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EF09HI23História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar direitos civis, políticos e sociais expressos na Constituição de 1988 e relacioná-los à noção de cidadania e ao pacto da sociedade brasileira de combate a diversas formas de preconceito, como o racismo.

Modernização, ditadura civil-militar e redemocratização: o Brasil após 1946O processo de redemocratização A Constituição de 1988 e a emancipação das cidadanias (analfabetos, indígenas, negros, jovens etc.) A história recente do Brasil: transformações políticas, econômicas, sociais e culturais de 1989 aos dias atuais Os protagonismos da sociedade civil e as alterações da sociedade brasileira A questão da violência contra populações marginalizadas O Brasil e suas relações internacionais na era da globalização
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF09HI23 da BNCC é uma daquelas que a gente tem que trabalhar com cuidado, porque ela toca em temas muito importantes e atuais, como cidadania, direitos e preconceito. Na prática, essa habilidade significa que os meninos têm que conseguir identificar e entender os direitos civis, políticos e sociais lá na Constituição de 1988 e ver como isso tá ligado à cidadania. Também tem que conseguir fazer a relação com o pacto da sociedade brasileira pra combater preconceitos, tipo racismo.

Os alunos precisam reconhecer que a Constituição de 88 foi um marco na garantia de direitos e na construção de uma sociedade mais justa. A Constituição é a base legal pra lutar contra diversas formas de preconceito e pra promover direitos iguais pra toda a galera, independentemente de cor, religião, idade ou qualquer outra coisa. Os meninos do nono ano já chegam com um pouco de bagagem sobre história do Brasil, principalmente sobre a ditadura militar e o processo de redemocratização. Eles já sabem que antes de 88 as coisas eram bem diferentes no sentido de direitos e liberdades. Então, o nosso trabalho é pegar essa base e aprofundar, mostrando como a Constituição redefiniu a noção de cidadania no Brasil.

Uma das atividades que faço é um debate em sala sobre os direitos que estão na Constituição. Eu separo a turma em grupinhos, geralmente de 5 alunos, e cada grupo fica responsável por explicar um tipo de direito: civil, político ou social. Pra isso eu uso cópias dos artigos da Constituição referentes a esses direitos, mas numa linguagem mais simples, porque né, ninguém merece ter que decifrar trecho jurídico complicado. Damos uma lida juntos nos textos, tiramos dúvidas e depois eles têm uns 30 minutos pra discutir entre eles o que entenderam e preparar uma apresentação rápida pro resto da turma.

A última vez que fizemos esse debate foi bem interessante. O grupo do João ficou responsável por falar sobre os direitos sociais, e ele destacou como o direito à educação é garantido pela Constituição e como isso tá diretamente ligado à cidadania. Ele lembrou que sem educação não dá pra exercer outros direitos plenamente. A Maria pegou o gancho dele pra falar sobre as cotas raciais como uma forma de combater o racismo estrutural no acesso à educação. Foi muito bacana ver como eles relacionaram os conceitos e trouxeram exemplos atuais.

Outra atividade legal é trabalhar com casos reais de violações de direitos pra eles analisarem. Eu levo reportagens curtas ou pequenos vídeos sobre casos onde há claro desrespeito aos direitos garantidos pela Constituição. Pode ser um caso de racismo documentado ou uma situação onde os direitos dos indígenas foram violados. A ideia é que a galera assista ou leia o material em grupos menores também (uns 4 ou 5) e depois discuta quais são os direitos violados ali e como a sociedade deveria agir pra mudar aquilo.

Quando fizemos isso da última vez, trouxe uma reportagem sobre um caso recente de violência policial contra uma comunidade indígena. Os meninos ficaram bem impactados, especialmente o Lucas que comentou que nunca tinha parado pra pensar na situação dos indígenas nos dias de hoje. Ele ficou indignado com a falta de ação do governo em proteger essas comunidades. No final da discussão, cada grupo apresentou suas conclusões para o restante da turma, e foi interessante ver como cada grupo trouxe soluções diferentes.

E por último, faço um projeto onde eles criam campanhas de conscientização sobre algum direito ou preconceito específico. Os meninos escolhem se querem fazer um vídeo, cartazes ou usar as redes sociais pra divulgar suas ideias. O objetivo é que eles pensem em como informar outras pessoas sobre os direitos garantidos pela Constituição e por que é importante combater preconceitos.

