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EF06LI17Língua Inglesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Construir repertório lexical relativo a temas familiares (escola, família, rotina diária, atividades de lazer, esportes, entre outros).

Estudo do léxicoConstrução de repertório lexical
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF06LI17 da BNCC, que é sobre construir repertório lexical relativo a temas familiares, é uma coisa que parece meio complicada no papel, mas na prática é bem mais simples. É como ajudar os alunos a criarem um vocabulário básico em inglês sobre coisas que eles já conhecem do dia a dia deles. A ideia é que eles consigam falar sobre escola, família, o que fazem nas horas vagas, esportes e por aí vai. Não é nada de outro mundo, é só fazer com que eles se sintam confortáveis em falar sobre essas coisas, mas agora em inglês. Então, a gente pega o que eles já sabem do 5º ano, que é geralmente um vocabulário básico bem misturado de português e inglês, e começa a ampliar isso. O aluno precisa conseguir, por exemplo, descrever a rotina dele em inglês ou contar sobre um esporte que gosta de praticar.

Bom, vou contar três atividades que faço na minha sala pra trabalhar isso. Primeiro de tudo: na prática mesmo, não tem muito segredo. Um exemplo clássico aqui é a atividade dos "flashcards". Eu preparo uns cartões simples com imagens de coisas do dia a dia dos meninos: um cartão com uma bola de futebol, outro com um lápis, outro com uma família e por aí vai. Aí eu organizo a turma em duplas ou trios e dou um tempo pra cada grupo tentar adivinhar o nome daquilo em inglês. Pode parecer bobo, mas faz uma diferença danada! Eu lembro na última vez que fizemos isso, a Maria e o João estavam juntos e começaram a discutir sobre como lápis seria "pencil", mas discordavam da pronúncia. Virou uma confusão divertida e o resto da turma entrou na conversa tentando ajudar.

Outra atividade que faz sucesso é a "roda das rotinas". Aqui eu peço pra cada aluno trazer uma imagem ou objeto que represente algo da rotina deles - pode ser uma foto do café da manhã ou um par de tênis pra quem gosta de correr. Aí fazemos uma roda e cada um fala sobre aquilo pro grupo todo em inglês. Dura umas duas aulas essa atividade porque eu gosto de dar tempo pra todo mundo participar sem pressa. Quando o Pedro trouxe uma foto do cachorro dele pulando no quintal e tentou contar que leva ele pra passear todo dia antes da escola, foi engraçado porque ele confundiu "walk" com "work" e disse que "trabalhava" com o cachorro toda manhã! A turma caiu na risada, mas depois ajudaram ele a corrigir.

A terceira atividade que faço é o "jogo dos esportes", que é bem simples também. Eu levo umas revistas velhas de esporte e peço pra turma recortar figuras de esportes que eles se identificam ou gostariam de praticar. Depois eles têm que montar um cartaz e apresentar pros colegas dizendo qual esporte escolheram e por quê - tudo em inglês. Isso leva umas três aulas porque tem o tempo de recorte, montagem e apresentação. Da última vez que fizemos, o Lucas escolheu basquete, mas ficou envergonhado na hora de falar em inglês. Só que o legal foi ver a Ana ajudando ele com as palavras certas no meio da apresentação - tipo uma mini equipe ali sabe? E no fim ele ficou super motivado pra tentar falar mais.

E olha, todas essas atividades são feitas com materiais super básicos mesmo - papelão, revistas velhas, canetinhas. Não precisa de nada sofisticado pra fazer os meninos aprenderem e se interessarem mais pelo vocabulário. Tento sempre dar espaço pra eles errarem sem medo e corrigirem uns aos outros também. Na prática acho importante mostrar pra eles que aprender uma língua nova é errar e acertar junto, principalmente quando estão começando ainda no 6º ano.

