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EF09HI22História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Discutir o papel da mobilização da sociedade brasileira do final do período ditatorial até a Constituição de 1988.

Modernização, ditadura civil-militar e redemocratização: o Brasil após 1946O processo de redemocratização A Constituição de 1988 e a emancipação das cidadanias (analfabetos, indígenas, negros, jovens etc.) A história recente do Brasil: transformações políticas, econômicas, sociais e culturais de 1989 aos dias atuais Os protagonismos da sociedade civil e as alterações da sociedade brasileira A questão da violência contra populações marginalizadas O Brasil e suas relações internacionais na era da globalização
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF09HI22 da BNCC, quando você vai ver na prática, é um convite pra gente discutir com os meninos o papel que a sociedade brasileira teve durante aquele período final da ditadura militar até a Constituição de 1988. É aquele momento ali da História do Brasil que ensina muito sobre como a mobilização popular pode influenciar as decisões políticas e mudar os rumos de um país. E sabe o que é engraçado? Quando você fala disso, os alunos logo lembram das Diretas Já, por exemplo, que a gente já tinha começado a discutir no 8º ano. Eles já sabem que foi um movimento popular pedindo eleições diretas, então ligar isso à redemocratização e explicar o que veio depois é um pulo.

Então, o aluno precisa entender como várias camadas da sociedade se uniram e como isso levou a mudanças concretas, tipo a criação de direitos novos na Constituição. A ideia é mostrar que não foi só uma decisão lá de cima, mas sim uma construção coletiva que incluiu vozes diversas. Tem que fazer eles verem também que essa mobilização não parou em 88; ela só mudou de forma. Por exemplo, hoje em dia, tem uma série de movimentos sociais que continuam lutando por direitos, e muitos deles têm suas raízes lá nesse período.

Agora, falando das atividades que eu faço na sala com os meninos pra dar conta dessa habilidade. Bom, uma das coisas que eu curto fazer é trazer notícias antigas pra sala. Eu busco algumas manchetes famosas daquela época, tipo capa de jornal mesmo. Não precisa ser nada rebuscado: eu imprimo umas cópias em preto e branco e levo pra sala. Aí divido a turma em grupos pequenos, uns cinco alunos no máximo, porque assim dá tempo pra todo mundo falar e se envolver. Dou uns 20 minutos pra eles discutirem o que acham daquela notícia e como aquilo impactou a sociedade na época. A última vez que fiz isso, teve uma situação engraçada com o João. Ele olhou uma manchete sobre as Diretas Já e perguntou por que não tinha um meme junto, tipo ele tá tão acostumado a ver notícia com meme do lado que estranhou ver só o texto e a foto!

Outra coisa legal é usar vídeos curtos de depoimentos de pessoas que viveram naquela época. Tem muito material bom disponível online, documentários curtos ou até entrevistas em canais do YouTube. Escolho uns vídeos de até 10 minutos pra não cansar a galera e coloco no data show da escola (que dá seus problemas de vez em quando, mas vai funcionando). Depois do vídeo, abro pro debate na sala inteira mesmo. É interessante ver como cada aluno pega uma parte diferente pra comentar. A última vez que fizemos isso, a Ana ficou super impactada com o depoimento de uma mulher falando sobre como a redemocratização deu uma nova esperança pras minorias, e ela começou a puxar um papo sobre como ainda tem muito o que conquistar pros direitos dos indígenas hoje.

Por fim, faço uma atividade bem prática: um mural temático. Levo cartolina, cola, tesoura e aquelas revistas velhas que todo professor tem guardadas em algum canto da escola (afinal, tudo vira material educativo!). Divido a turma em grupos de novo e peço pra cada grupo criar um mural sobre um aspecto diferente da Constituição de 88: direitos das mulheres, dos povos indígenas, dos negros etc. Eles têm uns 30 minutos pra fazer isso e depois apresentam pros colegas. É legal porque mexe com criatividade e ainda ajuda a fixar o conteúdo. Na última vez que fizemos isso, o mural do Carlos sobre os direitos dos jovens ficou tão legal que penduramos ali na entrada da sala pra todo mundo ver durante umas semanas.

