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EF12LP12Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Escrever, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, slogans, anúncios publicitários e textos de campanhas de conscientização destinados ao público infantil, dentre outros gêneros do campo publicitário, considerando a situação comunicativa e o tema/ assunto/finalidade do texto.

Escrita (compartilhada e autônoma)Escrita compartilhada
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF12LP12 da BNCC, pelo que eu entendo, é sobre ajudar os meninos a escreverem textos publicitários. Isso quer dizer criar slogans, anúncios e outras coisas do tipo, mas sempre com a ajuda de todo mundo: professores e colegas. A ideia é que eles comecem a ter uma noção de como a linguagem funciona nesses contextos de propaganda e conscientização. Então, a gente precisa mostrar pra eles que um slogan não é só uma frase bonitinha. Ele tem um propósito, um objetivo claro, tipo convencer alguém de alguma coisa ou chamar atenção pra um assunto importante.

Os meninos vêm do infantil já com alguma noção de comunicação visual e oral. Eles sabem fazer cartazes simples e têm uma ideia do que é uma propaganda por causa das coisas que veem na TV e nos vídeos da internet. O trabalho que fazemos no primeiro ano é pegar essas ideias e ajudar eles a botarem no papel de uma forma colaborativa. Não é só escrever por escrever; a gente discute a mensagem, tenta entender pra quem estamos escrevendo e por quê.

Bom, vou contar como eu faço isso no dia a dia. Uma atividade que gosto muito de fazer é criar slogans pra campanhas fictícias de coisas que eles conhecem bem, tipo assim: "Campanha para cuidar do meio ambiente na escola". Pra essa atividade, eu uso cartolina e canetas coloridas. Primeiro, conversamos sobre o que é um slogan e por que ele precisa ser curto e direto. Aí, dividimos a turma em pequenos grupos de 4 ou 5 alunos. Eles discutem entre si, trocam ideias e criam um slogan juntos. Isso leva cerca de uma aula inteira, tipo uns 50 minutos. Na última vez que fizemos isso, o Pedro ficou super empolgado dizendo que o grupo dele tinha o melhor slogan: "Jogar lixo é canseira, bota no lixo e vira brincadeira!". A galera adora porque é uma atividade prática e eles podem usar toda a criatividade.

Uma outra atividade bacana é criar anúncios publicitários pra algum produto inventado por eles. Aqui eu trago revistas velhas que consigo na escola ou peço pros alunos trazerem de casa também. A gente analisa alguns anúncios dessas revistas juntos, discutindo o que chama mais atenção, quais cores são mais usadas, se tem algum personagem ou mascote interessante e tal. Depois dessa conversa inicial, cada grupo escolhe um produto inventado – já teve desde "sorvete que não derrete" até "caderno mágico que faz lição sozinho" – e cria um anúncio pra ele usando papel sulfite e lápis de cor. Essa atividade costuma levar duas aulas, porque eles gostam de caprichar nos detalhes. Na última vez, o João quis fazer um anúncio do "suco invisível" e ficou todo orgulhoso mostrando pra turma o desenho dele com o copo transparente.

Agora, uma das atividades mais legais que fizemos foi criar uma campanha de conscientização sobre alimentação saudável. Eu trouxe alguns exemplos de panfletos reais pra mostrar pra eles como eram simples mas diretos ao ponto. A turma se dividiu em grupos de novo e cada grupo ficou responsável por uma parte da campanha: um grupo fez o slogan, outro criou um mascote (eles inventaram a "Cenourinha Campeã"), outro fez ilustrações com alimentos saudáveis e outro decidiu as frases importantes pra colocar nos panfletos. Os meninos se envolveram muito porque a escola estava fazendo uma semana da saúde e eles sabiam que esses panfletos iam ser distribuídos nos corredores. A Júlia ficou empolgadíssima porque ela adora desenhar e fez um desenho lindo da Cenourinha Campeã com capa de super-herói.

