Olha, essa habilidade EF06LI05 da BNCC, a gente precisa descomplicar e pensar na prática. A ideia é que os alunos do 6º ano consigam usar o inglês pra falar deles mesmos e dos outros, sabe? Tipo, eles têm que conseguir dizer de onde são, o que gostam de fazer, coisas que curtem ou não curtem, e como é a rotina deles. É meio aquela conversa básica que a gente tem quando tá conhecendo alguém. E isso tá muito ligado com o que eles já viram no 5º ano, onde começaram a aprender a falar sobre coisas simples no presente, tipo "I like...", "I don't like...". Agora, a gente aprofunda um pouco mais e coloca em prática.
Primeira coisa que faço é uma atividade chamada "Meet and Greet". Pra isso, eu uso cartões simples, com perguntas básicas em inglês, tipo "What's your name?", "Where are you from?", "What do you like to do?". Eu começo organizando a sala em duplas. Cada aluno recebe um cartão com perguntas e outro cartão em branco pra anotar as respostas do colega. Essa atividade leva uns 20 minutos. Os meninos ficam andando pela sala e vão trocando de dupla cada vez que termino uma música que coloco pra tocar. Isso dá um clima mais leve e faz eles se sentirem como se estivessem num evento social mesmo. Na última vez que fizemos isso, a Ana Clara e o João Pedro ficaram super envolvidos. A Ana Clara começou tímida, mas no fim já estava perguntando e respondendo sem medo. O João Pedro sempre foi mais falante e ajudava os coleguinhas que estavam com dificuldade. Ver essa interação é gratificante.
Outra atividade que faço é o "Daily Routine Chart". Nessa, eu dou uma folha de papel com um gráfico de horários básicos do dia: manhã, tarde e noite. Os alunos precisam preencher com atividades comuns de suas rotinas usando verbos em inglês. Coisas simples como "I wake up", "I go to school", "I play soccer". Depois, eles trabalham em grupos de quatro, compartilhando suas rotinas e percebendo semelhanças e diferenças entre as rotinas deles e a dos colegas. Essa atividade leva uns 40 minutos porque depois que os grupos discutem entre eles, a gente faz um momento de apresentação para o restante da turma. Na última vez que fizemos isso, teve uma situação engraçada: o Miguel disse que "I eat pizza in the morning" e todo mundo caiu na risada, porque ele quis dizer que tomava café da manhã cedo demais! A galera se diverte e isso tira o peso de aprender o idioma.
E tem também a atividade "Favorite Things Collage". Para essa, os alunos trazem revistas velhas ou fotos impressas de casa. Eles têm que montar um cartaz com imagens que representam coisas que gostam - comida, lugares, esportes - e depois apresentar pra turma em inglês. Eu organizo a turma em pequenos grupos pra montagem dos cartazes e depois cada um apresenta individualmente pra sala toda. Isso leva mais tempo, geralmente uma aula inteira de 50 minutos. Os meninos adoram essa atividade porque podem mexer com arte e criatividade acalmando um pouco o espírito deles. Na última vez que fizemos isso, a Mariana ficou toda empolgada mostrando fotos de praia e dizendo "I love the beach!" com um sorriso de ponta a ponta. Os colegas fizeram perguntas sobre as imagens dos outros grupos também, tipo "What is this?" ou "Do you like dogs too?", então rola um bate-papo bem legal.
Aí você vê como essas atividades não só trabalham aquela habilidade ali da BNCC mas também dão espaço pros alunos serem eles mesmos de forma divertida e interativa. Eles melhoram o vocabulário aos poucos e vão ficando mais confiantes pra falar em inglês. E é engraçado como essas conversas simples sobre gostos e rotinas acabam unindo mais a turma. No meu ver, é assim que a gente consegue engajar os alunos de forma verdadeira no aprendizado da língua inglesa.
E é isso aí. Se alguém tiver mais dicas ou quiser trocar umas ideias sobre outras atividades legais pra trabalhar essa habilidade na sala de aula, tô por aqui! Vamos continuar nessa luta boa de ensinar pros nossos meninos com amor e dedicação!