Na última rodada desse projeto, o grupo da Ana produziu um vídeo super criativo sobre o impacto do racismo nas escolas e como isso afeta o aprendizado dos alunos negros. Eles entrevistaram professores, alunos e até alguns pais sobre isso e colocaram tudo num vídeo bem dinâmico. A galera da turma ficou empolgada e algumas outras turmas até pediram pra ver o vídeo também.

Enfim, acho que trabalhar essa habilidade tem que ser muito além do teórico. Quando eles conseguem conectar o que tá no papel com o dia a dia deles e das pessoas ao redor, aí sim sinto que estamos no caminho certo. Aí a gente encerra essas atividades sempre com uma conversa final sobre tudo o que aprenderam e discutimos ao longo das aulas. É bom porque todo mundo sai dali com uma visão mais ampla do que significa ser cidadão nesse nosso Brasilzão cheio de desafios. Abraço!

E aí, galera, continuando o papo sobre a habilidade EF09HI23, uma coisa que sempre me deixa animado é perceber quando os meninos realmente entenderam o que a gente tá discutindo. Nesse caso, não precisa de prova pra sacar isso. Eu gosto de circular pela sala enquanto eles estão trabalhando em grupos ou fazendo alguma atividade. É nesse momento que a mágica acontece. Quando eu vejo um aluno explicando o conceito de direitos civis pro colega do lado, usando exemplos do dia a dia, eu penso "ah, esse entendeu". Tipo, teve um dia que o Pedro tava comentando com a Júlia sobre como a lei garante que todo mundo pode votar e a Júlia respondeu "É tipo quando a gente escolhe o representante da turma, né?". Aí você vê que eles tão ligando as coisas, tá rolando aquela compreensão.

Outro indicativo são as conversas entre eles. Às vezes eu tô passando e ouço uma conversa sobre as eleições e como elas são um direito político importante. Aí você percebe que a galera tá internalizando o assunto. Teve uma vez que a Ana Clara disse pro Lucas que "se a gente não tivesse esses direitos, talvez nem pudesse falar o que pensa". Aí entra também aquela coisa de ver o brilho nos olhos deles quando fazem essas conexões.

Agora, falando dos erros mais comuns, olha, tem uns clássicos. O João, por exemplo, sempre confunde direitos políticos com direitos sociais. Ele acha que participar de manifestações é só um direito político e às vezes esquece que isso tá ligado ao social também. Isso acontece porque os meninos às vezes querem englobar tudo num só pacote e acabam se confundindo com os termos. Quando eu pego esse erro no meio de uma atividade, eu paro e puxo uma conversa rápida ali mesmo. Pergunto: "João, vamos pensar juntos aqui. Quando você tá numa manifestação por melhores condições de vida, acha que tá só exercendo um direito político ou tem mais coisa aí?". Assim, eu vou desatando os nós com eles.

Agora sobre o Matheus, ele tem TDAH e é um garoto esperto, mas precisa de um apoio diferente. Eu adapto as atividades pra ele ser mais participativo. Por exemplo, quando tem leitura de texto, eu dou pra ele uma versão resumida ou com tópicos principais destacados. Isso ajuda ele a focar melhor. Também deixo ele usar fones com música instrumental em algumas atividades pra ajudar na concentração. No começo eu testei fazer grupos de estudo mais longos porque achei que ele ia se engajar melhor assim, mas percebi que ele ficava disperso rápido demais. A solução foi dividir em blocos menores com pequenos intervalos.

Já a Clara tem TEA e é super dedicada. Pra ela funcionar bem na sala, eu procuro deixar claro o plano da aula logo no início e uso bastante recursos visuais. Os infográficos e mapas mentais são um sucesso com ela. Colocar ela em dupla com alguém mais paciente também tem dado certo porque ela adora explicar as coisas do jeito dela quando entende. Uma vez tentamos fazer um debate mais aberto e ela não se sentiu confortável, então agora eu incentivo mais apresentações individuais ou em duplas pequenas.

Acho que cada aluno vai encontrar suas próprias estratégias de entender e aplicar conceitos como cidadania e direitos se a gente der espaço pra isso acontecer naturalmente. E é isso aí, pessoal! Espero que esse relato ajude vocês na sala de aula também. Até a próxima!

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