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EF09ER06Ensino Religioso · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Reconhecer a coexistência como uma atitude ética de respeito à vida e à dignidade humana.

Crenças religiosas e filosofias de vidaPrincípios e valores éticos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF09ER06 da BNCC, estamos falando de ensinar os meninos a reconhecerem que coexistir é mais do que só viver lado a lado, é sobre respeitar verdadeiramente a vida e a dignidade de todo mundo. É tipo assim, entender que cada um tem suas crenças, suas filosofias de vida, e tá tudo bem, sabe? Eles precisam aprender a não só aceitar, mas respeitar de verdade as diferenças, seja de religião, cultura ou qualquer outra coisa. Isso é fundamental pra convivência em sociedade. E isso se conecta com o que eles já viram na série anterior, quando falamos sobre a diversidade cultural. Então, eles já chegam com uma noção de que o mundo é um lugar cheio de jeitos diferentes de pensar e viver.

Agora, deixa eu te contar o que faço na minha turma do 9º ano pra trabalhar essa habilidade. A primeira atividade que faço é uma roda de conversa. Essa é clássica e super efetiva. Eu peço pros alunos trazerem uma história ou experiência pessoal onde eles perceberam uma convivência respeitosa entre pessoas diferentes. Pode ser algo que eles viveram ou que ouviram alguém contar. Na última vez que fizemos isso, a Mariana trouxe uma história muito bacana sobre como ela e a avó dela convivem com vizinhos que seguem uma religião completamente diferente. Eles sempre se ajudam nas festas e comemorações uns dos outros, trocando comida típica e tal. Aí a galera começa a perceber que esse tipo de atitude faz muita diferença na vida em comunidade. Pra essa atividade, não uso nenhum material especial além das cadeiras em círculo na sala mesmo. Dura uma aula inteira e os alunos costumam gostar bastante, porque é meio que um espaço seguro onde eles podem falar e ouvir sem medo de julgamento.

Outra atividade que já fiz foi um projeto chamado "Mapa da Empatia". Basicamente, eu pedi pra cada aluno escolher uma figura pública ou histórica que tenha promovido a coexistência pacífica de alguma forma. Eles pesquisaram sobre essa pessoa e depois fizeram um cartaz mostrando quem era, o que fazia e como incentivava essa convivência respeitosa. O material que usamos foi simples: papel pardo, canetinhas e internet pra pesquisa. Organizei os alunos em duplas pra facilitar o trabalho e promover colaboração. Isso levou umas duas aulas pra concluir tudo. Teve uma situação engraçada quando o João e o Lucas escolheram o mesmo personagem sem combinar antes — escolheram o Gandhi. No fim das contas, eles fizeram um único cartaz juntos e ficou excelente! Foi um aprendizado extra sobre cooperação.

A terceira atividade foi uma espécie de role-playing (interpretação de papéis). Dividi a turma em pequenos grupos e dei a cada grupo um cenário onde eles precisavam resolver um conflito imaginário envolvendo pessoas com crenças diferentes. Por exemplo, um grupo recebeu a situação de uma escola onde estudantes judeus e muçulmanos precisavam decidir juntos sobre uma confraternização de fim de ano. Depois de preparar as cenas, cada grupo apresentou sua solução pro resto da turma, e aí discutimos os prós e contras de cada abordagem. Essa atividade foi mais dinâmica e levou umas três aulas no total pra toda a preparação e apresentação. Os meninos adoraram porque podiam ser criativos e ainda trabalhavam o respeito às diferenças na prática.

Na última vez que fizemos isso, aconteceu algo bem legal com o grupo da Ana e do Pedro. Eles criaram uma cena onde os personagens tinham que decidir se serviriam carne ou não num evento escolar, considerando as diferentes dietas religiosas dos participantes. A solução deles foi oferecer opções vegetarianas e tradicionais lado a lado, algo simples mas muito significativo, mostrando respeito por todos.

No geral, percebo que essas atividades ajudam mesmo os alunos a entenderem o conceito na prática. Eles começam a perceber que coexistir não é só tolerar ou suportar quem pensa diferente, mas realmente respeitar essas diferenças como algo positivo pra vida em comunidade. No começo do ano sempre tem um ou outro mais resistente ou tímido pra participar dessas atividades mais reflexivas ou abertas, mas com o tempo vão se soltando.

