tipo aquele "quanto é 20% de 50?", e agora a gente complica um pouquinho mais, mas sempre tentando mostrar que isso tudo tá presente na vida deles.

Vamos lá pras atividades que eu faço com eles! A primeira atividade que eu gosto de fazer é o "Desafio da Compra". Eu levo alguns encartes de supermercado pra sala, aqueles cheios de promoções malucas de "20% off", "leve 3 pague 2", essas coisas. Divido a turma em grupos pequenos, geralmente de 3 ou 4 alunos, e dou pra eles um orçamento fictício. A tarefa é simular compras de mês, tentando gastar o máximo possível do orçamento aproveitando as promoções. Eles têm que calcular os descontos sucessivos e ver quem consegue encher mais o carrinho. Essa atividade leva uns 50 minutos e eles adoram essa competição saudável. Na última vez que fizemos, o grupo da Ana e do João conseguiu economizar tanto que ainda sobrava orçamento pra um sorvete extra. Eles ficaram super felizes e consegui mostrar como pequenas economias podem somar no final.

A segunda atividade envolve tecnologia. Uso uma planilha online tipo Google Sheets pra ensinar sobre juros compostos. Primeiro explico rapidinho como os juros compostos funcionam e dou um exemplo simples: "Imagina que você coloca 100 reais na poupança todo mês". Depois, cada aluno cria sua própria simulação na planilha com diferentes taxas de juros e períodos de tempo. Eles vão testando valores e vendo como o dinheiro cresce ao longo do tempo. Essa atividade costuma levar uma aula inteira, umas duas horas, porque eles se empolgam com os resultados. O Lucas, por exemplo, ficou todo animado quando percebeu que se colocasse 50 reais por mês numa aplicação com bom rendimento, em alguns anos dava pra juntar uma grana boa pro futuro.

A terceira atividade, que também faz sucesso, é um jogo de tabuleiro que eu criei chamado "Aventura Financeira". Usei papel cartão pra fazer o tabuleiro e uns peões coloridos pros jogadores. Nele, cada casa representa uma situação financeira: ganhar um aumento no salário (percentuais positivos), pagar uma multa (percentuais negativos), investir em ações (juros compostos) e assim vai. Divido as turmas em duplas ou trios pra facilitar e deixo rolar por uns 40 minutos. O engraçado é que as situações do jogo são baseadas em coisas reais que podem acontecer com qualquer um de nós. Da última vez que jogamos, a Clarice tirou a carta "ganhou na loteria" e ficou rindo à toa enquanto os colegas brincavam dizendo pra ela não gastar tudo de uma vez.

O legal dessas atividades é ver como cada aluno reage. Alguns têm mais facilidade com números e vão direto ao ponto, enquanto outros precisam de um pouco mais de tempo pra pegar o jeito, mas no final das contas todos conseguem entender a importância dessas habilidades financeiras pro dia a dia deles. E aí você vê como eles começam a aplicar isso fora da sala de aula também. Recentemente ouvi o Miguel comentando na saída da aula que começou a ajudar a mãe nas compras do mês usando tudo isso que aprendeu.

Trabalhar essas habilidades é desafiador porque às vezes achamos que são conceitos muito distantes da realidade dos alunos, mas quando você traz pro cotidiano deles e faz de forma prática, tudo se encaixa melhor. E claro, tem sempre aquele aluno que traz uma ideia nova ou vê algo de um jeito diferente que você nunca tinha pensado antes.

Bom era isso que eu queria compartilhar hoje com vocês. Espero que ajude aí na sala de aula de vocês também! Qualquer coisa me chamem aqui no fórum mesmo. Abraço!

Aí, gente, continuando o que eu tava falando sobre a habilidade EF09MA05, uma coisa que aprendi nesses anos de sala é que a percepção do aprendizado dos meninos vai muito além da prova. É ali no dia a dia, quando tô circulando pela sala e ouvindo as conversas entre eles que eu percebo quem realmente entendeu. Tem uma coisa que sempre faço: enquanto eles estão fazendo exercícios, dou uma volta pela sala, paro ao lado de uma mesa, ouço o que estão discutindo, vejo como anotam as coisas no caderno.

Tipo assim, teve um dia que o João tava explicando pra Maria como calcular o preço final de um produto depois de dois descontos seguidos. Ele usou um exemplo do jogo online que eles jogam, com moedas do jogo. Quando ele falou algo tipo "se a skin custa 200 moedas e tem 20% de desconto e depois mais 10%, você não tira logo 30%, tem que fazer diferente", eu percebi na hora: "ah, esse entendeu!" Porque ele pegou a matemática e levou pro mundo dele. É quando eles começam a ensinar uns aos outros que vejo que pegaram bem a coisa.

Agora, falando dos erros mais comuns, olha, tem umas reações em cadeia de confusão. A galera adora misturar conceitos. Por exemplo, tivemos o caso da Ana, que toda vez que ia aplicar dois percentuais seguidos, simplesmente achava que podia somar os percentuais. Ela dizia "se é 20% e depois 10%, então é só tirar 30% direto", sem perceber como isso não faz sentido no contexto de produto sucessivo. E isso é super comum. Acho que acontece porque a ideia de sucesso em porcentagem não é intuitiva e também porque, às vezes, eles só querem achar uma maneira mais rápida de resolver. Quando pego esse erro na hora, minha estratégia é pedir pra voltar um pouco e tentar explicar de novo com exemplos mais do cotidiano deles. Tipo aquele da skin ou até mesmo com preços em lojas.

Outra coisa é o pessoal confundir desconto com acréscimo. Tava ajudando o Pedro a revisar umas contas quando ele mandou "professor, se aplico 20% de desconto e depois 10% de acréscimo, não dá na mesma?". Aí tive que trazer ele pro mundo real novamente com exemplos até ele perceber que a base de cálculo muda.

E aí temos a turma diversificada como sempre. Eu tenho o Matheus no 9º ano que tem TDAH. Com ele, ajustar o tempo das atividades faz toda diferença. O Matheus é super esperto mas perde o foco fácil demais se eu não adaptar as coisas. Em lugar das longas listas de exercícios, faço blocos menores de atividades pra ele com intervalos planejados. A gente cria uma rotina onde ele pode pedir pra sair um pouco e voltar depois mais concentrado.

Já com a Clara, que tá no espectro TEA, é importante ser claro nas instruções e usar materiais visuais. Com ela uso bastante mapas mentais e tabelas coloridas pra representar as porcentagens. É igual brincar com lego: a gente vai encaixando as peças. E sempre tento dar um tempo extra ou antecipar as atividades pra ela poder processar no tempo dela.

Uma vez tentei usar jogos digitais interativos achando que ia ajudar ambos, mas olha... deu ruim! O Matheus até curtiu mas não conseguia focar e já queria pular pro próximo jogo antes mesmo de entender o primeiro. A Clara ficou ansiosa com os sons e movimentos rápidos do jogo. Então aprendi que o velho papel e lápis ainda são mais seguros por aqui pra eles.

Bom galera, é isso! Espero ter dado uma luz sobre como perceber quem tá aprendendo realmente sem precisar daquela prova chata no final. E também sobre os erros comuns e como ajudar os alunos com necessidades diferentes. Se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar experiências parecidas, tô aqui pra trocar ideias! Abraço!

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