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EF08LI10Língua Inglesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Reconstruir o texto, com cortes, acréscimos, reformulações e correções, para aprimoramento, edição e publicação final.

Estratégias de escrita: escrita e pós- escritaRevisão de textos com a mediação do professor
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Oi pessoal, tudo bem? Hoje vim falar um pouco sobre como estou trabalhando a habilidade EF08LI10 da BNCC com meus alunos do 8º ano. Pra quem não lembra de cabeça o que é, essa habilidade fala sobre os alunos aprenderem a reconstruir textos, né? Com cortes, acréscimos, essas coisas todas pra deixar o texto redondinho, bonito pra edição e publicação final.

Aí, pensando na prática, é aquele lance de pegar um texto que eles escreveram e ver o que dá pra melhorar. Tipo, se tem alguma parte que tá sobrando ou se falta uma informação importante, se a estrutura tá confusa... E claro, rola também corrigir erros de gramática e vocabulário. Então é meio que revisar o texto por completo. E olha, isso é bem importante pra eles irem pegando confiança e desenvolvendo um olhar crítico sobre o que escrevem. No 7º ano, a galera já começou a ter contato com o básico de escrita em inglês, formando frases simples e se aventurando em pequenos parágrafos. Agora no 8º ano, estamos subindo um pouco o nível, né?

Uma das atividades que faço bastante é a "Revisão em Dupla". Funciona assim: eu primeiro entrego um texto base que eles mesmos escreveram numa atividade anterior. Pode ser uma redação sobre as férias ou uma história inventada qualquer. O material é simples, só papel e caneta mesmo. Eles se juntam em duplas (eu tento sempre variar as duplas pra ninguém ficar confortável demais) e começam a revisar o texto do colega. Ficam ali uns 20 a 30 minutos nessa troca. A ideia é eles darem sugestões de cortes, acréscimos e falar até sobre erros que encontraram. No fim, cada um volta pro seu texto e faz as alterações. Bom, tem uns alunos que no começo ficam receosos de criticar o texto do outro, tipo a Larissa e o João Pedro da última vez. Mas quando pegam a confiança de que não é pra criticar por criticar (é sempre construtivo), eles até gostam da atividade.

Outra coisa que faço é "Oficina de Editores". Nessa atividade eu levo alguns textos de revistas ou sites que estão meio bagunçados — às vezes até invento alguns erros pra incrementar. A turma vira uma redação de jornal. Divido eles em pequenos grupos de 3 ou 4 e dou um tempo de uns 40 minutos pra eles editarem esses textos. Eles precisam identificar onde cortar frases que não fazem sentido, onde adicionar informações relevantes e corrigir gramática. É engraçado ver como uns se empolgam demais, como o Lucas e a Beatriz na última vez, que resolveram reescrever quase tudo do zero! Ficam super animados nessa ideia de serem "editores".

Por fim, faço uma atividade chamada "Leitura Crítica". Essa é mais individual. Cada aluno escolhe um texto de autoria própria — pode ser um diário, uma redação antiga — algo que eles já tenham feito antes. Com esse texto em mãos, eles passam por um checklist que eu entrego com perguntas do tipo: "Essa frase faz sentido?", "Essa ideia tá clara?", "Tem alguma repetição desnecessária?". Eles têm uns 30 minutos pra essa revisão criteriosa e depois compartilham com a turma algo que mudaram no texto após esse processo. E olha só, da última vez o Pedro ficou surpreso quando percebeu quantas vezes tinha usado a mesma palavra num parágrafo só! Foi bacana ver ele se tocando disso.

No geral, essas atividades têm ajudado a turma a se soltar mais na escrita em inglês. É claro que nem tudo são flores; tem dias que rola uma preguiça coletiva ou uns embates sobre quem tá certo na hora de revisar o texto do outro (quem nunca?), mas no fim das contas vejo o progresso neles. Eles começam a pensar mais antes de escrever qualquer coisa e isso já é uma vitória.

