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EF02LP24Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, relatos de experimentos, registros de observação, entrevistas, dentre outros gêneros do campo investigativo, que possam ser repassados oralmente por meio de ferramentas digitais, em áudio ou vídeo, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/ finalidade do texto.

Leitura/escuta (compartilhada e autônoma)Planejamento de texto oral Exposição oral
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente pensa na habilidade EF02LP24 da BNCC, o jeito que eu entendo é meio que ensinar os meninos a contar histórias de um jeito mais organizado e interessante, sabe? A habilidade fala de planejar e produzir relatos, registros de observação, entrevistas e tal, e tudo isso de um jeito que eles possam compartilhar com os outros usando ferramentas digitais. Então, na prática, isso é ajudar eles a entender como pegar uma experiência ou informação e transformar em algo que a galera toda possa entender, seja falando, gravando um áudio ou até fazendo um vídeo.

Um exemplo concreto que gosto de usar é fazer os meninos contarem sobre um experimento simples que fizeram. Pode ser algo como plantar feijão no algodão (aquele clássico). Eles precisam saber explicar o que fizeram, como foi a experiência, o que observaram. E aí entra a parte divertida: eles gravam um áudio ou fazem um vídeo explicando tudo isso. A ideia é se comunicar bem para que qualquer pessoa entenda o que aconteceu, por isso é importante eles planejarem antes o que vão dizer.

Assim, as crianças do 2º ano já vêm com uma bagagem do 1º ano onde já trabalharam com relatos pessoais e pequenas histórias. A diferença agora é trazer essa coisa mais investigativa, mais observadora. Eles já sabem contar uma historinha de algo que aconteceu com eles, então o desafio é dar esse passo adiante e começar a estruturar essa fala de maneira mais lógica e interessante.

Vou contar aqui três atividades que eu faço na sala pra trabalhar essa habilidade.

A primeira atividade é o tal experimento do feijão no algodão. Todo mundo conhece, né? É simples e dá pra fazer com materiais que a gente tem na sala mesmo. Cada aluno ganha um potinho (pode ser copo descartável), algodão e alguns grãos de feijão. Eles molham o algodão e colocam o feijão dentro. Aí vem a parte legal: todo dia eles observam o que tá acontecendo e anotam num caderninho. Depois de uma semana ou duas, quando as plantinhas já começaram a crescer, eles se reúnem em grupos pequenos pra discutir o que viram. Da última vez, a Larissa ficou toda empolgada porque o feijão dela foi o primeiro a brotar! Depois disso, cada grupo planeja um jeito de contar essa experiência: uns optaram por gravar áudio e outros quiseram fazer vídeo no celular da escola mesmo. A atividade leva umas duas semanas no total se contar o tempo de observação e gravação.

A segunda atividade é "A Entrevista do Avô". Eu peço pra cada aluno entrevistar alguém da família sobre um assunto específico. Pode ser uma receita antiga, uma história da infância ou como era a escola antigamente. Eles preparam perguntas antes (a gente faz isso juntos na sala) e depois fazem a entrevista em casa usando um celular pra gravar. Aqui na escola nem todas as famílias têm acesso fácil a celulares com gravação boa, então eu sempre falo pra trazerem pra gente ouvir junto depois e ver no que pode melhorar. Essa atividade leva uma semana porque primeiro preparamos as perguntas, depois eles têm alguns dias pra fazer a entrevista em casa. Da última vez, o João voltou super animado contando que descobriu como fazer pão caseiro com a avó dele!

A terceira atividade é criar um "Jornal da Sala". A cada dois meses escolhemos um tema - pode ser algo que estamos estudando em Ciências ou História - e os alunos têm que criar reportagens sobre esse tema. Divido eles em grupos e cada grupo escolhe um subtema. Eles pesquisam na biblioteca da escola ou na internet (sempre supervisionado) e preparam o texto do jornal. Depois gravamos esses textos como se fossem repórteres lendo as notícias. Usamos celulares ou tablets da escola pra gravar os áudios. Essa atividade leva uns 5 dias entre pesquisa, escrita e gravação. Na última vez falamos sobre "Os Animais do Cerrado" e a Ana ficou super orgulhosa do áudio dela falando sobre as onças!

