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EF15LP14Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Construir o sentido de histórias em quadrinhos e tirinhas, relacionando imagens e palavras e interpretando recursos gráficos (tipos de balões, de letras, onomatopeias).

OralidadeLeitura de imagens em narrativas visuais
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF15LP14 da BNCC, que é de construir o sentido em histórias em quadrinhos e tirinhas, a gente tá falando de ajudar os meninos a entenderem como o texto e as imagens funcionam juntos, né? Não é só ver os desenhos e ler o que tá escrito, mas perceber como uma coisa complementa a outra. Tipo assim, é ver que um balão de fala ondulado significa que o personagem tá pensando ou que uma letrinha zigue-zague quer dizer que tá tendo barulho forte, como um trovão. E isso não é só entender a palavra "trovão", mas sentir o barulho na cabeça, sabe? É se conectar mesmo com a história.

Os meninos do 1º ano já chegam com um pouco de noção disso aí. Na educação infantil, eles já tiveram contato com livros cheios de imagens e aquelas histórias bem ilustradas. Eles sabem que as imagens ajudam a contar a história. Mas agora é hora de ir além, de olhar esses detalhes gráficos que fazem diferença. É hora de mostrar que um balão pode ter vários formatos e isso muda como a gente entende quem tá falando e como tá falando.

A primeira atividade que eu gosto de fazer é bem básica, mas faz um efeito danado. Eu levo pra sala algumas tirinhas simples, tipo aquelas do Calvin e Haroldo ou da Turma da Mônica. A ideia nessa primeira atividade é só observar. Eu peço pra eles olharem bem nas tirinhas e depois a gente conversa sobre o que cada elemento significa. Uso só algumas em preto e branco mesmo, imprimo papel A4 pra cada menino ter um exemplar. A turma fica em duplas porque acho que discutir entre eles ajuda muito a raciocinar sobre essas coisas.

Aí eu pergunto: "O que vocês acham que esse balão tá querendo dizer?" E "Por que será que esse desenho tá desse jeito?" A aula dura uns 30 minutos e aí surgem conversas bem legais. Da última vez, o Joãozinho ficou todo empolgado explicando pra Maria o porquê do balão do Cebolinha estar todo tremido. Ele falou: "É porque ele tá com medo!" E acertou!

Outra atividade é a reprodução. Depois de entenderem como funciona, eu dou pra eles papéis em branco e lápis de cor pra criarem suas próprias tirinhas. Não precisa ser nada muito complexo, às vezes uma história simples de três quadros já tá ótimo. O importante aqui é eles tentarem usar os tipos de balões e onomatopeias que a gente conversou antes. Gosto de dar uns 40 minutos pra essa atividade porque exige mais deles.

Na última vez, a Ana fez uma tirinha sobre uma festa surpresa pro seu cachorro Pluto (ela ama cachorros!) e colocou um balão todo com linhas tremidas quando o Pluto latia alto ao ser surpreendido. A turma toda riu muito com isso e aí ela se sentiu toda importante por ter usado bem o recurso.

A terceira atividade é mais colaborativa. Faço um mural na sala com várias tirinhas desconexas trazidas por eles ou impressas por mim. A tarefa deles é reorganizar essas tirinhas numa história completa usando as imagens e textos já prontos. Aqui, a galera trabalha em grupos maiores, tipo quatro ou cinco alunos juntos, pra incentivar a discussão e o compartilhamento de ideias.

Essa leva cerca de uma hora porque precisa de mais tempo pra discussão e reorganização das ideias. Na última vez fez sucesso porque o Pedrinho encontrou um modo hilário de juntar o primeiro quadro da Mônica batendo no Cebolinha com um último quadro do Jotalhão todo atrapalhado caindo numa poça d’água – ele fez uma história nova completamente diferente do original!

Dessas atividades dá pra notar como os meninos vão pegando jeito na leitura dos elementos visuais e linguísticos juntos. Eles começam a entender que não é só sobre ler palavras ou ver imagens isoladas, mas perceber como tudo dialoga junto.

