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EF09ER07Ensino Religioso · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar princípios éticos (familiares, religiosos e culturais) que possam alicerçar a construção de projetos de vida.

Crenças religiosas e filosofias de vidaPrincípios e valores éticos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF09ER07 é muito bacana porque fala de algo que é super importante: princípios éticos. E o que são esses tais princípios? Bom, é tipo assim: é aquilo que a gente acredita que é certo ou errado, sabe? E isso pode vir de vários lugares, como a família, a religião ou mesmo a cultura onde a gente vive. O legal é que essa habilidade ajuda os alunos a pensarem sobre o que eles acreditam e como essas crenças podem ajudar na hora de planejar o futuro deles, não só profissional, mas a vida como um todo.

Agora, na prática, o que eu espero dos alunos com essa habilidade é que eles consigam olhar para sua própria vida e identificar quais são os valores e crenças que mais pesam na hora de tomar decisões. Por exemplo, se um aluno vem de uma família onde a honestidade é um valor muito forte, ele talvez vá pensar duas vezes antes de colar numa prova porque isso bate de frente com o que ele aprendeu em casa. Ou se um estudante participa de uma religião que prega a paz e a solidariedade, ele vai tentar ser mais compreensivo e ajudar os colegas. A ideia é que eles consigam alinhar esses princípios com o que querem ser no futuro.

Eu sempre começo lembrando os meninos do 8º ano, quando a gente falou muito sobre respeito às diferenças e como cada pessoa tem suas crenças e isso é ok. Agora no 9º ano, a gente aprofunda mais e começa a relacionar essas crenças com as escolhas de vida.

Vou contar agora três atividades que costumo fazer com a galera para trabalhar essa habilidade.

Primeira atividade é bem simples: "Linha da Vida". Eu peço para cada aluno desenhar uma linha do tempo da própria vida até agora e depois imaginar como seria nos próximos anos. Eles têm que marcar momentos importantes e associar esses momentos aos valores éticos envolvidos. Material aqui é basicamente papel e caneta mesmo. Organizo eles em duplas para que possam trocar ideias e percepções. Essa atividade leva geralmente uns 50 minutos. Da última vez que fizemos, o João ficou todo orgulhoso ao falar do valor da amizade quando lembrou de uma vez que ajudou o colega Pedro, que estava com dificuldade numa matéria. A turma reage bem porque vê ali as histórias pessoais sendo valorizadas.

A segunda atividade é um debate chamado "O Dilema Ético". Aqui eu trago cenários hipotéticos, tipo: "Você encontrou uma carteira cheia de dinheiro na rua, o que faz?". A turma é dividida em grupos e cada grupo tem que defender uma abordagem diferente: devolver a carteira intacta, ficar com o dinheiro ou doar para caridade. Eu uso fichas com cenários prontos, bem simples mesmo. O debate dura uma aula inteira, uns 50 minutos também. Na última vez, a Maria defendeu devolver a carteira com tanto fervor que convenceu até quem estava no grupo oposto. É legal ver como eles se envolvem e começam a entender as diferentes perspectivas.

A terceira atividade é um projeto chamado "Conselho de Valores", onde os alunos têm que entrevistar alguém importante na sua vida para descobrir quais valores essa pessoa considera fundamentais. Depois compartilham na sala e discutimos como esses valores podem influenciar suas escolhas futuras. Peço pra trazerem algo escrito ou gravado pra essa parte. Eles se organizam em grupos pequenos para apresentar e debaterem sobre as entrevistas. Essa aí leva mais tempo, umas duas aulas pelo menos. Numa dessas atividades, o Lucas trouxe a história do avô dele, falando sobre trabalho duro e honestidade, o que deixou todo mundo emocionado porque rolou aquela identificação com histórias familiares.

Aí você vê como cada aluno tem sua própria bagagem e como eles conseguem começar a construir essa ponte entre o presente e o futuro baseado nos tais princípios éticos. E o mais gratificante é perceber como essas atividades não só ajudam eles no desenvolvimento pessoal mas também criam um ambiente de sala mais coeso e respeitoso.

