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EF09HI21História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar e relacionar as demandas indígenas e quilombolas como forma de contestação ao modelo desenvolvimentista da ditadura.

Modernização, ditadura civil-militar e redemocratização: o Brasil após 1946Os anos 1960: revolução cultural? A ditadura civil-militar e os processos de resistência As questões indígena e negra e a ditadura
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Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Oi pessoal, tudo bem? Hoje resolvi compartilhar com vocês como a gente trabalha a habilidade EF09HI21 na minha turma do 9º Ano. Essa habilidade aí do BNCC fala sobre entender e relacionar as demandas dos povos indígenas e quilombolas com aquele modelo desenvolvimentista da ditadura militar. Parece complicado, né? Mas vamos por partes que eu explico.

O lance dessa habilidade é fazer os meninos entenderem como esses grupos, os indígenas e quilombolas, contestaram as ideias e planos do governo durante a ditadura. A gente precisa ajudar eles a ver como esses povos se posicionaram e o que eles pediam naquela época. Por exemplo, enquanto o governo queria ocupar terras para grandes projetos, os indígenas e quilombolas estavam lutando para garantir seu espaço, suas tradições, seu modo de vida. É tipo quando o governo quer fazer um shopping no bairro e a galera não quer porque vai destruir o campinho de futebol que todo mundo usa.

Na prática, o aluno precisa conseguir olhar praquela época e dizer: “Olha, os indígenas estavam brigando por isso porque aquilo ia afetar a terra deles”. Eles precisam conectar as demandas desses povos com o que estava rolando no cenário maior da ditadura. E também é importante entender que essas brigas não eram à toa: tinham a ver com sobrevivência, cultura e direitos.

Agora, como isso se conecta com o que eles já sabem? Bom, no ano passado os alunos estudaram sobre colonização e resistência indígena. Então eles já têm uma noção de como sempre houve uma luta desses grupos pela terra e pela cultura. Aí, é praticamente puxar esse fio histórico até a ditadura.

Vou contar agora três atividades que faço pra trabalhar essa habilidade com eles.

Primeira: a gente começa com um documentário bem legal que fala sobre a construção de estradas na Amazônia durante a ditadura e o impacto nos povos indígenas. Uso um projetor simples mesmo na sala. Passo o doc em uns 30 minutos, aí depois divido a turma em grupos pra discutir. Peço que cada grupo escreva num cartaz quais foram as principais consequências pra esses povos. Da última vez que fiz essa atividade, o João ficou super incomodado e disse: “Professor, como é que eles não pensavam nas pessoas que já moravam lá?” É nesse tipo de reação que percebo que eles tão começando a entender o problema.

Segunda atividade: organizo um debate sobre as demandas dos quilombolas hoje em dia comparando com aquela época da ditadura. Uso uns textos curtos da internet mesmo, só pra dar uma base pra turma. Cada grupo fica responsável por defender ou atacar uma ideia sobre desenvolvimento e preservação cultural. Dá umas duas aulas inteiras pra fazer isso direitinho. Os meninos adoram um debate! Da última vez, a Maria Clara levantou um ponto super interessante sobre direitos constitucionais que deixou todo mundo pensando.

Terceira atividade: a gente faz um trabalho mais prático numa saída de campo pro Museu da Memória em Goiânia, onde tem um acervo sobre a ditadura militar. A escola consegue levar os alunos num ônibus fretado (depois de muita rifa vendida, claro!). Aí lá, eu peço pra eles encontrarem alguma peça ou documento que tenha relação com as comunidades indígenas ou quilombolas durante esse período. Eles fazem anotações e tiram fotos (quando pode). Quando voltamos pra escola, cada aluno escreve um pequeno relatório do que encontrou. A última vez foi bem legal porque o Marcos encontrou uma foto de uma manifestação indígena que ele nunca tinha imaginado que existisse naquela época.

O mais bacana dessas atividades é ver como os alunos começam a ligar os pontos por conta própria. Eles vão percebendo que aquelas vozes que pareciam distantes no tempo são parte de uma luta contínua por direitos humanos. E isso vai além da história em si — ajuda na formação crítica deles como cidadãos.

