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EF09HI24História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar as transformações políticas, econômicas, sociais e culturais de 1989 aos dias atuais, identificando questões prioritárias para a promoção da cidadania e dos valores democráticos.

Modernização, ditadura civil-militar e redemocratização: o Brasil após 1946O processo de redemocratização A Constituição de 1988 e a emancipação das cidadanias (analfabetos, indígenas, negros, jovens etc.) A história recente do Brasil: transformações políticas, econômicas, sociais e culturais de 1989 aos dias atuais Os protagonismos da sociedade civil e as alterações da sociedade brasileira A questão da violência contra populações marginalizadas O Brasil e suas relações internacionais na era da globalização
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala sobre essa habilidade EF09HI24 da BNCC, basicamente estamos querendo que os alunos entendam como o Brasil mudou desde 1989 até hoje. É uma fase cheia de transformações políticas, econômicas, sociais e culturais. Então, o que eu tento fazer é ajudar os meninos a identificar o que foi importante nesses anos todos pra promoção da cidadania e dos valores democráticos.

Na prática, eu quero que eles consigam olhar pros eventos históricos e perceber como eles afetam a vida deles hoje. Tipo assim, entender por que a Constituição de 1988 foi um marco tão importante, ou o que as mudanças econômicas dos anos 90 trouxeram de bom e de ruim. E tem toda a questão dos direitos das populações marginalizadas, né? Como os indígenas, os negros e tantas outras minorias começaram a ganhar mais voz.

Os meninos chegam no 9º Ano já com uma noção básica do que foi a ditadura militar e a redemocratização lá pelos anos 80, então eu tento puxar esse fio e mostrar como esses eventos se desdobraram nas décadas seguintes. Eles já sabem o básico sobre o movimento Diretas Já, por exemplo, então é só conectar os pontos.

Agora, vou contar três atividades que andei fazendo na sala de aula pra trabalhar essa habilidade.

Primeira atividade: a gente faz uma linha do tempo coletiva na parede da sala. Eu divido a turma em grupos e cada grupo fica responsável por uma década. Aí eles vão pesquisar os principais eventos daquela época usando livros didáticos e um pouco de pesquisa na internet (sempre com orientação). Isso leva umas duas aulas pra eles montarem tudo. O legal é ver como eles discutem entre si sobre o que colocar ou não. Da última vez, a Luana ficou super engajada em desenhar as imagens dos eventos, e o Pedro achou um jeito de resumir as coisas de um jeito claro pra todo mundo entender. No final, a gente faz uma apresentação em que cada grupo explica o que fez. É interessante ver como eles começam a perceber as mudanças ao longo do tempo.

Segunda atividade: debates sobre temas contemporâneos. Eu trago notícias recentes que se conectam com temas históricos que estamos estudando e coloco dois times pra discutir prós e contras. Uso artigos de jornal bem simples ou reportagens de TV. Esse tipo de coisa prende mais a atenção deles. A turma adora um debate acalorado! Da última vez, discutimos sobre as cotas raciais nas universidades, e foi incrível ver o João trazendo dados super atuais que ele pesquisou em casa. Ele até comentou sobre como viu na prática na comunidade onde vive. Aí é quando você percebe que a coisa tá funcionando.

Terceira atividade: convidar alguém da comunidade pra dar um depoimento sobre algum período histórico recente. Gosto de trazer ex-alunos ou pessoas da vizinhança que viveram certas épocas intensamente. Uma vez chamei o Seu Antônio, zelador da escola há anos, porque ele viveu a inflação dos anos 80 e 90 na pele e tem histórias incríveis pra contar. Ele falou pras crianças coisas que não estão nos livros — como era receber salário num dia e ter que correr pro mercado antes que o preço das coisas subisse de novo! A galera ficou tão interessada, e depois disso fizemos uma atividade escrita onde cada um tinha que relatar o que mais chamou atenção no depoimento dele.

Olha, trabalhar essas transformações com eles é sempre um desafio bom. Eles são curiosos por natureza, querem entender porque as coisas são como são hoje em dia. Acho que contextualizar tudo isso com exemplos reais da vida deles ajuda muito no processo de aprendizagem. E quando eles começam a ligar os pontos — tipo perceber que muitos desafios de hoje têm raízes no passado — é gratificante demais como professor.