A galera sempre reage de formas diferentes: alguns ficam super tímidos no começo, principalmente quando têm que gravar suas vozes ou aparecer em vídeo, mas com o tempo vão se soltando. E aí é muito legal ver como vão crescendo em confiança! Quando terminamos essas atividades e ouvimos os áudios ou vemos os vídeos juntos na sala, eles ficam todos orgulhosos do que conseguiram fazer.

E assim vamos trabalhando essa habilidade de um jeito divertido e significativo pro aprendizado deles. É sempre legal ver como eles vão pegando gosto por se expressar e compartilhar seus aprendizados!

Um exemplo concreto que gosto de usar é pegar uma experiência que os meninos tiveram no recreio e transformar aquilo numa história. Aí vem a parte boa: como perceber que eles realmente aprenderam? Bom, eu ando pela sala durante as atividades e é nesses momentos que vou captando os sinais. Tipo assim, quando um aluno tá explicando pra outro como melhorar uma frase ou como reorganizar as ideias, sem eu ter pedido, isso é claro como água que eles entenderam o processo. Teve uma vez que o João tava ajudando a Maria a organizar a ordem dos eventos de uma história que ela tava escrevendo. Ele falou assim: "Maria, se você começar contando do final, ninguém vai entender nada! Tem que começar do começo!" Aí eu pensei: "Poxa, ele sacou!"

Outra coisa é prestar atenção nas conversas. Quando eles começam a usar termos que discutimos na aula, tipo "introdução", "desenvolvimento" e "conclusão", mesmo nas brincadeiras do dia a dia, eu vejo que a sementinha tá plantada ali. E também tem aquelas vezes que eu peço pra um aluno compartilhar o que fez pro colega do lado e ele consegue explicar direitinho o que tá fazendo. Aí é batata, né? Fica claro que ele entendeu.

Mas claro, nem tudo são flores. Os erros mais comuns aparecem quando os meninos tentam pular etapas ou não fazem planejamento nenhum antes de sair escrevendo. Tipo a Luana uma vez, ela começou uma história direto na ação, sem introduzir os personagens ou o cenário. Falei com ela: "Luana, quem tá lendo precisa saber onde tá e quem tá lá, né?" Já o Pedro tinha mania de não concluir a história, deixava a gente sem saber o que aconteceu no final. Expliquei pra ele que é como contar uma piada e não dizer o final.

Esses erros acontecem porque às vezes eles ficam empolgados demais com uma parte da história e esquecem das outras partes necessárias. Então eu sempre passo nas mesas e dou aquele toque na hora: "Olha só aqui, Pedro, você já contou como começou, mas não terminou ainda! E aí, o que aconteceu?"

Agora vamos falar do Matheus e da Clara que têm desafios diferentes na sala. O Matheus tem TDAH e a energia dele é incrível, mas às vezes se perde nas atividades. Aí o jeito é quebrar as tarefas em partes menores pra ele se concentrar melhor. Eu uso muito cronômetro com ele pra ajudar na gestão do tempo. Por exemplo, peço pra ele escrever só o começo em 10 minutos e depois a gente revisa juntos antes de partir pro meio da história. Material visual também ajuda muito com ele, tipo quadros de sequência com imagens.

Já com a Clara, que tem TEA, a abordagem é um pouco diferente. Ela precisa de mais previsibilidade nas tarefas e explicações claras. Então eu dou instruções por escrito pra ela e faço uso de histórias em quadrinhos simples pra ajudar na compreensão das etapas da narrativa. Uma vez ela tava com dificuldade em entender a transição entre cenas e eu peguei um gibi que a gente tinha na sala e mostrei como os quadros mostram as mudanças de cenário. Isso ajudou bastante.

O que não funcionou muito bem foi tentar usar aplicativos de narração automática com eles. O Matheus ficava disperso com a voz sintetizada e a Clara se confundia com as opções de personalização do app. Voltar pro básico às vezes é o melhor caminho.

Bom pessoal, acho que é isso por hoje! Espero que essas histórias ajudem vocês aí nas salas de aula também. Se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar experiências parecidas, tô sempre aqui pra trocar ideia! Até mais!

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