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EF06LI12Língua Inglesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Interessar-se pelo texto lido, compartilhando suas ideias sobre o que o texto informa/comunica.

Atitudes e disposições favoráveis do leitorPartilha de leitura, com mediação do professor
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF06LI12 da BNCC, do jeito que eu entendo, é sobre despertar nos meninos aquela curiosidade natural por saber mais sobre o mundo por meio da leitura. É tipo quando a gente lê um livro ou artigo e fica com vontade de comentar com alguém, sabe? É isso que quero que os alunos façam: leiam um texto em inglês e tenham vontade de compartilhar suas ideias e o que entenderam com a galera. O desafio aqui é eles se interessarem de fato pelo texto lido e conseguirem expressar suas opiniões, mesmo que simples, sobre o que o texto comunica.

Na prática, o aluno precisa ser capaz de pegar um texto em inglês, ler e ter alguma reação a ele. Pode ser uma opinião, uma dúvida ou uma curiosidade. E não precisa ser um texto super complexo. Às vezes, uma música ou uma tirinha já faz o serviço. E aí vem a parte de compartilhar: eles têm que conseguir contar pros colegas o que acharam interessante ou até mesmo o que não entenderam direito. Isso ajuda numa troca rica e até em aprender uns com os outros. Essa habilidade se conecta muito com o que eles já sabem da série anterior, porque no 5º ano eles começam a trabalhar com textos simples em inglês, mas muitas vezes ainda não têm a confiança de compartilhar suas impressões.

Bom, agora deixa eu contar como faço isso na minha turma do 6º ano. Tenho três atividades que gosto muito de usar.

A primeira é a roda de leitura dos quadrinhos do Calvin e Haroldo. Eu trago umas tirinhas impressas (coisa simples mesmo, preto e branco) e cada aluno ganha uma diferente. Aí dou uns 15 minutos pra eles lerem (é texto curto), fazerem anotações do que entenderam ou querem perguntar. Depois, sentamos em círculo e cada um compartilha seu quadrinho e suas impressões. Tem sempre aquele aluno mais tímido, mas aí a gente faz perguntas diretas e a galera ajuda bastante. Da última vez que fizemos essa atividade, a Maria Clara estava super envergonhada no começo, mas quando comentou sobre como achou engraçado o Calvin tentando enganar o Haroldo pra não fazer lição de casa, todo mundo riu junto e ela ficou bem mais à vontade.

A segunda atividade é a "Música do Dia". Escolho uma música popular em inglês (dentro do vocabulário deles) e imprimo a letra com algumas palavras faltando pra eles preencherem enquanto escutam. Uso umas quatro músicas por semestre pra não enjoar. Aí escutamos juntos umas duas ou três vezes e depois discutimos em pequenos grupos (tipo grupos de quatro). Eles têm uns 20 minutos pra conversar sobre o que entenderam da letra, que partes gostaram mais ou se ficaram com alguma dúvida. Da última vez escolhi "Imagine" do John Lennon e foi ótimo ver como o Lucas ficou empolgado em explicar pros colegas o que ele achava que era "um mundo sem fronteiras". A turma toda embarcou na discussão, foi bem bacana.

A terceira atividade é um projeto chamado "Livro da Semana". Cada semana eu escolho um livro infantil curto em inglês (acho uns bem legais online) e levo pra sala. Durante uns 30 minutos no início da semana, faço uma leitura expressiva pra eles (com direito a caras e bocas). Depois disso, durante as aulas da semana, eles têm tempo livre pra relerem sozinhos ou em dupla. Na sexta-feira, fazemos uma roda de conversa sobre o livro, onde cada um pode falar sobre o que mais gostou ou até mesmo fazer críticas. Na última vez que fizemos isso com "Where the Wild Things Are", o João Pedro foi todo animado falar sobre como ele gostaria de ter monstros gigantes amigos como no livro. As ideias deles me surpreendem sempre!

E olha só, essas atividades podem parecer simples mas fazem toda diferença. Os meninos se sentem mais confiantes pra falar em inglês quando têm algo interessante pra compartilhar. A troca entre eles também é super importante: quando um aluno explica algo pro outro usando as próprias palavras, isso reforça muito o aprendizado de ambos.