Bom, galera, é mais ou menos assim que tenho trabalhado essa habilidade com os meninos do 9º ano. Claro que sempre tem espaço pra melhorar e inovar nas atividades. Se alguém tiver dicas ou quiser trocar umas ideias sobre outras formas de abordar esse tema, manda aí! Abraço pra todo mundo!

Oi pessoal, tudo bem? Continuando aqui o papo sobre a habilidade EF09HI21 e como a gente percebe que os alunos estão aprendendo, sem aquela prova formal que todo mundo já conhece.

Olha, eu percebo que um aluno tá entendendo o conteúdo quando faço aquele famoso giro pela sala enquanto eles tão fazendo uma atividade em grupo ou discutindo um tema. Tipo assim, você ouve um ou outro explicando pro colega, e aí você vê que eles estão usando os termos certos, trazendo exemplos do que a gente discutiu antes. Semana passada mesmo, a Maria tava explicando pro João como as comunidades quilombolas resistiram às tentativas de expulsão durante a ditadura. Ela mencionou um caso específico que eu tinha contado sobre um quilombo no Maranhão e falou com tanta segurança que eu pensei "ah, essa pegou o espírito da coisa".

Às vezes também rola quando eles tão fazendo uma atividade em grupo e um deles levanta um ponto que não foi discutido antes. O Pedro, por exemplo, uma vez durante uma discussão em sala, falou sobre como as políticas desenvolvimentistas não levavam em conta o direito à terra dos povos indígenas. Eu passei por perto e ouvi ele dizendo: "Aí, se o governo só pensa em estrada e ponte, mas não vê gente morando ali primeiro, tá errado". Eu fiquei foi feliz de ver que ele ligou os pontos direitinho!

Agora, falando dos erros mais comuns que os meninos cometem nesse conteúdo. Ah, os erros… sempre têm uns clássicos. Um deles é confundir quem eram os indígenas com quem eram os quilombolas. A Letícia uma vez tava falando sobre como "os indígenas fugiam para formar comunidades escondidas". Aí eu fui lá e corrigi: "Olha, no caso eram os quilombolas que faziam isso". Isso acontece porque às vezes eles tão tentando lembrar de muita coisa ao mesmo tempo e dá esse nó na cabeça.

Outra coisa comum é eles acharem que resistência só acontece com luta armada ou confronto direto. O Lucas chegou a falar numa aula: "Mas se não teve guerra, então não resistiram". Aí é hora de mostrar pra eles que resistência pode ser na forma de preservar cultura, língua, e modo de vida também. Quando noto um erro desses na hora, paro e tento fazer uma pergunta que guie eles pra resposta certa.

Agora deixa eu contar como lido com o Matheus e a Clara na turma. O Matheus tem TDAH e precisa de algumas adaptações pra conseguir acompanhar tudo sem perder o foco. Uma coisa que funcionou bem foi usar cartões coloridos com palavras-chave ou imagens enquanto eu explico o conteúdo. Isso ajuda ele a ter um ponto visual pra focar. E sempre procuro dar tarefas mais curtas, porque ele responde melhor a coisas rápidas e diretas do que a longas leituras ou explicações.

Já com a Clara, que tem TEA, eu percebi que ela se dá melhor quando sabe exatamente o que esperar da aula. Então sempre deixo claro no começo da aula qual vai ser nosso plano. E ela adora listas! Se você dá uma lista de passos do que vamos fazer ela fica bem mais tranquila. Uma vez usei uma animação curta sobre os povos indígenas no Brasil e nossa, ela ficou fascinada! Mas também aprendi que ela não gosta quando tem muito barulho na sala, então procuro deixar as atividades práticas mais silenciosas quando posso.

Nem tudo funciona sempre, né? Tentei uma vez fazer um jogo de perguntas e respostas em grupo com o Matheus achando que ia ajudar ele a focar melhor, mas foi um caos! Ele ficou super agitado com as perguntas rápidas e acabou atrapalhando mais do que ajudando. Então aprendi a adaptar essas atividades pro ritmo dele, deixando ele responder no tempo dele.

Bom, amigos do fórum, acho que é isso por hoje! Ensinar é sempre essa aventura cheia de desafios e aprendizados diários. Espero que tenha ajudado alguém com essas ideias ou inspirado outros professores aí do outro lado da tela. Vamos trocando experiências porque juntos fica tudo mais fácil! Abraço pra todo mundo!

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