Voltar para Língua Portuguesa Ano
EF12LP04Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor ou já com certa autonomia, listas, agendas, calendários, avisos, convites, receitas, instruções de montagem (digitais ou impressos), dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto e relacionando sua forma de organização à sua finalidade.

Leitura/escuta (compartilhada e autônoma)Compreensão em leitura
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF12LP04 da BNCC fala de ler e compreender textos do dia a dia, essas coisas que a gente encontra o tempo todo. Mas vamos deixar isso mais prático. No primeiro ano, os meninos estão começando a se virar sozinhos com a leitura. Então, o que a gente quer aqui é que eles consigam pegar uma lista de compras ou um convite de aniversário e entender o que tá sendo dito ali. É tipo quando eles veem um aviso na escola e sabem sobre o que é, sem precisar da gente dizendo "olha, isso aqui quer dizer que..." Eles têm que começar a ligar os pontos e perceber como o texto tá organizado pra cumprir a função dele. Antes disso, lá no infantil, eles já brincavam com algumas palavras e tentavam decifrar do jeito deles. Agora, é hora de refinar isso aí.

Na prática, uma das coisas que faço é trabalhar com listas de palavras. Eu trago listas simples, tipo de frutas ou brinquedos. Uso papel mesmo, não tem mistério. Aí divido a turma em pequenos grupos pra eles discutirem entre si. Isso leva uns 20 minutinhos da aula. É engraçado ver como as crianças lidam com essas listas. Semana passada, pedi pra turma pensar numa lista de compras pra festa da escola. O João e a Mariana ficaram discutindo o que precisava mais: pipoca ou refrigerante? Foi engraçado porque começaram a discutir como se estivessem organizando uma festa de verdade!

Outra atividade que faço é usando calendários. Trago um calendário simples, daqueles que a gente ganha em loja no fim do ano, e peço pra eles identificarem datas importantes: feriados, aniversários, dia do projeto na escola. Faço isso individualmente primeiro e depois em grupo. Dá uns 30 minutos de aula. A reação deles é sempre de curiosidade, especialmente quando percebem que o próximo feriado tá chegando! Uma vez, a Letícia ficou super empolgada porque era feriado na semana do aniversário dela e já começou a planejar como iria comemorar.

Agora, uma das atividades preferidas dos meninos é a leitura de receitas. A gente escolhe uma receita bem simples, tipo brigadeiro ou sanduíche natural. Eu imprimo as receitas e cada grupo lê em voz alta tentando identificar cada passo. Isso geralmente toma uns 40 minutos porque eles gostam de discutir cada ingrediente e modo de preparo detalhadamente. Da última vez, a turma leu uma receita de bolo de caneca. A Ana e o Lucas ficaram tão empolgados que quiseram fazer o bolo na hora! Tive que explicar que na sala não dava pra cozinhar, mas eles saíram dizendo que iam tentar em casa.

Essas atividades ajudam muito na leitura e compreensão dos textos cotidianos. Claro que sempre tem aqueles momentos que um ou outro aluno se perde um pouco, mas aí é só questão de ir orientando devagarinho até eles pegarem o jeito. E é sempre legal ver quando eles conseguem resolver sozinhos alguma coisa sem precisar tanto da nossa ajuda.

No fundo, o objetivo não é só fazer os meninos lerem esses textos direito, mas sim prepará-los pra vida fora da escola. Uma coisa que percebo é que à medida que eles vão ganhando confiança na leitura dessas coisas do dia a dia, vão ficando mais seguros também em outras áreas. E dá aquele orgulho quando vejo eles aplicando isso fora da sala, como quando um aluno conta que ajudou os pais no mercado lendo uma lista ou organizou o material escolar com base no calendário escolar.

Trabalhar essas habilidades é sempre um desafio prazeroso porque você vê claramente o progresso dos alunos. E olha, saber ler esses textos cotidianos pode parecer algo simples pra gente adulto, mas pras crianças é um universo novo abrindo diante dos olhos deles. Coisa boa demais! E você vê na carinha deles quando entendem algo por conta própria: essa sensação não tem preço.