Então é isso! Trabalhar essa habilidade leva tempo mas vale muito a pena quando você vê os meninos crescendo não só academicamente mas também como pessoas melhores. Se alguém tiver mais ideias ou quiser saber mais detalhes sobre alguma dessas atividades, manda aí! Como sempre digo pra galera: tamo junto nessa missão!

agora, na prática, o que eu espero dos alunos com essa habilidade é que eles consigam identificar e refletir sobre os próprios valores e como isso influencia as decisões deles. aí você me pergunta: "mas como você sabe que eles aprenderam mesmo, sem fazer aquela prova formal?" é uma coisa mais de sentir e observar, sabe? eu fico atento a algumas situações no dia a dia da sala.

por exemplo, tem vezes que eu faço uma atividade em grupo, tipo um debate sobre um tema polêmico. aí enquanto os meninos discutem e trocam ideias, eu vou circulando pela sala, ouvindo o que cada um tá falando. é bem interessante porque dá pra perceber quando um aluno já conseguiu amadurecer a visão sobre o assunto. lembro do pedro explicando pra maria sobre a importância de ser justo nas decisões diárias, até mesmo nas pequenas coisas, como dividir o lanche com quem esqueceu o dele. nesse momento, pensei: "ah, esse tá entendendo o recado".

outra forma de perceber o aprendizado é quando um aluno ajuda o outro. tem vezes que um fala pro colega: "cara, acho que isso não é muito legal porque..." e começa a explicar a visão dele sobre o certo e o errado. esses momentos são preciosos porque mostram que eles estão absorvendo o conteúdo e aplicando no dia a dia. já vi a luana explicando pro joão sobre respeitar as opiniões diferentes durante uma atividade em grupo. ali deu pra ver que ela entendeu bem os princípios éticos.

mas nem tudo são flores, né? os erros mais comuns que meus alunos cometem com esse conteúdo geralmente estão ligados a simplificar demais as situações complexas. tipo assim, teve uma vez que a juliana achou que resolver um conflito entre amigos era só dizer "vamos ser amigos de novo" e pronto! mas ela não percebeu que as emoções envolvidas eram mais profundas. acontece porque eles ainda estão aprendendo a lidar com essas nuances. quando pego um erro assim na hora, eu paro tudo e peço pra galera refletir mais sobre as emoções e intenções dos envolvidos. faz diferença!

agora, falando do matheus e da clara... cada um tem suas necessidades e eu tento adaptar as atividades pra eles também aproveitarem ao máximo. o matheus tem tdaH e precisa de um ambiente mais tranquilo pra conseguir se concentrar. então, quando faço atividades em grupo, eu deixo ele trabalhar com grupos menores ou até mesmo individualmente, quando ele prefere. gosto de usar materiais visuais pra ajudar ele a fixar melhor as informações, como cartazes ou esquemas desenhados no quadro.

já a clara tem tea e às vezes se perde quando a atividade é muito aberta ou sem estrutura definida. então eu tento ser bem claro nas instruções e uso muito apoio visual com ela também. por exemplo, quando fizemos um projeto sobre valores culturais, eu preparei um roteiro passo a passo do que ela deveria fazer. isso ajudou bastante! mas também aprendi que não adianta forçar interação social se ela não estiver confortável no dia.

teve uma vez que tentei incluir ela num grupo maior achando que seria bom pra socialização, mas ela acabou ficando muito ansiosa. então agora respeito mais o tempo dela e deixo ela escolher quando participar ou observar.

é isso aí, gente! cada dia é uma nova descoberta em sala de aula e é incrível ver como cada aluno vai se desenvolvendo no seu próprio ritmo. as adaptações são necessárias e fazem toda a diferença no aprendizado deles.

bom, vou ficando por aqui. espero ter ajudado vocês a entenderem um pouco mais das minhas práticas na sala de aula com essa habilidade tão importante. qualquer dúvida ou ideia nova, tô por aqui pra trocar uma ideia! abraço!

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