E assim vou tocando essa habilidade com eles. A prática faz com que eles consigam ver na vida real o impacto do respeito mútuo nas relações sociais. Fazer isso no dia a dia da sala é um desafio constante, mas também é muito gratificante ver como eles vão crescendo como pessoas nesse processo!

E é isso aí! Espero que esse nosso papo ajude você também na sua turma! Qualquer coisa tô por aqui!

Então, pra saber se os meninos realmente entenderam essa habilidade, eu não fico só naquela de aplicar prova, não. É no cotidiano mesmo que a gente percebe a evolução. Quando tô circulando pela sala, escuto umas conversas que, olha, são de deixar qualquer professor orgulhoso. Tipo, outro dia, percebi que a Mariana tava explicando pro João a diferença entre tolerância e respeito. Ela usou um exemplo de quando o irmão mais novo dela, que segue outra religião, queria participar de uma festa da família que era bem tradicional pra eles, e ela falou pro João: "Não é só deixar ele ir, mas é incluir ele na festa de verdade, sabe?". Aí eu pensei: "Ah, essa entendeu mesmo".

Outra situação foi quando a galera fez um debate na aula sobre como diferentes religiões veem a questão da morte. E o Pedro saiu com uma: "Cara, eu achava que era tudo igual porque morte é morte, né? Mas aí a gente vê que cada religião tem seu jeito de lidar com isso e isso tipo muda como as pessoas vivem a própria vida". Quando eles começam a fazer essas conexões ou refletem desse jeito sem que eu precise ficar instigando muito, sei que a mensagem tá chegando.

Agora, os erros mais comuns nesse conteúdo geralmente vêm de mal-entendidos ou simplificações demais. O Lucas, por exemplo, uma vez falou: "Ah, professor, mas no fundo todo mundo acredita na mesma coisa". Aí parei e expliquei pra ele que isso é uma visão simplificada e que cada crença tem suas próprias nuances e particularidades. Muitas vezes, esse tipo de erro acontece porque é mais fácil enxergar tudo como uma coisa só do que mergulhar na complexidade das diferenças. E quando esse tipo de erro surge na hora da aula, tento trazer exemplos práticos e concretos pra ajudar. Tipo comparando com times de futebol: você pode amar futebol no geral, mas cada time tem sua história e seus jogadores especiais.

Aí também tem o caso da Natália que uma vez disse: "Ah, mas quem liga se a gente respeita ou não? O importante é viver nossa vida." Daí eu resgato situações do cotidiano deles mesmos pra mostrar como o desrespeito impacta. Falo sobre bullying e como isso prejudica mesmo quando não é com eles diretamente.

Sobre o Matheus com TDAH e a Clara com TEA na turma, olha, aprendi muito com eles. Pro Matheus, tenho sempre que variar as atividades pra manter ele engajado. Ele curte muito quando fazemos dinâmicas em grupo ou usamos tecnologia. Uma vez usei uns vídeos curtos pra ele assistir e depois explicar pro grupo o que entendeu. Ele fica mais focado assim porque tá sempre trocando de atividade.

Já a Clara precisa de um ambiente mais previsível. Então tento manter uma rotina bem clara das atividades do dia. Além disso, ela se beneficia muito das histórias visuais. Usei livros ilustrados sobre diferentes tradições religiosas e foi maravilhoso vê-la se conectar com as imagens antes mesmo das palavras.

O que não funcionou tão bem foi tentar fazer uma atividade onde todos tinham que falar em público; percebi que ambos ficaram desconfortáveis. Então agora dou opções: quem quiser fala ou pode escrever suas ideias e compartilhar depois.

Bom, gente, por hoje é isso que queria dividir com vocês sobre essa habilidade e como percebo o aprendizado dos meninos na prática do dia a dia. Sempre bom trocar experiências porque cada turma é única e o desafio é contínuo. Se alguém tiver mais dicas ou quiser compartilhar suas próprias experiências, tô aqui pra ouvir também! Valeu!

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