Essas atividades são bem legais porque ajudam os alunos a entenderem que escrever não é só uma coisa chata ou difícil; pode ser divertido e criativo. Além disso, como eles trabalham em grupos, aprendem a ouvir os outros e a compartilhar ideias – o que é super importante pra vida toda né? E é legal ver como as crianças crescem nesse processo; numa semana estão usando frases simples nas atividades e na outra já estão criando slogans cheios de intenção.

Espero ter dado uma boa ideia de como a gente pode trabalhar essa habilidade na sala de aula! Qualquer dúvida ou sugestão pra melhorar essas atividades, tô aqui! Abraço!

Então, continuando sobre como a gente vê que os meninos entenderam essa habilidade sem precisar de uma prova formal, é bem no dia a dia mesmo. Quando você circula pela sala, dá pra perceber muita coisa só de observar e ouvir as conversas. Tipo assim, muitas vezes eu tô andando entre as mesas e ouço um aluno explicando pro outro: "Olha, essa palavra aqui tem que ser forte pra chamar atenção!" Aí eu penso, "esse tá pegando a ideia!" É engraçado como às vezes só de ouvir uma conversa mais animada entre eles, dá pra perceber que entenderam a diferença entre uma frase qualquer e um slogan de impacto.

Teve uma vez que o Lucas tava ajudando a Júlia na tarefa de criar um anúncio pra um produto fictício. Ele disse: "Júlia, a gente tem que vender o produto, sabe? Então precisa ser algo que faça quem tá lendo querer isso agora!" Isso pra mim foi um sinal claro de que ele tinha captado o espírito da coisa. Não precisou de prova nenhuma pra ver que ele já tava no caminho certo.

Agora, sobre os erros mais comuns que eles cometem, é normal que no começo muitos façam slogans que são mais descrição do que impacto. Tipo a Mariana, que escreveu um slogan todo certinho dizendo "Este suco é feito de laranja." Aí eu perguntei pra ela: "Mas Mariana, o que o seu slogan quer que a gente sinta ou faça?" Ela ficou pensando e depois soltou: "Ah, entendi! Preciso fazer a pessoa querer beber o suco agora!" Então ela trocou por "Refresque seu dia com o melhor da laranja!" Esses erros acontecem porque eles ainda tão se acostumando com essa ideia de persuasão, de impacto imediato. O que eu faço é sempre pegar esses momentos na hora e ajudar eles a verem o caminho certo.

E com o Matheus e a Clara, claro que preciso adaptar algumas coisas. O Matheus tem TDAH, então ele tende a se distrair fácil durante as atividades. Aí eu comecei a dividir as tarefas em partes menores pra ele e dar intervalos mais frequentes. E olha, funciona bem melhor. Tipo assim, divido o trabalho em pedacinhos e depois junto tudo no final. Ele fica mais focado sabendo que tem uma pausa próxima ou que vai mudar de atividade logo.

Já com a Clara, que tem TEA, é importante ser bem claro nas instruções e usar materiais visuais. Eu percebi que ela responde super bem quando tem imagens ou exemplos concretos do que precisa fazer. Então sempre mostro exemplos de slogans com imagens associadas. Ela gosta também quando dou tempo extra pra processar tudo sem pressa.

Uma vez tentei usar um jogo de palavras com toda a turma e vi que não funcionou tão bem pra eles dois. O Matheus se perdeu nas regras do jogo e a Clara ficou incomodada com o barulho da galera animada demais. Então aprendi que atividades mais calmas e estruturadas são melhores pra eles.

No fim das contas, tudo isso é sobre conhecer cada aluno e ajustar as coisas conforme necessário. Cada um aprende no seu ritmo e do seu jeito, né? É como se cada dia fosse uma nova chance de entender melhor como eles pensam e absorvem as coisas.

Bom, pessoal, acho que é isso por hoje! Espero ter ajudado vocês a refletirem sobre essa habilidade e como podemos ver o aprendizado dos meninos no dia a dia sem precisar daquelas provas formais. Se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar experiências parecidas, tô aqui pra ouvir! Até mais!

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