E assim vou tocando as aulas com a garotada aqui em Goiânia. Se alguém aí tiver outras dicas sobre como trabalhar essa habilidade com os pequenos, compartilha também! Sempre bom trocar ideias e aprender uns com os outros nesse caminho da educação.

Valeu demais por me ouvirem! Até mais!

Então, gente, quando a gente fala de perceber que os alunos entenderam sem aplicar prova formal, é um lance mais de sensibilidade e observação mesmo. A primeira coisa que eu faço é circular bastante pela sala enquanto eles estão fazendo as atividades. Eu fico com o ouvido atento nas conversas. Quando vejo dois meninos trocando ideia sobre a lista de compras da atividade e um deles fala algo tipo “Ah, isso aqui é feira”, e o outro responde “É porque tem banana, tomate e essas coisas”, eu fico com aquele sorriso no rosto pensando: "Esse entendeu!"

Outra coisa que me ajuda é quando algum aluno explica pro colega. Teve um dia que o Pedro tava meio perdido numa atividade sobre convites de aniversário. Aí a Ana, com toda paciência do mundo, começou a explicar pra ele: “Olha, esse convite aqui é da festa da Maria. Tá vendo a data aqui? É dia 12.” E eu ali só observando e pensando: “A Ana tá dando aula melhor que eu!” Quando eles conseguem explicar pros amigos, é um sinal claro de que eles pegaram o jeito da coisa.

E olha, os erros mais comuns, esses não faltam! O Lucas, por exemplo, sempre confunde quando tá lendo uma informação de um aviso. Uma vez ele leu "recreio mais cedo" como "recreio maior". Acho que ele já tava sonhando com mais tempo pra brincar. É comum eles confundirem palavras parecidas ou pularem informações importantes. Muitas vezes isso acontece porque estão começando a ler mais rápido do que conseguem entender. Quando pego esse erro na hora, paro tudo e volto com ele pra frase, pergunto o que ele acha que significa e vamos juntos até ele perceber a confusão.

Outra situação engraçada foi com a Júlia. Tinha uma lista de compras na atividade e ela achou que "arroz" era "açúcar". Aí eu perguntei por que ela achava isso e ela apontou: “É porque tá junto do feijão”. Isso acontece porque eles ainda tão construindo aquele repertório de palavras, sabem? E como eu sei disso, vou lá e explico calmamente a diferença, sempre fazendo piadinhas tipo “Imagina um arroz doce feito de verdade com arroz e não com açúcar!”

Agora, sobre o Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA na minha turma... Olha, cada dia é um aprendizado novo. Pro Matheus, o negócio é manter ele interessado e focado. Eu uso muito material visual e cores pra ajudar nisso. Teve uma vez que fiz uma atividade com cartazes super coloridos sobre textos do dia-a-dia e deixei os alunos circularem pela sala pra interagirem com os cartazes. Funcionou super bem pro Matheus! Ele tava super engajado, contando as palavras em voz alta, quase um guia turístico dos cartazes!

Já com a Clara, o cuidado é diferente. Como ela tem TEA, organização e previsibilidade são fundamentais pra ela se sentir confortável. Então sempre mostro antes o que vamos fazer naquele dia; tipo uma mini rotina escrita ou desenhada no quadro só pra ela. E se vamos mexer em convites de aniversário ou listas de compra, trago exemplos concretos de casa também. Uma vez eu trouxe um convite do meu aniversário (nem era tão recente) e ela ficou fascinada!

Mas nem tudo funciona sempre, né? Já tentei atividades em grupo onde cada um tinha uma tarefa específica, achando que iria integrar todo mundo melhor. Pro Matheus foi ótimo porque ele adora essas responsabilidades curtas. Já a Clara ficou visivelmente desconfortável por não saber exatamente qual era o próximo passo dela sem ter algo fixo na frente.

Aí no fim das contas, é tudo sobre estar atento ao que funciona ou não pra cada aluno. Cada dia é um aprendizado novo não só pra eles, mas pra mim também. E nada melhor do que ver esses pequenos momentos de “aha!” acontecendo na sala.

Bom pessoal, acho que já falei demais por hoje! Espero que meus relatos ajudem vocês a lidarem melhor aí nas suas salas também! Se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar experiências parecidas, tô sempre por aqui lendo tudo! Abraço!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF12LP04 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.