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EF01LP19Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Recitar parlendas, quadras, quadrinhas, trava-línguas, com entonação adequada e observando as rimas.

Análise linguística/semiótica (Alfabetização)Produção de texto oral
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, recitar parlendas, quadras, quadrinhas e trava-línguas é um barato com os meninos do 1º ano. Essa habilidade que a BNCC coloca como EF01LP19 é mais do que só fazer os pequenos falarem essas riminhas. Na prática, é sobre eles se soltarem, ganharem confiança pra falar em público, além de perceberem a musicalidade e a brincadeira que a língua portuguesa pode ser. Eles já vêm do Infantil com uma certa noção de repetição e rima por conta das cantigas e brincadeiras de roda que conhecem. Então, o desafio aqui não é só decorar essas coisas, mas fazer isso de um jeito gostoso, entendendo o ritmo e a entonação certa.

Quando o aluno consegue pegar uma parlenda e recitar com confiança, ou quando se diverte tentando acertar um trava-línguas sem tropeçar nas palavras, ele tá aprendendo a brincar com a língua. Isso ajuda na alfabetização porque eles começam a entender que as palavras têm som, têm ritmo e que dá pra se comunicar de forma divertida. É um passo importante pra fluência oral.

Agora, sobre as atividades que eu faço na sala: vamos lá!

Primeira coisa que gosto de fazer é o "Momento da Parlenda". Materiais? Só precisa da folha com as parlendas impressas e, claro, os alunos. Geralmente eu organizo eles em círculo pra ficar todo mundo se vendo, o que dá uma sensação de grupo e ajuda os tímidos a se soltarem. Escolho umas duas ou três parlendas curtas e começo recitando sozinho, mostrando como é a entonação. Depois, eles vão repetindo comigo até pegarem o jeito. Isso leva uns 30 minutos. Na última vez que fizemos isso, o Joãozinho começou tímido, mas depois tava recitando de cor com uma animação! E o mais legal foi ver a Mariazinha corrigindo ele em algumas partes, ela percebeu rapidinho onde tinha erro e ajudou o colega.

Outra atividade é o "Desafio do Trava-Língua". Aqui eu uso cartões com trava-línguas simples. Divido a turma em duplas e cada dupla recebe um cartão. Eles precisam praticar juntos primeiro por uns 10 minutinhos e depois cada um recita pro resto da turma. A reação é sempre engraçada! Da última vez quem roubou a cena foi o Pedro e o Carlos. O Pedro conseguiu falar "O rato roeu a roupa do rei de Roma" direitinho na primeira tentativa! Já o Carlos se enrolou bastante mas no fim das contas todo mundo tava rindo junto dele, inclusive ele mesmo.

Por último, gosto de fazer uma atividade chamada "Quadrinhas Criativas". Aqui eu entrego uma folha em branco pra cada aluno e peço pra desenharem algo relacionado à escola ou ao cotidiano deles (pode ser uma bola, uma fruta, a família). Depois disso, eles têm que criar uma quadrinha baseada no desenho. A ideia aqui é exercitar a criatividade além da memória. Essa atividade leva um pouco mais de tempo, uns 40 minutos no total. A turma adora porque junta desenho com criação de texto. A última vez que fizemos isso foi hilário: o Luiz desenhou um cachorro no parquinho e fez uma quadrinha sobre como ele corria atrás dos passarinhos sem parar. A turma toda ajudou ele a melhorar as rimas.

Essas atividades funcionam bem porque os meninos estão brincando enquanto aprendem. E é incrível ver como eles ficam empolgados quando percebem que conseguem fazer algo novo ou acertar alguma coisa difícil. Sem contar que essas atividades ajudam muito na socialização da turma inteira. Eles aprendem a escutar os colegas e a respeitar o espaço de fala do outro.

Por isso que eu falo: trabalhar com essas habilidades da BNCC não precisa ser um bicho de sete cabeças. Quando você transforma o aprendizado numa brincadeira interessante pros meninos, todo mundo sai ganhando: eles desenvolvem as habilidades necessárias e ainda por cima se divertem pra valer.

