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EF15LP13Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.).

Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma)Relato oral/Registro formal e informal
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar essa habilidade EF15LP13 do primeiro ano, que é sobre identificar as finalidades da interação oral, é basicamente ajudar os meninos a entender pra que serve uma conversa dependendo de onde e com quem eles estão. Parece complicado, né? Mas, na prática, é mais simples do que a gente imagina. O que a BNCC tá pedindo é que os alunos saibam que as conversas têm objetivos diferentes. Por exemplo, quando eles pedem informação na sala, tipo perguntar quantas páginas tem que ler no livro, ou quando eles compartilham uma opinião sobre o desenho animado preferido. É entender que você fala de um jeito quando tá contando uma história engraçada pro amigo e de outro quando tá explicando o que aprendeu na aula de ciências.

Aí, pensando nos meninos do 1º ano, muitos deles já vêm com alguma bagagem de interação oral da educação infantil. Eles já sabem contar o que fizeram no final de semana, se alguém perguntou. Sabem pedir pra ir ao banheiro, por exemplo. Mas a proposta aqui é expandir isso e dar mais consciência pra eles sobre essas diferentes formas de comunicação.

Uma atividade que eu faço é a "roda de conversa". Eu uso um material simples: cartolina e canetinha. Escrevo algumas situações em pedaços de cartolina, tipo "como você pede informação sobre o tempo no jornal?" ou "como você conta sobre seu brinquedo favorito pros amigos?". Eu organizo os alunos sentados em círculo e cada um pega um papelzinho e tem que falar pra turma. Normalmente leva uns 30 minutos. A reação dos alunos varia bastante; alguns são bem tímidos no começo, mas depois todo mundo quer participar. Lembro da última vez que fizemos isso e o Pedro pegou a cartolina sobre como explicar uma receita simples. Ele começou a falar de como fazer brigadeiro e foi hilário porque ele esqueceu o nome do granulado e chamou de "chuva de chocolate". A turma caiu na gargalhada e foi uma delícia ver todos engajados.

Outra atividade bacana é a "entrevista do colega". Aqui eu uso folhas de papel sulfite e lápis de cor. A turma fica em duplas, e cada um tem que entrevistar o coleguinha e depois apresentar o colega para a turma. Normalmente essa atividade leva uns 45 minutos no total: 15 minutos pra preparar a entrevista, 15 pra entrevistar e o restante pra apresentação. Na última vez que fiz essa atividade, o João entrevistou a Ana e descobriu que ela tinha um gato chamado Miau (sim, ela foi bem criativa com o nome). Na hora da apresentação ele falou "Gente, essa é a Ana e ela tem um gato chamado Miau que adora dormir na sapateira da mãe dela". Foi tão bonitinho ver como eles prestam atenção nas histórias uns dos outros.

E claro, tem outra atividade que eles adoram: "Teatro de Fantoches". Pra isso eu uso aqueles fantoches de mão bem simples, que eu mesmo fiz com meia velha (quem nunca?). Eu organizo a turma em pequenos grupos de quatro ou cinco alunos. Eles têm uns 20 minutos pra criar uma historinha usando os fantoches e depois cada grupo apresenta para a turma toda. No começo do ano eu tive uma situação engraçada com isso: a Larissa inventou uma história onde os fantoches eram super-heróis que salvavam um animalzinho em perigo. O detalhe era que nenhum dos super-heróis sabia voar direito e se embolavam todos no ar (até o cachorrinho começou a voar!). A sala toda se divertiu muito! É legal ver como eles usam a criatividade pra expressar ideias diferentes.

No fim das contas, essas atividades visam mostrar pros meninos que conversar é mais do que só falar; é saber ouvir, entender e adaptar o jeito de se comunicar dependendo com quem estão falando e onde estão. E olha, é lindo ver quando eles começam a perceber isso! É ali que você vê aquele brilhozinho nos olhos quando eles fazem sentido das coisas.

Então é isso! Espero ter ajudado aí quem tá pensando em como trabalhar essa habilidade com os pequenos do 1º ano. Se alguém tiver outras ideias ou experiências parecidas, bora compartilhar! Abraço pra todo mundo!

no dia a dia, eu fico de olho nos sinais de que os meninos estão pegando o jeito da coisa. E sabe como eu percebo que eles entenderam mesmo sem aplicar uma prova formal? É naquelas interações espontâneas, quando você tá circulando pela sala e ouve um aluno explicando algo pro colega. Uma vez, a Sofia tava contando pro Pedro qual era o objetivo de uma atividade que a gente tinha feito, e ela explicou direitinho que a gente tava tentando entender o diálogo entre personagens num livro. Aí eu pensei: "Ah, essa entendeu."

Outra situação é quando eles começam a usar as expressões que a gente discutiu em aula no dia a dia deles. Tipo o Lucas, que um dia desses tava falando com a Ana e disse: "Olha, tô te contando isso só pra você ficar sabendo, não precisa fazer nada agora." Ele entendeu que tava passando uma informação sem esperar uma ação imediata. É nesses momentos que eu vejo que a mensagem tá sendo assimilada.

Mas claro, nem sempre sai tudo certinho assim. Os erros mais comuns acontecem quando eles confundem os propósitos das conversas. O João, por exemplo, às vezes começa a perguntar algo muito específico num momento em que estamos discutindo opiniões gerais. Outro dia ele interrompeu uma conversa sobre os personagens favoritos pra perguntar qual era a data da prova de matemática. Aí eu tive que lembrá-lo: "João, agora não é hora disso."

Esses erros costumam acontecer porque os meninos ainda tão aprendendo a ler as situações sociais. Eles não têm maldade, é mais uma questão de maturidade e prática. Quando percebo esses deslizes na hora, tento corrigir ali mesmo. Gosto de usar exemplos do cotidiano deles pra mostrar como cada interação tem seu momento adequado.

Agora, com o Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA, eu preciso adaptar um pouco mais as coisas. Pro Matheus, manter o foco é um desafio. Então faço atividades mais curtas e com pausas frequentes pra ele não se perder. Também uso cartões com imagens e palavras-chave pra ajudar na concentração. Isso geralmente funciona bem, mas tem dias que ele tá mais agitado e aí preciso redirecionar sua atenção com mais frequência.

Com a Clara, que tem TEA, o visual é um grande aliado. Eu uso muitos recursos visuais com ela — como gráficos simples ou histórias em quadrinhos — porque isso facilita a compreensão do contexto das conversas pra ela. Outro dia fizemos um jogo de cartas em que cada carta tinha um cenário diferente e ela tinha que identificar o tipo de diálogo adequado pra aquela cena. Ela adorou! Mas teve um projeto de teatro que não funcionou tão bem porque era muita interação ao mesmo tempo e ela ficou sobrecarregada.

O importante é sempre ficar atento ao que funciona e o que não funciona, pra poder ajustar as estratégias conforme necessário. E assim vamos aprendendo juntos, né? Bom, acho que é isso por hoje. Adoro compartilhar essas experiências com vocês aqui no fórum. Espero ter ajudado de alguma forma – e se alguém tiver dica nova ou quiser trocar ideia sobre essas estratégias, tô por aqui! Até a próxima conversa!

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