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EF12LP14Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar e reproduzir, em fotolegendas de notícias, álbum de fotos digital noticioso, cartas de leitor (revista infantil), digitais ou impressos, a formatação e diagramação específica de cada um desses gêneros, inclusive em suas versões orais.

OralidadeForma de composição do texto
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha só, colegas, a habilidade EF12LP14 da BNCC que a gente trabalha com os meninos do 1º Ano é bem interessante. Ela fala sobre os alunos identificarem e reproduzirem algumas características específicas de textos como fotolegendas, álbuns de fotos digitais, cartas de leitor, tanto digitais quanto impressos. Na prática, isso quer dizer que a molecada precisa sacar como que esses textos são organizados na página ou na tela e também conseguir criar os próprios textos seguindo essas características.

A ideia é que as crianças comecem a perceber que cada tipo de texto tem uma cara diferente. Tipo assim: a legenda de uma foto tem um jeito mais direto e resumido, já uma carta do leitor pode ser um pouco mais pessoal e até ter um apelo emocional. E é legal eles entenderem isso desde cedo pra que, no futuro, saibam escolher o melhor gênero pra se expressar do jeito que querem. No 1º Ano, eles já chegam com alguma noção de que as histórias nos livros têm começo, meio e fim. Então, a gente só precisa dar um passo além e mostrar que existem outras formas de contar ou mostrar uma história.

Agora vou contar pra vocês três atividades que eu costumo fazer com minha turma pra trabalhar essa habilidade. Vamos lá!

A primeira atividade é criação de fotolegendas. Eu trago algumas revistas antigas e recorto fotos interessantes. Pode ser foto de bichos, de lugares legais, de pessoas fazendo coisas engraçadas. Aí eu distribuo as fotos pros alunos e peço pra cada um pensar numa legenda bem curtinha que explique ou complemente a imagem. Eles escrevem em tirinhas de papel e depois colamos ao lado da foto num mural da sala. A galera adora! Na última vez que fizemos, o Joãozinho pegou uma foto de um cachorro fazendo uma cara muito engraçada e escreveu "Cachorrinho esperto em dia de folga", foi risada na certa! Essa atividade leva umas duas aulas, porque na primeira a gente olha as fotos e conversa sobre elas, e na segunda eles escrevem as legendas.

A segunda atividade é montar um álbum de fotos digital no computador da escola. A gente tem um projetor na sala, então fica fácil mostrar tudo pra turma. Eu peço pros pais mandarem fotos das crianças em momentos legais: pode ser aniversário, viagem, brincando no parque... qualquer coisa bacana. Aí juntamos tudo num arquivo digital e vamos slide por slide criando títulos engraçados ou poéticos pras fotos. Cada aluno vai dando ideias, e eu vou digitando no computador enquanto projetamos na parede. Na última vez que fizemos isso, o Pedro sugeriu "Aventuras no Parque" pra uma foto dele subindo num brinquedo e todo mundo gostou. Essa atividade leva uma aula inteira, tipo uns 50 minutos.

A terceira atividade é escrever cartas para o editor infantil de uma revista fictícia. A gente cria uma revistinha da turma durante o semestre com vários trabalhinhos deles: desenhinhos, historinhas curtas... Então eu peço pra cada um escrever uma carta pro "editor", que sou eu mesmo disfarçado (risos), dizendo o que acharam da revista ou sugerindo ideias pro próximo número. Eles escrevem numa folha comum e decoram como querem. Depois lemos algumas cartas em voz alta e discutimos sobre elas: tipo se a carta foi clara na mensagem, se começa saudando quem vai ler... Enfim, essas coisas básicas mas importantes numa carta. Na última vez que fizemos isso, a Maria escreveu elogiando o desenho do colega Rafael e sugeriu mais histórias de animais. Levamos duas aulas pra essa atividade porque eles gostam muito dessa parte de decorar as cartas.