E assim vou levando as aulas. Eles vão se envolvendo mais nas histórias, começam a tentar interpretar melhor até mesmo quando assistem desenhos animados ou leem livrinhos em casa. É lindo ver essa evolução deles! Então é isso aí, pessoal. Espero que tenham curtido essas ideias e espero ouvir mais sugestões de vocês também! Até mais!

Então, gente, continuando nosso papo sobre a habilidade EF15LP14... Olha, eu percebo que os meninos tão pegando o jeito sem precisar de prova formal de várias maneiras. Tipo, quando eu tô circulando pela sala, vou ouvindo as conversas deles, né? E é ali que você vê a mágica acontecer. Por exemplo, outro dia vi a Maria explicando pro Joãozinho como ela entendeu uma tirinha. Ela falava assim: "João, ó, esse balão aqui tá tremido porque o personagem tá com medo". Aí, eu pensei: "Ahá, essa entendeu!"

E tem umas horas que você só sabe que eles sacaram pelo jeito que interagem com o material. Tipo quando eu leio uma tirinha em voz alta e eles começam a rir nos momentos certos ou alguém solta um "nossa, olha isso!" antes mesmo de eu perguntar alguma coisa. É sinal de que já tão entendendo o humor da situação ou a ironia da história.

Os erros mais comuns que os alunos cometem nesse conteúdo tão bem na cara. Às vezes eles se perdem nos detalhes das imagens e esquecem de ligar as falas ao contexto visual. Teve uma vez que o Pedro achou que um personagem tava cantando porque viu umas notas musicais em cima da cabeça dele. Mas na real, era só o rádio ligado no fundo da cena. Erro comum, faz parte do processo! Eu falo pra eles olharem de novo pras imagens e pensarem no que tá acontecendo ao redor.

Outra coisa é quando confundem estilos de balões. Tipo a Mariana que pensou que o balão zigue-zagueado era sempre de grito, mas eu mostrei pra ela que depende do contexto: às vezes pode ser só um barulho no fundo, tipo uma TV ligada. Quando pego um erro assim na hora, eu puxo a galera pra perto e a gente rabisca junto numa folha: desenho novos balões e eles inventam falas pra esses balões. Isso ajuda a fixar a ideia.

Agora, sobre o Matheus e a Clara... olha, cada um é um mundo, né? O Matheus tem TDAH e precisa de um pouco mais de movimento enquanto aprende. Então eu crio atividades que envolvem mais do que só ficar sentado lendo. Uma coisa que funciona bem é dar pra ele uma tirinha impressa em pedaços e pedir pra ele montar na ordem certa numa cartolina grande. Ele levanta, vai de lá pra cá colando e isso ajuda muito a manter o foco.

Já com a Clara, que tem TEA, eu preciso ser mais claro nas instruções e usar rotinas bem definidas. Pra ela, atividades previsíveis funcionam melhor. Eu faço fichas com as tirinhas impressas e ela vai marcando com adesivos coloridos as partes que entendeu ou gostou mais. Também uso imagens sem texto pra ela criar diálogos próprios, o que incentiva tanto a criatividade quanto a compreensão do cenário.

O que não funcionou muito bem foi quando tentei uma atividade onde precisavam fazer uma dramatização da tirinha. O Matheus até curtiu no começo, mas depois se distraiu muito com os colegas e não conseguiu focar no texto em si. Já a Clara ficou desconfortável com a mudança repentina na rotina e não quis participar. Aí aprendi que atividades assim precisam ser introduzidas bem devagarzinho e com mais preparação prévia.

E por aí vai... é sempre um aprendizado ver como cada aluno absorve o conteúdo de formas tão diferentes e encontrar o jeito certo de ajudá-los. Espero que essas histórias também ajudem vocês aí nas suas salas de aula.

Vamos trocando essas figurinhas por aqui, é sempre bom aprender com as experiências dos colegas. Até mais!

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