Então é isso aí! Se alguém tiver ideias ou sugestões diferentes sobre como trabalhar essa habilidade, tô super aberto pra ouvir. Afinal de contas, aprender juntos é sempre melhor. Abraços!

E aí, pessoal, tudo em cima? Continuando aqui nosso papo sobre a EF08LI10 e como percebo que os alunos realmente aprenderam, sem precisar apelar pras provas formais, né? Olha, uma coisa que faço muito é ficar de olho neles enquanto circulo pela sala. Eu escuto as conversas, vejo como eles interagem uns com os outros. É engraçado, porque às vezes você percebe que um aluno pegou a ideia quando ele tá ajudando o colega a entender. Tipo a Juliana, outro dia. Ela tava explicando pro Lucas como reorganizar as ideias no parágrafo e usou um exemplo do tema do trabalho deles. Fiquei só observando e pensando "ah, essa entendeu!". Quando os meninos conseguem mostrar que entenderam o conceito ao explicar pra alguém, é sinal de que internalizaram mesmo, né?

E o bacana é quando eu vejo eles pegando um texto mais bagunçado e reestruturando de maneira clara. Um dia, o Pedro veio me mostrar um texto revisado e disse: "Professor, olha só! Acho que ficou mais organizado agora." Ele tinha quebrado um parágrafo gigante em dois menores, melhorando a leitura. É nessas horas que eu vejo que eles captaram a essência da habilidade.

Agora, falando sobre os erros mais comuns que o pessoal comete, tem umas mancadas clássicas. Tem uma galera que ainda confunde coesão e coerência. Tipo, o André adora usar conectivos em excesso. Outro dia ele escreveu um texto com "então" e "daí" quase em todas as frases. Aí eu mostrei pra ele como isso pode deixar o texto meio travado, sabe? Expliquei que às vezes menos é mais e dei umas dicas de como variar os conectivos ou até retirar alguns quando não são necessários.

Outra situação comum é a falta de clareza nas informações. A Maria Clara escreveu uma redação sobre um evento que participou, mas deixou de lado detalhes importantes como onde e quando aconteceu. Aí, no feedback, conversamos sobre como essas informações ajudam o leitor a situar melhor o texto. Acho que esses erros acontecem porque os meninos estão tão focados na gramática ou no vocabulário que acabam esquecendo do básico da comunicação.

Aí vem o desafio de lidar com a diversidade na sala de aula. Tenho o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA. Cada um com suas necessidades específicas e é importante ajustar as atividades pra eles também. Com o Matheus, percebi que ele se beneficia muito de atividades mais curtas e segmentadas. Se eu entregar tudo de uma vez, ele se perde fácil. Um dia sugeri pra ele usar um timer no celular pra cada sessão de escrita/revisão e isso ajudou bastante na concentração dele.

Já com a Clara, ela se dá bem quando tem um roteiro visual do que precisa fazer. Então costumo entregar pra ela esquemas ou mapas mentais das etapas da atividade. Uma vez fizemos juntos esse tipo de esquema usando cartolina e canetas coloridas; foi uma mão na roda! Mas descobri também que ela fica meio desconfortável com mudanças repentinas no planejamento, então sempre aviso antes qualquer modificação.

Acho importante também ter materiais diferenciados pra eles. Pro Matheus uso bastante áudio-livros e vídeos curtos pra engajar a atenção dele antes da escrita. Com a Clara, materiais visuais são essenciais. E opa! Quase esqueci! Uma coisa que testei e não funcionou muito bem foi tentar misturar os dois em grupos grandes pra debates. Percebi que eles se perdiam um pouco na dinâmica do grupo maior e preferi voltar aos pares ou trios.

Bom, pessoal, vou ficando por aqui! Espero que essas experiências ajudem vocês também nas suas salas de aula. Compartilhem as histórias de vocês também! Sempre bom saber como cada um conduz as suas turmas, né? Até a próxima!

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