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EF09HI09História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Relacionar as conquistas de direitos políticos, sociais e civis à atuação de movimentos sociais.

O nascimento da República no Brasil e os processos históricos até a metade do século XXAnarquismo e protagonismo feminino
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando eu penso na habilidade EF09HI09 da BNCC, vejo que a ideia é fazer os meninos entenderem como os movimentos sociais foram essenciais para conquistar direitos que a gente tem hoje. Não é só saber que esses movimentos existiram, mas perceber como eles agiram para mudar as regras do jogo e conquistar direitos políticos, sociais e civis. E isso tem tudo a ver com o nascimento da República no Brasil e os processos históricos até a metade do século XX. Esse negócio de anarquismo e protagonismo feminino, por exemplo, é um prato cheio pra mostrar que as pessoas comuns tiveram um papelzão na história.

Na prática, o aluno precisa conseguir fazer umas ligações, sabe? Tipo, se eu perguntar pra eles se sabem como as feministas ajudaram a garantir os direitos das mulheres, o ideal seria eles conseguirem contar uma história, citar um movimento ou uma figura importante. Da mesma forma, eles devem conseguir ver como essas mudanças foram acontecendo ao longo do tempo e como as coisas que aprendemos no ano passado se encaixam aqui. Eles já ouviram falar da luta pela liberdade, igualdade e direitos individuais com coisas como a Abolição da Escravatura e a Proclamação da República. Agora é hora de aprofundar isso.

A primeira atividade que faço é bem mão na massa. Uso recortes de jornais antigos que trago impressos e também umas fotocópias de documentos históricos que consigo no Google mesmo. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos e dou uma hora pra eles analisarem o material. Peço que cada grupo escolha um movimento social diferente e veja como aquele movimento específico teve impacto na conquista de algum direito. A última vez que fiz isso, o grupo da Maria escolheu o movimento sufragista, e aí ficou todo mundo surpreso quando ela explicou que as mulheres não tinham direito ao voto até um tempo atrás. Eles ficaram tão intrigados com a história que começaram a perguntar se isso acontecia em outros países também.

Outra atividade que gosto de fazer é o "debate encenado". Isso faz a galera sair um pouco da cadeira e ajuda a fixar. Eu escolho uns temas polêmicos relacionados aos movimentos sociais e peço pra turma se dividir em dois grupos: um grupo defende o tema, o outro é contra. Pode ser sobre o fim do voto censitário ou sobre a legalização dos sindicatos na época de Vargas, por exemplo. A última vez que fizemos isso foi um tanto engraçada porque o João, que é super quieto, acabou levantando umas questões muito boas que deixaram o grupo adversário sem resposta. A turma toda ficou empolgada e discutiu bastante mesmo depois do sinal do recreio tocar.

A terceira atividade é um projeto maiorzinho: a gente faz uma espécie de documentário em sala de aula. Os meninos têm umas duas semanas pra pesquisar sobre uma figura importante dos movimentos sociais, tipo uma mulher anarquista ou um líder trabalhista. Eles precisam fazer entrevistas fictícias com essas figuras históricas, gravar vídeos ou mesmo fazer desenhos – tudo vale! O material audiovisual fica por conta de quem tem celular na turma e quem não tem ajuda escrevendo e dirigindo os outros. Quando fizemos isso da última vez, o Pedro trouxe um vídeo tão bem feito sobre a luta por melhores condições de trabalho nas fábricas que até os alunos que não gostam muito de história ficaram vidrados.

As reações costumam ser bem positivas porque as atividades são dinâmicas. A gente não fica só no livro didático. E aí, sempre rola aquele momento “uau!” quando eles percebem que as coisas que hoje parecem tão básicas já foram motivo de muita briga e discussão no passado. Dá trabalho? Dá! Mas quando vejo os meninos lembrando dos nomes das figuras históricas ou fazendo associações entre eventos diferentes, sinto que tô no caminho certo.

E é engraçado porque nessas atividades sempre aparece um momento cômico ou impressionante que marca os alunos de algum jeito. Na última atividade do documentário, por exemplo, rolou um imprevisto: os meninos foram entrevistar uma "sufragista" e na hora H ela esqueceu o texto todo! Eles improvisaram tanto que acabou ficando até melhor do que tava no roteiro.

Bom, esse tipo de coisa mostra mesmo é que envolver os meninos nas histórias faz toda a diferença. É isso aí!

Aí, gente, quando falo que os meninos entenderam a habilidade EF09HI09, tô falando de perceber mesmo no dia a dia, sem precisar de prova. Eu gosto de andar pela sala, circular entre as mesas, tipo uma espiada na conversa deles. Às vezes, é só observar como eles interagem já dá pra sacar quem tá pegando a coisa.

Teve um dia que vi a Júlia explicando pro Pedro sobre o movimento abolicionista. Ela tava ali toda empolgada, falando da coragem dos abolicionistas, e o Pedro fazia perguntas que mostravam que ele não só tava ouvindo, mas relacionando com o que já tinha visto em aula. Quando um aluno consegue explicar pra outro e ainda engatar uma discussão saudável, eu fico feliz da vida porque isso mostra que a coisa tá fluindo na cabeça deles.

Agora, tem uns erros que são bem comuns. O Lucas, por exemplo, sempre confunde o conceito de "protagonismo". Uma vez ele disse que "protagonismo feminino" era só quando as mulheres eram líderes de revoltas. Aí tive que explicar que protagonismo não é só liderança. Pode ser mulher participando ativamente em várias frentes e não apenas no comando.

Outra situação foi com a Ana, que sempre fala dos direitos civis como se eles fossem conquistados de uma vez só e pronto. Tipo assim, ela esquece o processo lento e muitas vezes doloroso que é conquistar esses direitos ao longo do tempo. Aí eu falo pra ela pensar nas conquistas como degraus numa escada e não um pulo direto pro topo.

Quando pego esses erros na hora, eu paro e tento explicar de novo, mas com outras palavras ou usando exemplos mais próximos da realidade deles. Já fiz comparações com coisas do cotidiano deles, como conquistas em jogos ou em redes sociais pra tentar conectar os pontos.

Sobre o Matheus, ele tem TDAH e precisa de um pouco mais de atenção na organização das ideias e no foco durante as atividades. Pra ele, procuro sempre dividir as tarefas em partes menores e mais gerenciáveis. Outro dia, a gente tava discutindo sobre os anos 1930 no Brasil e eu dei pra ele um mapa mental pra ajudar a organizar as informações antes de começar qualquer atividade escrita. Isso dá super certo.

Já a Clara tem TEA (Transtorno do Espectro Autista) e se beneficia muito de atividades visuais e estruturadas. Lembro uma vez que a gente tava estudando o movimento operário e eu trouxe algumas imagens históricas pra turma. Com ela, eu fiz questão de mostrar essas imagens antes da explicação verbal pra dar contexto visual primeiro. Ela também responde bem a rotinas previsíveis, então procuro manter um cronograma fixo pras atividades o máximo possível.

Algo que não funcionou foi quando tentei incluir discussões mais abertas sem muita estrutura. O Matheus ficava disperso facilmente e a Clara se perdia no meio da conversa. Aprendi que com eles o melhor é manter o foco claro e fornecer suporte visual sempre que possível.

Bom, acho que é isso por hoje, pessoal! Espero que algumas dessas experiências ajudem outros professores por aí. Se alguém tiver outras ideias ou quiser compartilhar suas experiências também, bora conversar! Até mais!

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