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EF06LI03Língua Inglesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Solicitar esclarecimentos em língua inglesa sobre o que não entendeu e o significado de palavras ou expressões desconhecidas.

Interação discursivaFunções e usos da língua inglesa em sala de aula (Classroom language)
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Ah, a habilidade EF06LI03 da BNCC é um ponto interessante de trabalhar com os meninos do 6º ano. Basicamente, a gente tá falando de ajudar eles a pedirem ajuda, tipo quando não entendem uma palavra ou expressão em inglês. É aquela coisa de criar um ambiente seguro pra eles perguntarem sem medo, sabe? Eles precisam se sentir à vontade pra dizer "Teacher, what does this mean?" ou "Can you explain again, please?". Na prática, é isso: ensinar os alunos a se comunicarem quando não entendem algo e a buscarem clareza nas coisas que tão aprendendo. Isso é uma continuação do que eles já veem nos anos anteriores, onde começam a reconhecer palavras e pequenas frases em inglês. Agora, no 6º ano, a gente tá subindo o nível e incentivando eles a participarem mais ativamente.

Bom, uma das atividades que faço é o "Caça ao Tesouro de Palavras". Usamos material bem simples: cartõezinhos com palavras ou frases em inglês que podem ser um pouco mais complicadas ou novas pra eles. Divido a turma em pequenos grupos de quatro. Distribuo os cartões pela sala e cada grupo precisa encontrar um número determinado de cartões. Só que pra validar o achado, eles têm que me pedir esclarecimento sobre o que pegaram. Tipo assim: "Teacher, what does 'enormous' mean?". Além de ajudar na habilidade específica, isso também dá uma movimentada na aula e trabalha colaboração. A última vez que fizemos isso foi bem engraçada porque o Pedro encontrou um cartão com a palavra "peculiar" e ele chegou todo curioso: "Teacher, is this like 'popular'?". Aí rolou uma boa explicação ali mesmo.

Outra atividade que gosto muito é a "Roda de Conversa". Eu uso um texto curto, simples, mas que tenha algumas palavras desafiadoras. Eles leem e depois nos juntamos em círculo pra discutir. Com isso eu faço eles pedirem esclarecimentos sobre o texto e as palavras incômodas. Dura uns 20 minutos e normalmente acontece uma vez por semana. Numa dessas rodas, a Júlia perguntou sobre a expressão "out of the blue". Foi aí que percebi como essa expressão confundia muitos deles e aproveitei pra explicar usando exemplos do dia-a-dia deles. A turma adora essa atividade porque podem compartilhar as dúvidas e perceber que não estão sozinhos nas dificuldades.

A terceira atividade é o "Desafio do Dicionário Visual". Pra essa eu uso um dicionário ilustrado ou imagens projetadas no quadro. Cada aluno escolhe uma imagem e tenta descrever em inglês o que vê. Eles têm que perguntar sobre as palavras que não conhecem na descrição, tipo assim: "How do I say 'montanha' in English?". Normalmente faço isso no final da aula como uma atividade mais leve e descontraída. Da última vez o Lucas tentou descrever uma imagem de um castelo medieval e ficou muito confuso com "moat". Ele perguntou "Como fala esse rio ao redor do castelo?". Eles sempre ficam animados com esse tipo de descoberta.

O importante é que em todas essas atividades os meninos percebam que perguntar faz parte do aprendizado. E olha, de início alguns ficam meio tímidos, mas com o tempo vão se soltando. Isso tá ligado diretamente ao clima da sala de aula, onde eu sempre tento reforçar que todo mundo tá ali pra aprender junto e ninguém vai ser julgado por não saber alguma coisa.

Essas práticas também ajudam os alunos a desenvolver outras habilidades como atenção ao detalhe e a construção de vocabulário ativo e passivo — aquele que eles usam ativamente e aquele que reconhecem quando veem ou ouvem. No começo pode parecer meio desafiador pros meninos porque até então muitos deles estavam acostumados só a receber informações sem questionar. Mas à medida que vão se acostumando a perguntar sobre o que não entendem, você vê claramente como vão ganhando confiança.

