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EF06LI04Língua Inglesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Reconhecer, com o apoio de palavras cognatas e pistas do contexto discursivo, o assunto e as informações principais em textos orais sobre temas familiares.

Compreensão oralEstratégias de compreensão de textos orais: palavras cognatas e pistas do contexto discursivo
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF06LI04 da BNCC, na prática, é ajudar os meninos a entenderem a mensagem principal de um texto oral em inglês. Mas não é só escutar por escutar, tem que pegar aquelas palavrinhas que parecem com o português, as famosas cognatas, e também usar o que a gente chama de pistas do contexto. É tipo quando você tá vendo um filme sem legenda e consegue sacar que o cara tá bravo só pelo tom de voz e pelas expressões. Não precisa saber de cor todas as palavras, mas entender o básico do que tá rolando. E o bacana é que no 5º ano eles já começam a ter contato com algumas palavrinhas em inglês, então a gente só dá aquela aprofundada.

Agora, vou contar como eu faço aqui na minha sala do 6º ano. Eu gosto de começar com uma atividade que chamo de "ouvido esperto". Pego uns áudios curtos e simples, tipo diálogos de cumprimentos ou apresentações pessoais, aqueles bem básicos mesmo. Uso um aplicativo de áudio no celular que tem umas coisinhas já prontas e vai direto ao ponto. Primeiro ouço com eles e dou aquela explicação rápida sobre o que são palavras cognatas, tipo "family", "name", "telephone", coisas assim. A turma geralmente fica em duplas pra discutir o que entenderam e depois a gente faz uma roda de conversa pra trocar ideia sobre o áudio. Essa atividade demora uns 20 minutos e eles costumam reagir bem, ficam curiosos pra saber se acertaram as suposições. Na última vez que fiz isso, o João e o Lucas ficaram empolgados porque reconheceram várias palavras e até começaram a associar outras pelo contexto, tipo "school" e "teacher".

Outra atividade que faço é chamada "conversa em cadeia". Funciona assim: divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos. Digo pra eles que cada grupo vai criar uma historinha curta usando umas palavrinhas cognatas que passo pra eles. Aí cada grupo faz como se fosse uma apresentação pros outros grupos, mas só orais. Os outros grupos têm que tentar entender o máximo possível da história usando as pistas contextuais e as palavras cognatas. Isso leva uns 30 minutos porque eles precisam de tempo pra se organizar e depois apresentar. Da última vez, a Ana e a Maria conseguiram montar uma historinha engraçada sobre "doctor" e "hospital" usando expressões faciais hilárias pra dar o tom da narrativa. A galera toda caiu na risada, mas entenderam bem do que se tratava.

A terceira atividade é mais uma brincadeira chamada “detetive das palavras”, onde uso um vídeo curto de 2 ou 3 minutos em inglês com legendas em inglês também – normalmente pego uns clipes de desenhos animados que a turma conhece – e pauso em partes específicas pra discutir o que tá acontecendo. As legendas ajudam na identificação das palavras cognatas enquanto as imagens e expressões ajudam nas pistas contextuais. A turma fica dividida em dois grupos grandes e cada grupo faz anotações sobre o que entende de cada parte do vídeo. No final, reúnem as ideias pra criar um resumo do vídeo. Esse processo todo leva uns 40 minutos. Na última vez que fizemos isso, foi engraçado porque a turma da Júlia pegou um detalhe no vídeo que ninguém mais tinha notado e isso fez toda diferença pro entendimento geral do tema.

Eu percebo que os alunos ficam mais confiantes ao longo do tempo quando percebem que conseguem entender um bocado só prestando atenção nessas dicas simples. No começo alguns ficam meio perdidinhos, mas depois vão pegando jeito. Tipo o Pedro, que vivia dizendo "não entendi nada, professor", agora tá sempre levantando a mão pra dar palpite nas discussões.

