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EF02LP23Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Planejar e produzir, com certa autonomia, pequenos registros de observação de resultados de pesquisa, coerentes com um tema investigado.

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Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, galera, trabalhar a habilidade EF02LP23 com os meninos do 2º Ano é um desafio legal e importante demais. A ideia é que eles consigam planejar e produzir pequenos registros de observação de resultados de pesquisa, né? Mas na prática, isso significa que eles precisam ser capazes de pegar um tema, investigar sobre ele, e depois registrar o que descobriram de forma coerente. E isso tem que ser feito com uma certa autonomia. Não é só copiar da lousa, sabe? É levar eles a entenderem o que estão pesquisando e conseguirem traduzir isso pro papel de um jeito que faça sentido.

Os alunos vêm do 1º Ano já tendo uma noção básica de pesquisa, mas é tudo muito guiado ainda. Eles aprenderam a procurar informações em livros infantis ou na internet com ajuda dos pais ou professores, mas agora a gente começa a dar um pouco mais de liberdade pra eles escolherem o tema e explorarem as informações por conta própria. Eles precisam conseguir escolher uma ideia, buscar informações e anotar o que acharam importante, pensando em quem vai ler o texto depois. E nessa idade, eles adoram mostrar o que descobriram!

Vou contar umas atividades que faço com eles que ajudam bastante nesse processo de autonomia.

Primeiro, tem uma atividade que curto bastante chamada "Pequenos Cientistas". É assim: eu levo alguns livros infantis e revistas educativas sobre animais ou natureza pra sala. Coisa simples mesmo, do tipo que a gente encontra na biblioteca da escola ou até no meu acervo pessoal. A turma fica em duplas ou trios pra facilitar o trabalho em equipe e o tempo geralmente é uma aula inteira, uns 50 minutos.

A primeira vez que fiz isso foi engraçado demais. O Pedro e a Ana Clara estavam numa dupla e escolheram pesquisar sobre tartarugas. Eles ficaram encantados! Começaram a ler sobre onde vivem as tartarugas, o que comem, essas coisas. O Pedro até disse assim: "Professor, sabia que algumas tartarugas vivem mais de 100 anos? Isso é mais velho que meu bisavô!". Aí eles anotaram as informações principais num caderninho.

Outra atividade boa é "Diário do Explorador". Funciona assim: cada aluno escolhe um tema do interesse deles – pode ser desde os dinossauros até o espaço sideral – e ao longo da semana eles têm que pesquisar sobre esse tema em casa, conversando com os pais ou procurando em outras fontes. Aí, no fim da semana, eles trazem suas descobertas pra sala e fazem uma pequena apresentação pro resto da turma. Eu organizo tipo um círculo de conversa em sala e dou uns 10 minutos pra cada um – não precisa ser nada muito longo.

Na última vez que fizemos isso, a Maria Eduarda trouxe umas folhas cheias de desenho sobre como os dinossauros viviam. Ela explicou tudo direitinho pros colegas e até respondeu perguntas do Lucas sobre por que os dinossauros eram tão grandes. Foi bacana ver como eles estavam curiosos e animados em compartilhar aquilo que aprenderam.

E tem também a "Feira do Conhecimento". Essa é mais trabalhosa e leva algumas semanas pra preparar. A ideia é montar uma exposição na própria sala ou no pátio da escola onde cada grupo expõe as pesquisas que fizeram. Os materiais são cartolinas, canetinhas, imagens impressas – coisa simples de papelaria mesmo.

Cada grupo escolhe um tema junto comigo – às vezes dou algumas sugestões baseadas no que eles já demonstraram interesse – e aí vamos trabalhando aos poucos nas aulas. A última Feira foi sobre profissões e tinha grupo falando desde médicos até astrônomos! O João Pedro ficou todo orgulhoso do grupo dele falando sobre bombeiros; até trouxe um capacete de brinquedo pra usar na apresentação.

O legal dessas atividades é ver como os alunos se empolgam ao descobrir coisas novas por conta própria. Claro, tem sempre um ou outro que precisa de mais ajuda – como a Sofia, que às vezes ficava meio perdida sem saber o que anotar – mas com um pouco de orientação ela também conseguiu fazer bonito no final.

