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EF02LP22Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, pequenos relatos de experimentos, entrevistas, verbetes de enciclopédia infantil, dentre outros gêneros do campo investigativo, digitais ou impressos, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto.

Análise linguística/semiótica (Alfabetização)Produção de textos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF02LP22 da BNCC, é basicamente ensinar os meninos a planejar e escrever textos investigativos em grupo. Não é só pegar o lápis e sair escrevendo qualquer coisa. Eles têm que entender como organizar as ideias, pensar na intenção do texto e como passar essa informação de um jeito que quem lê entenda bem. O legal é que isso conecta com o que eles já aprenderam sobre ler e escrever narrativas, mas agora focando mais em informar, não só contar uma história.

Imagina o seguinte: um aluno de sete anos precisa conseguir, por exemplo, fazer uma pequena entrevista com um colega sobre o que ele gosta de fazer na hora do recreio. Aí, ele tem que transformar essas respostas num texto curtinho que explique direitinho o que é a brincadeira favorita do colega. Ou então, pode ser criar um verbete como aqueles de enciclopédia infantil sobre um animalzinho diferente que eles estudaram nas ciências.

Agora vou contar umas atividades que faço com a molecada. Vou falar de três que deram super certo por aqui.

A primeira é "Nossa Pequena Entrevista". Aí eu peço pra cada aluno entrevistar um coleguinha sobre algum tema simples, tipo "qual sua comida preferida" ou "qual seu jogo favorito no recreio". Os materiais são bem básicos: papel e lápis. Eu organizo a turma em duplas e a gente faz isso em duas aulas de 30 minutos cada. Na primeira aula, eles têm que planejar as perguntas e fazer as entrevistas. Na segunda, transformam aquilo num textinho. O mais legal foi ver o João entrevistando a Maria sobre a brincadeira dela de pular corda. Ele ficou tão empolgado que queria escrever até as falas exatas! Precisei ajudar ele a resumir as ideias principais.

Outra atividade bacana é o "Verbetes Animais". Com essa, cada aluno escolhe um animalzinho pra pesquisar. Eu trago alguns livrinhos e acesso aqui no computador da escola uns sites infantis sobre animais. Eles se dividem em grupos de três ou quatro pra ajudar uns aos outros na pesquisa. Essa parte leva umas duas aulas. Na primeira, eles leem e discutem o que encontraram sobre o animal. Na segunda, planejam juntos como vai ser o verbete: título, descrição do animal, o que ele come, onde vive e alguma curiosidade interessante. Da última vez, a Ana Lúcia achou curioso que os pinguins não voam e colocou isso no verbete dela sobre pinguins com a maior animação.

E tem também o "Relato do Experimento", que é meio inspirado nas aulas de ciência. Faço um experimento simples na sala mesmo, tipo observar como as plantas crescem na água versus na terra. Depois eles têm que relatar isso num texto investigativo. Aí eu uso copinhos plásticos, algodão e sementes de feijão – coisa simples mesmo. Eu divido os alunos em pequenos grupos de quatro ou cinco pra acompanhar os experimentos durante uma semana. A gente reserva umas três aulas: uma pra planejar e começar o experimento, outra no meio pra ver como tá indo e anotar observações, e uma no fim pra escrever o relato. Uma vez o Lucas ficou impressionado quando viu que o feijão crescia até mais rápido no algodão. Ele mal podia esperar pra contar isso no relato final.

Os meninos reagem muito bem a essas atividades porque elas são práticas e têm um propósito claro, sabe? Eles gostam de ver o resultado do trabalho deles sendo valorizado – seja num mural da sala ou como parte de um livrinho da turma.

Bom, é assim que a gente vai trabalhando essa habilidade por aqui. Compartilhar essas experiências é bom porque sempre me dá novas ideias quando vejo como os colegas também estão fazendo as coisas nas salas deles. Espero que isso possa ajudar quem tá aí nessa mesma missão! Até mais!

Aí, então, como que eu percebo que o aluno aprendeu essa habilidade EF02LP22 sem precisar fazer uma prova formal? Olha, é muito interessante observar o dia a dia na sala. Quando a gente circula entre as mesas, dá pra perceber pela conversa deles quem já tá pegando o espírito da coisa. Por exemplo, teve uma vez que eu ouvi a Maria explicando pro João sobre a importância de organizar as perguntas antes de começar uma entrevista. Ela falou algo tipo: “João, você tem que pensar no que quer saber antes, senão vai ficar perdido!” Na hora eu pensei: “Ah, a Maria entendeu direitinho!”

Outro dia, enquanto os meninos estavam em grupos preparando um texto sobre ecologia, eu vi o Pedro usando um rascunho pra anotar as ideias principais antes de escrever no caderno. Ele tava lá, rabiscando e falando com a Luísa: “Ó, primeiro a gente anota o que é importante, depois organiza pra ficar legal.” Esse tipo de coisa mostra que eles não tão só repetindo fórmula, mas realmente captaram o processo de planejar antes de escrever.

Agora, tem também os erros comuns que os alunos cometem. Ah, isso acontece muito! O Lucas, por exemplo, sempre começa um texto sem pensar no público-alvo. Ele escreve como se estivesse falando com um amigo e esquece que outras pessoas vão ler. Então, ele usa muitas gírias e às vezes se perde nas ideias. Aí eu sempre falo: “Lucas, lembra que quem vai ler precisa entender como você tá pensando.” E tem a Sofia, que é ótima em começar, mas nunca termina. Ela se empolga tanto que acaba desviando do tema principal. Quando pego esses erros na hora, dou um toque ou peço pra eles relerem o texto e pensar como o leitor vai entender.

Quanto ao Matheus, ele tem TDAH e precisa de algumas adaptações nas atividades. O desafio com ele é manter o foco por mais tempo. Então, faço umas modificações: uso bastante material visual e áudio pra ajudar. Tipo assim, quando eles têm que fazer uma pesquisa e escrever perguntas, eu deixo ele usar tablet pra assistir vídeos curtos sobre o tema antes de começar a escrever. Isso ajuda ele a ter uma referência visual e auditiva antes de colocar as ideias no papel. Outra coisa é quebrar as atividades em etapas menores e dar pequenas pausas pra ele não se sobrecarregar e conseguir concluir cada parte com mais atenção.

Já a Clara, que tem TEA, precisa de um ambiente mais previsível e calmo. Então, tento sempre deixar claro o que vai acontecer em cada aula com antecedência. Uso muitos cronogramas visuais na lousa pra ela saber o passo a passo das atividades do dia. E uma coisa que funciona é permitir que ela escolha algumas vezes como prefere realizar a atividade — se quer desenhar antes de escrever ou se prefere começar direto com as palavras.

O que não deu certo uma vez foi tentar fazer com que todos os alunos trabalhassem juntos numa atividade muito dinâmica sem essas adaptações. Percebi que tanto o Matheus quanto a Clara ficaram perdidos com tanta informação ao mesmo tempo. Aprendi que é importante dar tempo e espaço para cada um processar do jeito deles.

Bom, galera, acho que por hoje é isso! Espero ter ajudado compartilhando essas experiências malucas do dia a dia na sala. Qualquer coisa tô por aqui pra trocar mais figurinhas sobre ensino! Valeu demais!

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