Aí é isso, galera! Essas atividades não precisam de muito material nem preparamento complicado, dá pra fazer com coisas simples do dia a dia e ainda rende boas risadas com os alunos. E vocês, como têm trabalhado essa habilidade na sala? Espero ter ajudado com essas ideias! Abraço!

Uma das partes mais gratificantes de ser professor é quando você começa a perceber que o aluno tá pegando o jeito das coisas, tá entendendo mesmo. E olha, não tô falando de aplicar prova não. A gente tem que ficar bem atento ao dia a dia na sala de aula. É na hora que você tá circulando pelo meio da sala, ouvindo as conversas entre eles, que você vê quem tá entendendo ou não.

Por exemplo, tem vez que tô passando pelo corredor entre as carteiras e escuto a Maria explicando pro João o que uma música que a gente ouviu na aula queria dizer. Ela fala com tanta confiança, tipo “ah, nessa parte ele fala sobre amor porque usa a palavra love e dá pra perceber que é uma coisa boa pelo jeito que ele canta”. Aí você pensa “ah, essa entendeu”. E é nesse tipo de troca que eu vejo o quanto eles estão absorvendo.

Já teve vez também de eu perceber um aluno pegando o jeito só de ver a reação dele ao ouvir uma piadinha ou frase engraçada em inglês. Teve um dia que eu soltei uma expressão em inglês durante a explicação e vi o Lucas rindo antes dos outros. Ele tinha entendido o trocadilho antes dos colegas. Esses momentos são ouro.

Mas claro que nem tudo são flores, né? Erros comuns acontecem e fazem parte do aprendizado. Os alunos muitas vezes confundem palavras que são parecidas no inglês e português mas têm significados diferentes, os chamados falsos cognatos. O Pedro, por exemplo, sempre acha que "embarrassed" significa "embaraçado", como em "enrolado", aí dá umas risadas achando que todo mundo se embaraçou numa situação. Quando pego esse erro na hora, chamo ele e explico rapidinho como “embarrassed” é mais próximo de “envergonhado”. Esse tipo de correção é importante fazer no momento pra evitar que a confusão se solidifique.

Outra coisa comum é eles se prenderem demais em traduzir palavra por palavra sem tentar entender o contexto geral da frase. É tipo quando a Júlia tava tentando traduzir um trecho de um diálogo e empacou porque não sabia uma palavra específica. Aí eu mostrei pra ela como podia entender a frase pelo tom e pelas outras palavras conhecidas, sem precisar saber aquela palavra exata.

Com o Matheus, que tem TDAH, eu tento sempre fazer atividades mais dinâmicas e curtas pra manter a atenção dele. Tipo assim, em vez de uma atividade longa ouvindo áudio, transformo em pequenos trechos seguidos de perguntas rápidas ou atividades práticas. Teve dia em que pedi pra ele levantar e representar alguma emoção ou ação que acontecia na história, isso ajudou ele a se concentrar no principal sem desviar tanto.

A Clara, que tem TEA, é cheia de particularidades que eu preciso respeitar. Com ela, tento sempre dar instruções muito claras e diretas e uso bastante material visual. Na aula sobre partes do corpo em inglês, por exemplo, usei bonecos e imagens grandes com etiquetas mostrando cada parte. Isso ajudou ela a visualizar melhor o que estava sendo dito. Outra coisa é dar um tempinho extra pra ela processar as informações sem pressão.

Bom, essas estratégias nem sempre funcionam com todo mundo e às vezes é tentativa e erro mesmo até achar o que encaixa melhor pra cada aluno. Tem vez que uma ideia brilhante na teoria não funciona na prática e aí é ajustar e tentar de novo.

Aí gente, é isso! Cada dia é um desafio diferente e é essa troca com os alunos no dia a dia que faz tudo valer a pena. Espero ter ajudado compartilhando um pouco do meu jeito de trabalhar essas habilidades na sala de aula. Vamos nos falando, tô aqui pra trocar mais ideias se precisarem! Abraço!

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