Enfim, essas atividades ajudam muito a deixar claro pro aluno que as mudanças na sociedade não acontecem do dia pra noite e sem participação popular. E também acho importante deixar claro que sempre tem espaço pra eles se envolverem no presente em causas importantes também. O legal é ver como vão se engajando mais no assunto à medida que percebem o quanto as mudanças sociais impactam diretamente suas vidas.

Bom, é isso! Espero ter dado umas ideias aí pra vocês tentarem na sala também! Se alguém tiver outra sugestão ou quiser compartilhar algo diferente que já experimentou por aí com essa habilidade, comenta aqui!

Aí, quando a gente tá no dia a dia da sala de aula, dá pra sentir que os alunos entenderam o conteúdo sem precisar de prova, né? Tipo, é só observar como eles interagem entre eles e com o conteúdo. Uma das coisas que eu adoro fazer é circular pela sala enquanto eles estão fazendo atividades em grupo ou discutindo. A gente pensa que a bagunça é ruim, mas ali na conversa é que dá pra sacar se o pessoal tá realmente aprendendo.

Teve um dia que eu tava passando pelas mesas e ouvi a Júlia explicando pro Lucas como as manifestações contribuíram pra pressão que resultou na redemocratização. Ela falou algo assim: "Cara, os protestos não foram só gente gritando na rua, foi um jeito de dizer 'a gente tem voz e quer que vocês escutem'". Foi aí que percebi: a menina entendeu o espírito da coisa! Ela não tava só repetindo o que eu disse, mas pegando a ideia e passando adiante com as próprias palavras.

Outro exemplo foi quando ouvi o Pedro comentando com a Carolina sobre como as mudanças de hoje têm um paralelo naquela época. Ele disse: "A gente reclama do governo, mas olha só como naquela época o pessoal teve coragem de ir pra rua mesmo sabendo que era perigoso". Eles começam a fazer essas conexões e vejo que entenderam o impacto das mobilizações populares.

Agora, falando dos erros mais comuns... muitos deles acabam confundindo datas e personagens, principalmente quando falamos de figuras políticas daquela época. O João, por exemplo, misturou o nome do Tancredo Neves com o do José Sarney numa atividade. Disse: "Foi o Sarney que morreu antes de tomar posse, né?" Aí eu percebo que a pressa em decorar leva a esses deslizes. Nessas horas, eu paro tudo e tento contar uma história associada àquele personagem ou situação pra fixar melhor. Tipo: "Imagina só aquela expectativa toda e o cara não pôde assumir porque morreu antes!"

Outro erro comum é pensar que tudo aconteceu de uma hora pra outra. A Ana me perguntou uma vez: "Profe, então foi só o povo sair na rua que tudo mudou?" E aí eu expliquei que o processo todo foi mais demorado e cheio de negociações, que foi preciso muita persistência pra chegar até ali.

Com o Matheus e a Clara, tenho estratégias diferentes por causa das necessidades deles. O Matheus tem TDAH, então preciso dar atividades mais curtas e bem divididas pra ele não perder o foco. O que funciona é dar tarefas com começo, meio e fim bem definidos e usar cronômetros visuais pra ajudar. Já tentei deixar ele trabalhar com fones de ouvido pra diminuir distrações externas, mas ele não gostou muito. O lance mesmo é variar nas tarefas pra prender a atenção dele.

Já a Clara, com TEA, se dá melhor com rotinas fixas. Eu sempre deixo ela saber como vai ser a aula desde o início. Ela adora quando eu uso materiais visuais ou vídeos curtos porque prefere processar informações dessa forma. Teve uma vez que usei uma linha do tempo gigante na parede da sala mostrando os eventos em ordem cronológica e ela ficou super engajada ajudando a organizar os eventos.

Olha, é um desafio constante adaptar as aulas pra atender todo mundo da melhor forma possível, mas é muito gratificante ver quando eles conseguem acompanhar e realmente entender o conteúdo. Acho que parte do nosso papel é justamente esse: ajustar as velas conforme o vento muda.

E aí, pessoal? E vocês? Como lidam com esses desafios na sala de aula? Tem dicas novas ou experiências parecidas? Vamos trocar umas ideias!

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