Oi pessoal, tudo bom? Hoje vim aqui contar como eu trabalho a habilidade EF12LP13 com a minha turma do 1º ano. Essa habilidade é sobre planejar slogans e peças de campanha de conscientização de forma colaborativa com os alunos, usando ferramentas digitais pra passar a mensagem. Parece complicado, mas na prática, é mais simples do que parece.
Imagina que a gente quer que os meninos consigam criar uma mensagem curtinha e impactante sobre algo importante, tipo o cuidado com o meio ambiente ou a importância de escovar os dentes. Eles precisam pensar em como vão falar isso de uma forma legal e que chame a atenção dos colegas, sabe? E aí, usamos áudios ou vídeos pra tornar isso mais interessante. Na série anterior, eles já estavam começando a se expressar oralmente em grupos, então agora é só uma evolução natural disso, introduzindo também o uso das ferramentas digitais que eles já adoram.
Bom, vou contar três atividades que faço na sala pra desenvolver essa habilidade. A primeira delas é a criação de slogans. Eu começo mostrando alguns exemplos de slogans conhecidos de campanhas publicitárias que eles já podem ter ouvido na TV ou no YouTube. Uso um projetor pra isso, nada muito complicado. Aí divido a turma em grupos de quatro alunos e peço pra eles criarem um slogan sobre, por exemplo, a importância de economizar água. Eles têm uns 20 minutos pra pensar e depois cada grupo compartilha com a turma. Da última vez que fiz isso, a Maria inventou um slogan tão bom que todo mundo ficou cantando depois: “Água é vida, não desperdice!” Foi divertido ver como eles conseguiram pensar juntos e ainda mais legal ver a reação deles ao perceberem que criaram algo tão bacana.
A segunda atividade envolve gravar um áudio ou vídeo curto deles interpretando o slogan que criaram. Eu levo meu celular e um microfone simples pra facilitar na gravação. Os alunos adoram essa parte porque eles se sentem verdadeiros youtubers ou influenciadores. A gente faz uma espécie de “estúdio” improvisado no canto da sala, enquanto o resto da turma vai ensaiando e ajudando os colegas com dicas. Isso costuma levar uns 30 minutos no total, entre ensaios e gravações. Um dia desses, o João Pedro ficou super empolgado e pediu pra refazer seu vídeo umas três vezes até ficar perfeito! Foi muito bom ver o empenho dele e dos colegas ajudando com sugestões.
A terceira atividade é compartilhar esses áudios ou vídeos com outras turmas ou mesmo nas redes sociais da escola, claro, sempre com autorização dos responsáveis. Isso dá um senso de importância pro trabalho deles, entende? Eles percebem que o que estão fazendo tem impacto fora da sala de aula. Organizamos uma apresentação no pátio da escola ou até mesmo numa reunião das turmas se for possível. Da última vez que fizemos isso, a turma se reuniu no auditório pra assistir os vídeos das outras turmas também. A Sara ficou toda orgulhosa quando viu seus amigos rindo e comentando do vídeo dela sobre alimentação saudável.
O que eu acho mais legal nessas atividades é como elas vão além do simples ato de falar ou escrever. Elas envolvem planejamento em grupo, respeito às ideias alheias e desenvolvimento de habilidades técnicas simples mas essenciais pro futuro deles num mundo tão digitalizado. E ainda por cima, eles se divertem demais fazendo!
Então é isso aí pessoal. No começo pode parecer um bicho de sete cabeças trabalhar essa habilidade da BNCC, mas com um pouquinho de criatividade dá pra transformar em algo bem legal e educativo pros pequenos. Se alguém tiver outras ideias ou quiser compartilhar experiências parecidas, vai ser super bacana trocar uns causos por aqui! Até mais!
A galera precisa pensar em como vão falar isso de uma forma legal e que faça sentido pra eles e pros outros. E, olha, é incrível ver quando eles captam a ideia e começam a se expressar com aquelas palavrinhas deles cheias de criatividade. Mas como é que eu sei que eles entenderam mesmo sem aplicar aquela prova formal? Bom, é tudo uma questão de observação.
Quando eu tô circulando pela sala, dá pra perceber nos olhinhos deles, sabe? Quando um deles está explicando pro outro o que tá pensando em fazer, tipo "Ah, a gente pode usar uma árvore sorrindo pra falar do meio ambiente!", eu sei que o moleque ali já sacou a mensagem. Aí tem as conversas entre eles, enquanto discutem como vão criar uma mensagem legal. Certa vez, ouvi a Ana perguntando pro João: "E se a gente colocar um sol piscando no fundo?" Era aquele momento em que eles estavam usando a imaginação e entendendo que o visual também faz parte da mensagem. Outro dia, o Pedro tava ajudando a Mariana a mexer no tablet e explicou: "Você clica aqui pra colocar um som de água correndo", e foi aí que vi que ele entendeu a parte digital da habilidade.
Agora, erros acontecem, né? Um erro bem comum que vejo é quando eles misturam muitas ideias numa só mensagem. Tipo o Lucas tentando falar sobre reciclagem e ao mesmo tempo sobre alimentação saudável no mesmo slogan. Aí eu dou aquele toque: "Olha, Lucas, escolhe um tema de cada vez pra mensagem ficar mais forte". Eles também têm mania de querer encher de texto, e aí, cadê o impacto? Então, eu mostro exemplos curtos e diretos pra eles verem como fica melhor.
E falando em erros, às vezes é só uma questão de ajuste. A Sofia tinha dificuldade em escolher as cores da peça digital. Ela tendia a escolher todas as cores possíveis numa coisa só! Então, eu mostrei pra ela como usar uma paleta mais simples e como isso poderia deixar a mensagem mais clara.
Agora vou contar pra vocês como lido com o Matheus e a Clara, que são uns amores na minha turma. O Matheus tem TDAH e a Clara é diagnosticada com TEA, então eu sempre penso em adaptar as atividades pra que eles consigam participar de maneira confortável.
Pro Matheus, dividir as atividades em etapas menores funciona bem. Tipo, ao invés de pedir pra ele criar um slogan completo de uma vez, eu peço pra ele pensar primeiro só na imagem ou só na frase. E olha, quando ele vê que conseguiu fazer cada parte direitinho, ele ganha confiança e se anima pra juntar tudo no final. Também sempre uso fones com música calma quando ele tá criando no tablet. Ajuda ele a focar melhor.
Com a Clara, eu já percebi que ela se dá melhor com rotinas bem definidas e ambientes previsíveis. Então sempre explico pra ela o passo a passo antes de começar qualquer atividade nova. Ela gosta muito de trabalhar com imagens concretas antes de passar pro digital. Então eu deixo ela desenhar ou montar com recortes e colagens antes de usar o tablet. Funcionou melhor assim porque ela consegue visualizar o que quer fazer antes do próximo passo.
Nem tudo funciona sempre né? Uma vez tentei usar jogos digitais mais complexos na expectativa de ajudar o Matheus e a Clara com coordenação motora e criatividade. Só que acabou deixando os dois um pouco ansiosos porque tinham muitas regras novas pra aprender ao mesmo tempo. Foi um aprendizado pra mim também: simplicidade é chave.
E é isso aí pessoal! Vou ficando por aqui hoje. Espero que essas histórias ajudem vocês a pensar em novas formas de lidar com essa habilidade ou qualquer outra situação em sala de aula. Continuamos aprendendo juntos!
Abraços!