Acho importante dizer também que essas atividades não são só sobre ensinar os alunos a pesquisar ou escrever; são também sobre estimular curiosidade, fomentar trabalho em equipe e incentivar a comunicação entre eles. Quando vejo como ficam animados ao descobrir algo novo, aí sinto que estamos no caminho certo pra desenvolver essa habilidade da BNCC.

Bom, pessoal, é isso! Espero ter ajudado vocês a entenderem um pouco melhor esse processo todo. Se alguém tiver outras ideias de atividades ou quiser trocar experiências, só chamar!

Então, gente, no dia a dia da sala de aula, a gente percebe que os meninos realmente aprenderam quando começam a integrar o que estudaram nas conversas e atividades sem aquela dependência da gente estar ali do lado toda hora. Por exemplo, quando eu tô circulando pela sala e ouço a Mariazinha contando pro Joãozinho algo que ela leu sobre as formigas durante a pesquisa que fizemos na semana passada, já bate aquela sensação de “ah, entendeu”. Ou então, quando um aluno tá lá explicando pro outro como fazer uma busca simples na internet pra encontrar informação sobre o tema de pesquisa deles. Isso mostra que eles não só absorveram o conteúdo, mas também estão aplicando.

Aí tem aquelas situações que aquecem o coração, sabe? Tipo assim, semana passada eu vi o Pedro ajudando a Ana com uma dificuldade. A turma tava fazendo uma atividade de registro sobre animais do cerrado e a Ana tava meio perdida. O Pedro foi lá, pegou o caderno dele e mostrou como ele organizou as informações sobre o tatu-bola. Ele explicou um jeito fácil de anotar as características principais e a Ana conseguiu entender rapidinho. É nesse momento que a gente percebe que tá dando certo.

Agora, falando dos erros mais comuns, no início muitos dos meninos confundem “registrar” com “copiar”. O Lucas, por exemplo, ele tinha mania de pegar o texto do livro e copiar palavra por palavra achando que tava registrando. Aí eu paro e explico pra ele que o registro é mais sobre contar com as próprias palavras o que ele entendeu. É um trabalho constante pra mostrar pra eles a diferença e incentivar essa autonomia.

Outro erro comum é na organização das ideias. A Sofia, por exemplo, às vezes começa um parágrafo falando de uma coisa e termina num assunto totalmente diferente. Isso acontece porque eles estão aprendendo a estruturar um texto ainda. Então eu costumo usar exemplos concretos: pego um texto que eles gostam, como uma historinha ou uma matéria de revista infantil, e mostro como os parágrafos são organizados. E aí tento fazer com que eles pratiquem reescrevendo essas ideias de forma mais lógica.

E aí entram os desafios com o Matheus e a Clara. O Matheus tem TDAH e precisa de um pouco mais de apoio em termos de foco nas atividades. O que funciona bem com ele é dividir as atividades em partes menores. Por exemplo, se é uma pesquisa sobre plantas, eu dou pra ele uma etapa de cada vez: primeiro ele só vai buscar informações sobre onde as plantas vivem. Aí depois, na próxima etapa, ele pesquisa sobre como elas se alimentam. Também uso um temporizador visual pra ajudar com o gerenciamento do tempo e tento sempre elogiar cada avanço que ele faz, por menor que seja.

Com a Clara, que tem TEA, eu percebi que ela responde bem a materiais visuais e estruturados. Então quando estamos fazendo atividades de registro, eu sempre ofereço opções visuais pra ela: imagens das coisas que estamos estudando e uso gráficos simples pra ajudá-la a organizar as ideias. Também foi importante estabelecer uma rotina bem clara com ela: ela gosta de saber exatamente o que vai acontecer durante a aula e isso ajuda muito na participação dela.

Uma vez tentei uma atividade em grupo com todos juntos sem nenhuma preparação especial pros dois. Foi um caos! O Matheus ficou agitado demais e a Clara não sabia muito bem como se integrar. Depois disso passei a preparar atividades onde ambos têm papéis definidos que respeitam os seus tempos e modos de aprendizado.

Bom, acho que é isso por hoje, pessoal! Sempre tem desafio novo aparecendo na sala de aula, mas também é isso que faz nosso trabalho tão interessante, né? Se tiverem dicas ou quiserem compartilhar como vocês lidam com situações parecidas aí nas escolas de vocês, vou adorar ouvir! Até mais!

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