E aí é isso pessoal! Espero que essas ideias ajudem quem tá tentando pensar em como trabalhar essa habilidade na sala de aula. O negócio é tornar tudo o mais interessante possível usando as coisas que os meninos já conhecem e gostam no dia a dia deles. Qualquer dúvida ou sugestão nova tô sempre por aqui!

a base do vocabulário deles, e vamos expandindo. Tipo assim, eu tenho umas atividades favoritas que são aquelas que envolvem música, jogos e até umas dramatizações. Os meninos adoram e entram na brincadeira, e isso deixa tudo mais leve e divertido.

Agora, como é que eu percebo que eles realmente aprenderam sem fazer aquelas provas formais? Olha, é muito do dia a dia mesmo. Sabe quando você tá circulando pela sala enquanto eles estão fazendo um exercício em duplas ou grupos? Aí você ouve uns papos e vê que eles estão usando as palavras certas no contexto certo. É tipo música pros meus ouvidos quando a Ana vira pro João e fala “How do you say...?” e o João responde certinho, sem gaguejar. Ou quando eu vejo a Jéssica explicando pra Maria a diferença entre "he" e "she" com uma facilidade que eu sei que não tinha lá no começo do semestre.

Teve uma vez que eu peguei o Pedro explicando pro Thiago como fazer uma frase usando “like” e “don’t like”. O Thiago tava meio perdido e o Pedro solta: “It’s like when you say ‘I like soccer’ or ‘I don’t like homework’”. Na hora eu pensei: “Ahá! Esse entendeu!” Porque ele pegou o conceito e conseguiu passar pro amigo de um jeito que fez sentido. E isso é muito mais valioso do que acertar todas as questões de uma prova.

Agora, os erros mais comuns... Ah, esses são inevitáveis e fazem parte do aprendizado. Um dos erros mais frequentes é a troca de “his” por “her” ou esquecer de usar “does” nas perguntas, tipo aquela vez que a Camila perguntou “He like chocolate?” em vez de “Does he like chocolate?” Acontece porque na pressa de querer falar logo, eles acabam pulando umas partes gramaticas importantes. Quando pego isso no ar, tento sempre corrigir na hora, mas de um jeito positivo. Digo algo como: “Ah, quase! Mas lembra que pra perguntar você precisa do 'does' ali no meio?”. E eles vão pegando com o tempo.

Agora falando sobre o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA. Bom, pra lidar com o Matheus eu costumo fazer algumas adaptações nas atividades pra manter ele engajado. Ele se distrai fácil, então as atividades precisam ser bem dinâmicas e curtas. Jogos rápidos funcionam super bem com ele. Teve uma vez que fiz um jogo de cartas com imagens e palavras em inglês que ele adorou. Já tentei atividades só de ouvir e repetir, mas não deu certo porque ele perde o interesse rapidinho.

Com a Clara, as coisas são um pouco diferentes porque ela tem TEA e cada dia é diferente pra ela. O que faço é tentar ter sempre algum tipo de recurso visual à mão. Uso muitos desenhos e cartões com imagens pra ajudar na compreensão. Teve uma atividade em que todos tinham que descrever um animal em inglês só falando, mas pra Clara eu preparei cartões com figuras dos animais junto com palavras-chave, como “tail”, “fur”, “wings”. Isso ajuda ela a se conectar melhor com o conteúdo e participar junto com a turma.

Uma coisa que não funcionou foi tentar usar vídeos muito longos como recurso visual. A Clara perdeu o foco no meio e ficou inquieta. Então aprendi que precisa ser tudo mais direto ao ponto. E quanto à organização do tempo, procuro dividir as aulas em blocos menores pra dar pausas regulares.

É claro que tem dias que nada parece funcionar direito pra todo mundo, mas faz parte do desafio de ensinar numa sala tão diversa. No fim, o importante é ir ajustando conforme vejo o que tá rolando bem ou não.

Bom, pessoal, acho que é isso por hoje. Tô curioso pra saber como vocês lidam com essas situações aí nas suas escolas também. E se tiverem dicas novas pra acalmar os ânimos nos dias mais agitados ou ideias de atividades diferentes, tô todo ouvidos! Até a próxima conversa!

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