Bom gente, espero que essas ideias ajudem vocês aí nas suas turmas também! Qualquer coisa tamo junto aqui no fórum pra compartilhar mais experiências. Até a próxima!

Aí, pessoal, continuando aqui sobre a habilidade EF01LP19, uma coisa que eu gosto de fazer é observar bem os pequenos durante as atividades. Eu sei que eles aprenderam quando vejo eles se ajudando, sabe? Quando um aluno começa a sussurrar a quadrinha pro outro que tá travado ou quando um grupo se junta pra acertar um trava-línguas mais difícil. Por exemplo, teve uma vez que a Carol tava com dificuldade numa parlenda e eu vi o Pedro indo até ela e dizendo "Calma, Carol, é assim ó: 'Corre cutia, na casa da tia...'", e aí ele começou a recitar junto com ela. Naquele momento eu soube que ele não só tinha aprendido, mas tava confiante o suficiente pra ensinar.

Outra vez, eu fiquei ali circulando pela sala enquanto eles tavam trabalhando em duplas e ouvi a Fernanda rindo com a Ana porque erraram o final de um trava-línguas. A Fernanda falou "Ah, não! É 'quem tem boca vai a Roma', não 'vai à soma', Ana!". Essa brincadeira e correção entre eles mostra que entenderam a brincadeira da língua e aquilo já tá soando natural pra eles.

Sobre os erros mais comuns, olha... tem de tudo um pouco. O Lucas, por exemplo, vive trocando partes das quadras. Ele começa certo, mas aí inventa o resto. Tipo, "Batatinha quando nasce... põe ovo na panela". Acontece porque ele tá tão empolgado que acaba misturando com outra cantiga que tá na cabeça dele. Nesse caso, eu costumo parar ele bem na hora e peço pra ele me ajudar a lembrar como é mesmo o final certo. Isso faz ele prestar atenção sem se sentir pressionado.

A Sofia é outra que sempre troca sílabas nos trava-línguas e acaba criando umas palavras meio malucas. Mas é sério: isso é normal e faz parte do processo. Quando rola esses deslizes, eu dou uma risada junto com ela e depois faço uma mini competição pra gente ver quem consegue falar certo mais vezes seguidas. É uma forma de corrigir mas sem aquela cara de bronca ou de pressão.

Agora falando da turma do Matheus e da Clara... Olha, com o Matheus que tem TDAH, eu procuro sempre criar atividades mais dinâmicas. Aquelas em que ele pode se mexer ou gesticular enquanto fala. Às vezes deixo ele ser o "apresentador" das brincadeiras de parlendas. Isso ajuda porque ele se sente importante e focado no papel dele ali na hora. Eu também faço pausas mais frequentes nas atividades longas e deixo ele tomar água ou dar uma volta rápida na sala. Isso diminui a agitação dele e ajuda ele a voltar mais concentrado.

Com a Clara, que tem TEA, eu percebi que ambientes muito barulhentos ou agitados podem ser desafiadores. Então, quando vejo que ela tá começando a ficar sobrecarregada, eu levo ela pra um cantinho da sala onde ela possa ouvir uma versão gravada das parlendas com fones de ouvido. Isso funciona bem porque dá pra ela ir no ritmo dela sem pressão externa. E pras atividades em grupo, eu sempre garanto que ela esteja com colegas que conhecem bem as necessidades dela e já são amigos dela de rotina.

Claro que nem tudo funciona perfeitamente sempre. Tentei uma vez usar vídeos com animações cheias de cores pra incentivar o interesse deles nas parlendas, mas pro Matheus foi um estímulo visual exagerado e ele acabou ficando mais disperso ainda. Com a Clara também não funcionou porque ela ficava presa demais aos detalhes das imagens e se perdia do som. A solução foi voltar pro básico: fones de ouvido com áudio só.

Bom, pessoal, é isso por hoje! Espero ter ajudado aí com essas dicas do dia a dia. Cada turma é um universo próprio e a gente vai ajustando as velas conforme o vento muda. Qualquer coisa tô por aqui pra continuar trocando ideias sobre como tornar nossas aulas cada vez melhores pros nossos pequenos!

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