Continuando o papo sobre a habilidade EF06LI05, eu fico sempre de olho na turma pra ver se estão pegando o jeito, sem precisar recorrer àquela prova formal que a gente tá acostumado. Aí você pode se perguntar: "Mas como, professor?" Então, vou te contar. Durante as aulas, enquanto a galera tá fazendo as atividades que eu passei, eu sempre dou uma circulada pela sala. É incrível como você percebe um monte de coisa só observando e ouvindo o que eles conversam entre eles.
Por exemplo, teve uma vez que eu tava passando entre as mesas e ouvi o João e a Paula conversando em inglês sobre os desenhos que eles gostam de assistir. João falando: "I like cartoons because they are funny. What about you, Paula?" E aí a Paula responde: "I like action movies, but I don't like horror movies." Na hora que ouvi isso, pensei: "Opa, eles tão pegando a manha!" Porque, olha só, eles não só estavam entendendo o que o outro dizia, mas também se expressando de forma natural sobre o que gostam e não gostam. É esse tipo de interação que me mostra que os alunos estão indo bem.
Outro exemplo foi num dia em que pedi pra eles trabalharem em duplas e escreverem uma pequena apresentação sobre um amigo. Eu vi a Mariana explicando pro Lucas como usar o verbo "to be" nas frases: "Lucas, você tem que colocar 'is' pra ele ou ela, tipo 'Ana is my friend'." Ela tava tão segura de si e ajudando o colega, que é uma baita evidência de aprendizagem.
Agora, claro que nem tudo são flores né? Sempre tem aqueles erros comuns que aparecem. Um erro bem frequente é na hora de formar frases negativas ou interrogativas. A Julia um dia escreveu: "He don't like pizza," e aí eu tive que chegar junto pra corrigir: "Julia, lembra do 'doesn't'? Não esquece que 'he' pede 'does' nas negativas." A confusão geralmente rola porque a língua portuguesa é diferente nesse sentido e é normal eles misturarem as bolas no início. Quando pego esses erros na hora, procuro explicar ali mesmo com exemplos do dia a dia deles. Faço tipo assim: "Pensa na frase 'Ele não gosta de pizza' e compara com 'He doesn't like pizza', viu como muda?"
Outra dificuldade é com a terceira pessoa do singular. Tem o clássico: "She walk to school every day" em vez de "She walks to school every day." E olha, isso acontece direto! O Pedro errou numa atividade, aí expliquei pra ele que é igual quando a gente conjuga um verbo em português e muda no singular: "Ela anda" em vez de "Ela andar."
Falando agora do Matheus, que tem TDAH, e da Clara, com TEA. Com o Matheus, eu sempre procuro deixar as atividades mais curtas e dividir as tarefas em partes menores. Ele tem dificuldade de manter o foco por muito tempo numa coisa só. Então, quando é uma atividade escrita mais longa, divido em blocos menores e dou um intervalo entre cada parte. Uso também cartões com imagens pra ele associar palavras e conceitos ao visual; isso ajuda demais!
Com a Clara, é um pouco diferente. Ela responde bem a rotinas estruturadas e previsíveis. Eu aviso antecipadamente quando vamos mudar de atividade ou quando algo diferente vai acontecer na aula. Além disso, uso bastante material visual com ela também - imagens grandes e coloridas funcionam bem. Uma vez tentei usar áudios durante a aula como recurso extra pra turma toda, mas percebi que isso não tava legal pra Clara; ela ficou meio desconfortável. Aprendi então que com ela menos é mais: manter as coisas simples e claras.
Bom pessoal, podia ficar aqui conversando horas sobre isso porque é um tema riquíssimo! Mas agora vou deixar vocês aqui com essas histórias e dicas do nosso dia a dia na sala de aula. Espero ter ajudado a dar umas ideias ou pelo menos ter contado algo novo pra vocês pensarem. E se alguém tiver mais dicas ou quiser compartilhar suas experiências com essa habilidade (ou qualquer outra), vou adorar ouvir! Um abraço pra todo mundo!