Enfim, essas são algumas das coisas que ando fazendo com os meninos no 9º Ano pra trabalhar essa habilidade da BNCC. Se alguém tiver mais dicas ou quiser trocar ideia sobre outras atividades, tô sempre aberto aí pra ouvir!

essa nova política econômica significou pro salário do pai ou da mãe deles, sabe? E pra perceber se eles estão sacando isso, eu não fico só na prova não, porque a real é que tem tanta coisa rolando na sala de aula que dá pra perceber muito nas atitudes e nas conversas da galera.

Tipo assim, eu adoro andar pela sala enquanto eles tão fazendo alguma atividade em grupo. Os meninos têm esses papos entre eles que são ouro. Outro dia mesmo eu tava circulando enquanto a turma discutia uma atividade sobre os impactos das privatizações nos anos 90. Aí, o João, meio sem querer, começou a explicar pro amigo que o governo precisava de grana e tal, e que por isso vendeu várias estatais. Mano, o jeitinho que ele falou "porque sem dinheiro não dá pra fazer nada", eu saquei que ele tava ligando os pontinhos entre economia e política direitinho.

Outra situação foi com a Marcela. Ela tava meio quieta no canto dela, mas quando eu perguntei o que ela achava sobre a reforma agrária, ela respondeu com uma comparação sobre como as desigualdades sociais ainda impactam a vida no campo hoje em dia. Nessa hora, deu pra ver que ela não tava só repetindo o que ouviu, mas tinha um entendimento bem próprio da situação.

Aí tem os erros mais comuns que a galera comete nesse conteúdo. Um caso clássico é o Lucas, que sempre tenta resumir tudo de um jeito muito simplificado. Tipo assim, ele acha que só porque algo deu certo ou errado entende-se tudo por isso. Outro dia ele disse que a inflação dos anos 90 foi apenas porque o governo imprimia muito dinheiro. Aí eu precisei sentar com ele e falar: "Olha, Lucas, tem mais coisa aí". A gente reviu as causas juntas, e mostrei pra ele como era um conjunto de políticas e contextos internacionais que influenciaram também.

E tem a Beatriz que é boa em decorar datas mas às vezes esquece de relacionar com o contexto maior. Ela me soltou uns dias atrás que "a eleição do Collor foi em 1989", mas quando perguntei o que isso significou no cenário histórico do Brasil, ela travou. Então, eu tento sempre incentivar ela a contar histórias pros colegas sobre esses eventos pra ajudar a fixar melhor como esses fatos se ligam no quadro geral.

Agora, falando do Matheus e da Clara: cada um tem suas próprias necessidades específicas e eu tento adaptar as atividades pra ajudar os dois ao máximo. O Matheus tem TDAH e precisa de uma coisa mais dinâmica. O que funciona bem pra ele é quando a gente faz atividades de rotação por estações dentro da sala. Ele gosta muito dessas mudanças porque pode se mexer mais e não precisa ficar muito tempo focado numa única atividade. Já os vídeos curtos também são uma mão na roda pra ele captar visualmente as informações.

A Clara tem TEA e gosta muito de estruturas mais previsíveis. Então eu tento deixar bem claro o cronograma do dia na lousa logo no começo da aula pra ela saber o que esperar. Uma coisa bacana foi um dia em que usei mapas mentais físicos onde ela podia colar adesivos conforme entendia cada parte do conteúdo. Isso ajudou bastante na visualização das relações entre conceitos históricos.

O desafio maior foi quando tentei usar jogos de simulação com eles dois. No caso do Matheus, ele ficou empolgadíssimo mas acabou perdendo o foco nas regras e nos objetivos do jogo. Com a Clara, percebi que ela ficou ansiosa com as interações rápidas e não conseguiu aproveitar direito. Aprendi que esses jogos precisam ser bem estruturados e talvez um pouco adaptados com regras claras e tempo delimitado pra eles.

Bom, gente, é isso aí! Espero ter contribuído com algumas ideias práticas sobre como lidar com essa habilidade e como adaptar pras necessidades específicas dos alunos. Sempre aberto a ouvir dicas também! Até mais!

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