Enfim, trabalhar essa habilidade é criar um ambiente onde os alunos se sintam seguros pra explorar textos em inglês sem medo de errar ao expressar suas ideias. Com atividades dinâmicas e materiais que despertem interesse real deles, vejo cada dia mais alunos engajados e participativos nas nossas rodas de conversa. É isso que faz valer a pena essa jornada do ensino!

Na prática, o aluno precisa ser capaz de pegar um texto em inglês e, no meio das palavras que ele entende e aquelas que ele não conhece, conseguir capturar a ideia central e comunicar isso de uma forma que faça sentido. E olha, dá pra perceber quando eles entendem mesmo sem aplicar uma prova formal. Quando tô circulando pela sala, prestando atenção nas conversas durante as atividades, é ali que eu vejo se a coisa tá rolando. Tipo, se tô passando perto e escuto o Joãozinho virando pra Maria e explicando alguma coisa assim: “Ah, esse texto fala que tal coisa acontece por causa disso...” eu já fico todo contente porque sei que ele pescou a ideia principal e tá tentando fazer com que outra pessoa entenda também.

Aí tem aqueles momentos em que os meninos vêm me perguntar alguma coisa ou pedir opinião sobre algo que leram. Lembro de uma vez que estava rolando um texto sobre como os pinguins vivem em colônias. A Júlia veio me perguntar se eu já tinha visto algum pinguim de perto. Isso me mostrou duas coisas: primeiro, ela entendeu sobre o habitat dos pinguins e, segundo, ela se interessou tanto que queria saber se eu já tinha tido a experiência de ver um pinguim ao vivo. É nesse tipo de curiosidade extra que percebo que eles não só leram, mas processaram o conteúdo.

Os erros mais comuns geralmente estão relacionados à interpretação errada por não entender algumas palavras-chave do texto. O Lucas, por exemplo, sempre confundia palavras parecidas em inglês. Teve um dia que ele achou que “desert” era “doce”. Normal, né? O que faço quando rola isso é incentivar o uso do contexto. Pergunto algo tipo: “Lucas, no texto fala alguma coisa de comida?” Ele para pra pensar e aí percebe sozinho a confusão. Acredito que erros assim acontecem porque às vezes eles focam demais nas palavras individuais e esquecem de olhar o panorama geral.

Agora, com Matheus e Clara a história é um pouco diferente. Para o Matheus, que tem TDAH, eu procuro quebrar as atividades em partes menores e dar pausas mais frequentes. Ele tem uma energia incrível mas às vezes se perde se a atividade é muito longa ou complexa de uma vez só. Então, enquanto a galera toda tá lendo um texto inteiro, posso pedir pro Matheus ler um parágrafo e depois a gente conversa sobre isso. Outra coisa é usar marcadores visuais, como cores pra destacar partes importantes do texto. Isso ajuda ele a focar melhor.

Com a Clara, que tem TEA, notei que ela responde super bem a rotinas previsíveis. Então tento manter uma estrutura constante nas aulas de leitura: começamos com uma pequena atividade de aquecimento relacionada ao tema do texto pra dar contexto, lemos juntos uma parte do texto em inglês e depois fazemos um resumo oral. A Clara também adora quando usamos recursos visuais como imagens ou mapas mentais. Uma vez fizemos um mapa mental sobre animais marinhos e ela ficou super interessada.

O que não funcionou tão bem foi quando tentei usar materiais muito abstratos ou textos sem conexão com o dia a dia deles. Aí não só a Clara e o Matheus mas toda a turma fica meio perdida. Tem que ser algo que eles consigam relacionar com a realidade deles de alguma forma. E não pode faltar paciência e flexibilidade para ajustar o roteiro da aula conforme a reação deles.

Acho que o maior desafio é sempre encontrar esse ponto de equilíbrio entre motivar todos os alunos e respeitar os limites individuais deles. Mas no final das contas, quando vejo aqueles olhinhos brilhando porque entenderam algo novo ou porque simplesmente se divertiram aprendendo, sinto que vale cada esforço.

Bom pessoal, acho que é isso por hoje! Espero ter ajudado aí com as minhas experiências e tô sempre por aqui se alguém quiser trocar mais ideias ou tiver alguma dúvida. Grande abraço pra todo mundo!

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