Olha, trabalhar essa habilidade EF01LP25 com os meninos do 1º ano é uma viagem! Basicamente, a ideia é fazer com que as crianças consigam recontar histórias que ouviram, usando a nossa ajuda como escriba. É como se a gente fosse a mão deles no papel, mas as ideias têm que vir da cacholinha deles. A gente tem que dar um jeito de fazer eles entenderem como uma história é montada: quem são os personagens, onde e quando a coisa acontece, e o que rola ali no meio.
E aí entra a parte boa: eles já chegam no 1º ano sabendo contar histórias do jeitinho deles. Às vezes, tá tudo meio bagunçado, mas a imaginação tá lá a mil por hora. O nosso trabalho é dar uma organizada nisso, de forma que eles consigam pensar numa historinha com início, meio e fim mais claros. Na prática, é ensinar os pequenos a juntar as peças: "Era uma vez", "numa floresta", "tinha um coelho e uma tartaruga", "eles fizeram uma corrida" e tal.
Agora, deixa eu te contar umas atividades que faço com eles. Funciona bem e a galera adora!
Primeira coisa que eu faço é a "Hora da História". Uso livros de imagens só pra dar aquele empurrãozinho na criatividade da turma. Cara, tem uns livros incríveis por aí! Um dos meus favoritos é "A Casa Sonolenta". Leva uns 15 minutos pra gente ler e ver as imagens juntos. A turma fica em círculo no chão da sala (ou na biblioteca se o dia tiver mais tranquilo). Depois de passar pelas imagens e pela história, começo a fazer perguntas tipo: "Quem são os personagens?", "O que tava rolando na casa?" Aí eles vão soltando as respostas... O Luan sempre puxa o coro com umas ideias mirabolantes. Já teve dia que ele falou que tinha um dragão invisível na casa! E não precisa ser só livro não, às vezes um monte de ilustração sem nenhuma palavra já serve pra eles criarem um mundaréu de história.
A segunda é a tal da "História Maluca Coletiva". Essa é bem divertida. Uso papel kraft e canetinhas coloridas. Divido a turma em grupos pequenos, tipo quatro ou cinco por grupo. Cada grupo tem que criar uma parte da história: um cria o começo, outro o meio e outro o final. Então cada grupo se junta pra contar a parte deles em voz alta, e eu vou escrevendo no quadro enquanto isso. Aí vira uma grande história maluca da turma toda! Dá pra fazer isso em uns 30 minutos. Na última vez, o Jéssica tava tão animada que não parava de dar ideia pro começo: era um cachorro astronauta que tava procurando um planeta de ossos! A turma toda riu demais quando ela contou isso.
Por fim, faço a "Oficina do Reconto". Essa é mais estruturada e toma uns 40 minutos. Pra isso, uso fichas com perguntas-chave: Quem? Onde? Quando? O quê? Cada aluno escolhe sua ficha e pensa na resposta baseado numa história que já trabalhamos antes. Primeiro eles discutem entre si (um ajuda o outro), depois fazem um reconto oral em duplas ou trios enquanto eu anoto tudo. No final, leio o reconto pra todo mundo ver como saiu legal! Da última vez que fizemos isso, o Rafael e a Maria Eduarda conseguiram criar um final alternativo pro Chapeuzinho Vermelho onde o lobo virava amigo da vovó! Isso mostrou pra mim que eles não só pegaram bem o conceito do tempo e espaço como também tão começando a brincar com enredos diferentes.
O melhor disso tudo é ver como cada criança traz um pedacinho de si pra história. E aprender desse jeito, criando junto com os amigos e com a ajuda do professor-escriba, é uma maneira incrível de desenvolver tanto a oralidade quanto essa noção inicial da escrita e composição narrativa.
É isso aí pessoal... E vocês? Como fazem pra botar essa habilidade em prática? Tô curioso pra saber as ideias de vocês também!
Aí, gente, continuando o papo sobre a habilidade EF01LP25, vocês sabem como é, né? Nem sempre a gente precisa de prova formal pra sacar se a turma tá entendendo o que a gente tá tentando ensinar. Eu fico ali circulando pela sala, tipo uma formiguinha, prestando atenção em cada detalhe. E vou te falar, tem umas pérolas que saem dessas cabecinhas que são um presente!
Então imagina a cena: tô lá na sala, os meninos trabalhando em duplas pra reconstruir uma história que a gente tinha lido na aula passada. É nesse momento que percebo que o Pedro entendeu o lance quando vejo ele explicando pro Lucas: "Não, Lucas! O lobo mau não apareceu na casa de madeira primeiro não, ele foi na de palha! Primeiro ele derrubou a casa do porquinho mais preguiçoso, lembra?". Rapaz, quando ouço isso, sei que o Pedro não só sacou a sequência da história como tá ajudando o amigo. É nessas horas que solto um sorriso e penso: "Ah, esse entendeu".
Outra situação clássica é quando eles começam a inventar histórias e a coisa flui de um jeito tão engraçado! Tipo assim, a Joana outro dia virou pros colegas e disse: "Vocês sabiam que o dragão do meu sonho mora numa nuvem verde? E ele só come pipoca azul!". Olha, pode até parecer maluquice, mas eu vejo aí uma compreensão da criatividade e da imaginação como parte da construção narrativa. É nesses momentos que você vê o brilho nos olhos das crianças e sabe que estão pegando o jeito.
Mas claro que nem tudo são flores. Os erros mais comuns que vejo com frequência são as confusões de sequência. Tipo o Joãozinho, que adora começar a história pelo fim e volta pro começo só depois. Aí eu entro em ação perguntando: "Joãozinho, mas será que não seria mais legal a gente saber como o herói chegou na caverna antes dele sair dela?". Também tem a Luísa que às vezes esquece algum personagem no meio do caminho. Ela vai contando e do nada aquele personagem importante some. Nesse caso, faço umas perguntas pra ela tipo: "E aí, Luísa? Cadê a princesa? Ela ficou na floresta sozinha?". Isso faz com que eles voltem e pensem na história como um todo.
Com o Matheus e a Clara é um pouco diferente. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades mais dinâmicas pra manter o foco. Então com ele eu utilizo materiais coloridos e músicas que têm conexão com a história. Isso ajuda ele a se engajar mais. Por exemplo, quando estamos trabalhando com fábulas, coloco músicas de fundo e uso figuras grandes dos personagens pra ele mexer e encaixar na sequência certa. Já aconteceu de não funcionar quando tentei usar só leitura em voz alta, porque ele dispersa fácil.
E aí temos a Clara, com TEA. Com ela eu uso imagens sequenciais e histórias sociais adaptadas. As imagens ajudam muito porque ela consegue visualizar cada passo da história. Também faço pausas entre as atividades pra ela processar a informação no tempo dela sem pressão. Ah, e um detalhe: não funcionou quando tentei fazer dramatizações muito barulhentas... percebi que ela prefere momentos mais calmos.
Então é isso aí, pessoal. Cada criança é um universo e a gente vai tentando ajustar as velas conforme o vento muda de direção. O importante é estar atento e aberto pra adaptar as estratégias ao jeito de cada aluno. E vamo que vamo, por hoje é só! Agora quero saber de vocês: como têm trabalhado essas habilidades nas salas de aula? Alguma dica boa? Um abraço pra todo mundo!