No fim das contas, trabalhar essa habilidade é preparar os alunos pra vida toda, né? Porque saber perguntar é essencial em qualquer língua e em qualquer situação da vida. E vamos combinar: é sempre bom ver a evolução deles ao longo do tempo. Quando chegam no final do ano letivo mais seguros em pedir ajuda e mais confortáveis em usar o inglês dentro da sala de aula, aí sim sinto que estou no caminho certo com essa turma.

É isso aí galera! Espero ter ajudado com algumas ideias práticas pra vocês também trabalharem nas suas salas de aula! Se tiverem outras dicas ou experiências diferentes, bora compartilhar! Até mais!

Olha, perceber que os meninos aprenderam sem fazer prova formal é um desafio, mas é também a parte mais gratificante. No dia a dia, dá pra ver quando eles realmente entenderam o que tá rolando. Tipo, quando eu tô circulando pela sala e noto que eles tão usando aquelas expressões que a gente discutiu em aula sem nem perceber. A Luana, por exemplo, outro dia tava ajudando o Pedro com uma atividade e soltou um "Can you repeat, please?" quando ele falou uma coisa meio embolada. Isso é um sinal claro de que ela internalizou a habilidade de pedir ajuda em inglês. Também presto muita atenção nas conversas entre eles. É engraçado como às vezes, sem querer, eles começam a usar inglês entre si pra brincar ou até mesmo pra resolver pequenos conflitos. Se eu vejo que eles tão confortáveis usando essas frases em contextos fora das atividades formais, já é um bom indicativo de que entenderam.

Outra coisa que faço é observar quando um aluno explica pro outro. Tipo a Júlia, que tava se esforçando pra entender um texto e virou pro Gustavo e disse: "I don't understand. Do you?" E aí o Gustavo começou a explicar pra ela de uma forma super paciente. Ver essa troca entre eles é maravilhoso porque não só mostra que tão assimilando o conteúdo, mas também que tão colaborando entre si, o que é super importante.

Agora, os erros mais comuns... Ah, sempre tem né? O João, por exemplo, tem mania de trocar "please" por "pleasure" e acaba falando "Can you repeat, pleasure?" - é engraçado, mas ao mesmo tempo mostra que ele ainda tá processando as palavras em inglês. Isso acontece porque ele tá tentando fazer uma conexão entre palavras parecidas e isso é normal no processo de aprendizagem. Quando pego isso na hora, costumo repetir a frase certa e encorajar ele a tentar de novo: “João, tenta com ‘please’ dessa vez.”

Outra situação é quando a Maria tenta usar "what does..." pra tudo: "What does the time?" em vez de "What time is it?" Isso é porque ela associou o início da pergunta com o padrão certo mas ainda não sacou como aplicar em todas as situações. Quando rola isso, eu costumo parar e explicar rapidinho: “Maria, essa pergunta aqui pede assim…” E dou uns exemplos diferentes pra ela praticar ali mesmo.

Sobre lidar com o Matheus, que tem TDAH, a coisa é um pouco diferente. Ele precisa de estímulos visuais e auditivos variados pra manter o foco. Adoro usar cartões coloridos com ele e também áudios curtos que ajudam na compreensão sem serem cansativos. Dividir as atividades em partes menores sempre funciona melhor; assim ele consegue ir completando aos poucos sem se sentir sobrecarregado. Uma coisa que não deu certo foi tentar fazer ele anotar tudo no caderno como os outros – ele se perdia fácil nas anotações longas.

Já com a Clara, que tem TEA, o approach é mais focado na rotina e previsibilidade. Eu sempre aviso antes qualquer mudança na aula ou atividade diferente do habitual. Ela responde super bem a isso. Além disso, usar imagens junto das palavras ajuda bastante para ela visualizar melhor o conteúdo. Lembro que no início tentei fazer algumas atividades mais livres mas vi logo que ela precisava de um pouco mais de estrutura e orientação para se sentir segura.

Bom, galera, acho que é isso! Trabalhar essas habilidades na turma do 6º ano é sempre desafiador mas ao mesmo tempo uma satisfação enorme quando vemos os avanços dos meninos. Espero ter dado umas ideias interessantes aí pra vocês testarem com as turmas de vocês também.

Um abraço e até mais!

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