O mais bacana dessas atividades é ver como os alunos vão se soltando aos poucos e entendendo que escrever não é só juntar palavras no papel ou tela. É também organizar as ideias de forma que faça sentido pro leitor ou espectador entender do jeito certo. E quando eles percebem isso e começam a se expressar melhor, aí sim você vê aquele brilho nos olhos!

Bom, acho que por hoje é isso aí! Espero que essas ideias ajudem vocês com suas turmas também. Se alguém tiver outras sugestões ou quiser compartilhar experiências parecidas, estou por aqui. Abraço!

E na sala de aula, eu percebo que os meninos estão começando a entender essa habilidade não só quando eles fazem a atividade certinho, mas em coisas do dia a dia. Quando tô circulando pela sala, às vezes dou uma parada e fico ouvindo como eles falam entre si. Por exemplo, teve uma vez que a Júlia tava explicando pro Joãozinho como que uma carta de leitor sempre começa com um "prezado" ou "querido" e que não pode esquecer de terminar com uma despedida. Aí vi que ela desenhava no caderno dela um modelo de carta e mostrava pra ele. Na hora pensei: "ah, a Júlia entendeu mesmo".

Outra coisa legal é quando eles começam a notar as diferenças entre os textos sozinhos. Tipo o Pedro, que viu uma fotolegenda numa revista que trouxe de casa e apontou dizendo que era igual àquela que a gente tinha visto na atividade semana passada. Isso é sinal de que o conteúdo tá fazendo sentido pra eles fora das atividades formais.

Agora, quando se trata dos erros mais comuns, sempre tem aqueles tropeços com os meninos, né? Um erro que vejo bastante é na hora de criar textos próprios. A Maria Clara, por exemplo, às vezes esquece de colocar título nas cartas ou inventa uns títulos que não têm muito a ver com o texto. Aí tem aquele lance que ela vai escrevendo e esquece completamente de dividir as ideias em parágrafos. E olha, isso acontece porque eles estão aprendendo a se organizar ainda, não é falta de tentar ou preguiça não.

Quando pego esses erros na hora, tento não corrigir do tipo "tá errado", mas vou conversando com eles. Pego o texto da Maria Clara e falo: "Olha aqui, se a gente fosse dar um nome pra essa sua cartinha, qual seria? E se você quisesse que outras pessoas entendessem o que tá escrito aqui, como você organizaria melhor?". Assim ela pensa e refaz junto comigo. E geralmente dá certo!

Agora, sobre meus alunos Matheus e Clara... bom, eles são um desafio especial, mas também muito gratificantes. O Matheus tem TDAH e precisa de um pouco mais de movimento. O que eu faço é dar pra ele uns minutinhos entre as atividades pra ele se mexer um pouco pela sala ou até ajudar a gente com alguma coisa prática tipo distribuir materiais. Também uso jogos rápidos que trabalham os textos que estamos aprendendo. Isso ajuda ele a manter o foco por mais tempo.

A Clara, que tem TEA, precisa de uma estrutura bem clara e previsível. Então antes de começar a atividade sempre mostro pra ela passo a passo o que vamos fazer no dia. Às vezes uso cartões visuais ou desenhos pra guiar ela no processo do texto. E também percebi que ela se dá muito bem com atividades digitais, então tento trazer algumas coisas no tablet quando posso.

Já teve coisa que não funcionou também. Tentei uma vez fazer uma atividade em grupo grande com o Matheus e ele acabou se distraindo demais com os colegas. Com a Clara, já percebi que mudanças repentinas na rotina deixam ela ansiosa, então procuro sempre avisar com antecedência quando algo vai mudar.

Bom gente, é isso! Espero ter ajudado compartilhando aqui como lido com essas situações na sala de aula. Se vocês tiverem dicas também ou histórias parecidas, compartilhem aí! Sempre bom aprender uns com os outros. Abraços!

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