Oi pessoal, tudo bem? Hoje quero falar sobre como eu trabalho a habilidade EF06LI07 da BNCC com a minha turma do 6º Ano. Pra quem não tá muito por dentro, essa habilidade fala sobre os alunos formularem hipóteses sobre a finalidade de um texto em inglês, usando pistas da estrutura, organização e elementos visuais. Basicamente, é fazer os meninos entenderem o que o texto tá tentando comunicar, mesmo que eles não entendam todas as palavras.
Na prática, isso significa que o aluno precisa olhar para um texto e tirar algumas conclusões só de bater o olho. Tipo quando você vê um cartaz com um hambúrguer gigante e logo pensa "Ah, é de uma lanchonete". Mesmo que eles ainda estejam pegando o jeito do vocabulário em inglês, eles já têm que começar a perceber essas pistas. No 5º Ano, muitos meninos já tinham noção de coisas básicas como cores e alguns substantivos, então eu aproveito isso e tento expandir.
Agora, falando das atividades que faço com a turma. Olha, uma das primeiras coisas que gosto de fazer é usar propagandas de revistas em inglês. É um material super simples de conseguir na internet ou em materiais antigos que você tem guardado. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco, dependendo do número de alunos presentes no dia. Dou uns 15 minutos pra eles analisarem o que aparece nas imagens: as cores, as palavras que eles conhecem, o layout. Aí eles têm que me dizer qual a finalidade daquele anúncio. Uma vez fiz isso e o Lucas ficou intrigado com uma propaganda de pasta de dente. Ele conseguiu ver que tinha alguém sorrindo grande na imagem e deduzir que era pra vender felicidade junto com a pasta!
Outra atividade é usar capas de livros infantis ou juvenis em inglês. Para isso, uso algumas imagens impressas ou no projetor mesmo. A galera fica em duplas dessa vez, porque ajuda cada um ter mais tempo pra falar e pensar. Damos uns 10 minutos para discutir entre si e depois eles compartilham a ideia com a classe inteira. Uma situação engraçada foi quando mostrei a capa de um livro sobre animais do zoológico. A Maria e a Júlia ficaram discutindo se era livro de aventuras ou de informações sobre os bichos. No final, cada uma tinha uma hipótese diferente, mas ambas faziam sentido — foi legal mostrar pra elas como diferentes pistas podem levar a diferentes conclusões.
A última atividade que faço é assistir a pequenos trechos de vídeos publicitários sem som. Isso é bem bacana porque foge um pouco dos textos escritos e ainda trabalha a interpretação visual dos meninos. Eu geralmente passo esse tipo de vídeo no projetor e deixo a turma ver umas duas ou três vezes cada trecho. Depois disso, abro pra discussão: eu vou chamando aluno por aluno pra compartilhar sua hipótese sobre o que o vídeo tava tentando vender ou comunicar. E olha só, é impressionante como mesmo sem som eles conseguem captar muita coisa! Teve uma vez que o Pedro pegou um detalhe numa cena com várias crianças brincando num parque e matou que era uma propaganda de brinquedos.
Além das atividades em si, eu sempre tento deixar claro pros alunos que errar faz parte do processo. Às vezes bate aquela insegurança neles – tipo no começo do ano, quando fizemos a primeira atividade com as propagandas –, mas aí eu reforço que o importante é tentar entender as pistas mesmo se não tiver certeza absoluta.
Enfim, essas são algumas das formas que eu trabalho essa habilidade com a turma aqui em Goiânia. É muito gratificante ver os meninos começando a desenvolver essa consciência crítica sobre textos em inglês e perceberem que já podem entender algumas coisas só de observar bem.
Espero que isso ajude vocês aí também! Qualquer dúvida ou sugestão de outras práticas, tô por aqui. Abraço!
Oi pessoal, continuando aqui o papo sobre a habilidade EF06LI07 no 6º Ano. Olha, eu vou contar pra vocês que tem várias formas da gente perceber que os meninos tão pegando a coisa, mesmo sem fazer uma prova formal.
Primeiro, quando eu tô circulando pela sala, é assim que eu pego muita coisa. Tipo, tem hora que os alunos tão lá, de cabeça baixa, cada um no seu quadrado. Aí eu passo devagar por trás e vou ouvindo as conversas. Teve uma vez que o Pedro tava explicando pro João como identificar que um texto era um anúncio só pela estrutura dele. Ele disse algo como "Olha aqui, João, tem sempre uma imagem grande e umas palavras chamativas em letras maiores. É tipo um convite pra você parar e olhar, sabe?". Quando eu ouvi isso, pensei: "Ah, o Pedro tá sacando o que é pra fazer". É nessas trocas entre eles que a gente vê o aprendizado acontecendo.
Outra situação é quando eles tão fazendo exercícios em grupo. A Larissa tava comentando com a Júlia sobre um panfleto em inglês. Ela falou "Ó, tem esse símbolo aqui que parece aquelas coisas de 'compre agora'. Aposto que é pra vender alguma coisa". Achei legal porque ela usou bem as pistas visuais e a estrutura do panfleto pra formular a hipótese dela.
Agora, os erros mais comuns... Ah, tem vários! Um clássico é quando eles confundem o propósito do texto por causa de palavras isoladas. Por exemplo, teve um dia que o Lucas olhou um cartaz de filme e achou que era uma notícia só porque tinha uma frase falando sobre 'um evento importante'. Aí eu expliquei pra ele: "Lucas, olha a imagem grande com a data e o local destacados. Isso aqui tá mais pra anunciar uma estreia do que noticiar algo passado". Esses enganos acontecem porque os meninos às vezes se apegam demais numa palavra ou expressão e esquecem de olhar o todo do texto.
Outra situação foi com a Mariana. Ela tava lendo um menu de restaurante e achou que era um artigo sobre culinária só por causa das descrições elaboradas dos pratos. Aí eu falei: "Mariana, repara nos preços e no jeito como tá organizado! É tudo pensando em te fazer escolher algo pra comer".
Quanto ao Matheus que tem TDAH e a Clara com TEA, aí eu tenho que dar uma ajustada nas atividades. Com o Matheus, procuro fazer atividades mais curtas e bem divididas em etapas. Ele se dispersa fácil se eu der algo muito longo logo de cara. O que funciona bem é usar timer pra cada etapa da atividade. Digo tipo "Vamos focar nessa parte pelos próximos 10 minutos e depois a gente vê outra coisa". Isso ajuda ele a manter o foco sem ficar sobrecarregado.
Já com a Clara, preciso ser bem claro nas instruções e dou preferência por atividades visuais. Uso muito material colorido e com símbolos que ela pode associar facilmente ao objetivo do texto. Uma coisa que não funcionou foi tentar forçar interação em grupo logo de cara. Hoje eu deixo ela trabalhar individualmente primeiro e depois mostro como os grupos tão interagindo. Assim ela vai aos poucos se sentindo à vontade pra participar.
Os dois têm acompanhado bem assim, mas sempre tô observando se algo precisa ser mudado. E não adianta querer forçar tudo de uma vez também, cada um tem seu tempo.
Bom, acho que por hoje é isso! Espero ter dado uma luz aí sobre como percebo o aprendizado dos meninos na sala de aula sem precisar de prova e como adapto as coisas pro Matheus e pra Clara. Se alguém tiver outras dicas ou quiser compartilhar uma história parecida, tô aqui pra ouvir também! Abraço!