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EF09ER03Ensino Religioso · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar sentidos do viver e do morrer em diferentes tradições religiosas, através do estudo de mitos fundantes.

Crenças religiosas e filosofias de vidaVida e morte
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF09ER03 da BNCC é meio que um convite pra gente explorar com os alunos os sentidos de viver e morrer nas diversas tradições religiosas. Acho que na prática, isso significa fazer os meninos entenderem que cada religião tem suas próprias crenças e histórias sobre a vida e a morte, e como essas histórias influenciam o jeito das pessoas verem o mundo. Não é só saber o que cada religião fala, mas se colocar no lugar dos outros, respeitar essas crenças e ver como elas se relacionam com as ideias que a galera já conhece. Se no ano anterior eles aprenderam sobre valores comuns nas religiões, agora é hora de aprofundar, fazendo conexões mais complexas e entendendo os porquês.

Por exemplo, quando a gente fala de mitos fundantes, a gente tá mexendo ali com histórias que explicam o começo de tudo. Isso pode ser desde o Gênesis na Bíblia até histórias indígenas sobre a criação do mundo. O aluno precisa conseguir ouvir uma dessas histórias, identificar qual é a mensagem sobre viver e morrer que tá ali dentro, e ainda amarrar isso com as outras coisas que ele já sabe. Tipo assim, ele tem que sacar como aquela história impacta a vida da galera que acredita nela.

Bom, uma das atividades que eu faço é a "Roda de Contos", onde cada grupo de alunos traz um mito fundante relacionado à vida e morte de uma tradição religiosa diferente. Eu passo uns textos mais curtinhos ou vídeos simples pra eles pesquisarem. A turma se divide em grupos de quatro ou cinco e eles têm uma semana pra preparar. Depois, cada grupo apresenta seu mito pros colegas. Aí rola uma conversa onde a turma discute as semelhanças e diferenças entre os mitos. Isso leva umas duas aulas, porque cada apresentação vai uns 10 minutos e mais tempo pra debate.

Na última vez que fizemos, o grupo do João trouxe um mito hindu sobre Yama, o rei dos mortos. Foi interessante ver como eles conseguiram conectar isso com algumas questões filosóficas ocidentais sobre vida após a morte. E olha só como são as coisas: o Pedro perguntou se Yama era tipo o "São Pedro" deles. A turma caiu na risada, mas aí discutimos como as funções dos personagens podem ser parecidas mesmo em tradições diferentes. Esse humor leve ajudou todo mundo a se abrir mais.

Outra atividade legal é "Cartas para os Deuses". Aqui os alunos escrevem cartas endereçadas a figuras divinas ou espirituais de diferentes religiões sobre questões relacionadas à vida e morte. Eu dou papel sulfite e lápis de cor pra quem quiser ilustrar ou decorar a carta. Nessa atividade eles podem expressar dúvidas, medos ou agradecer por algo relacionado ao tema. Organizo essa atividade em duplas pra eles discutirem antes de escreverem sozinhos, e geralmente leva uma aula só.

Na última vez que fizemos essa atividade, a Ana escreveu uma carta pro Anubis, o deus egípcio dos mortos, agradecendo por guiar as almas com segurança. Já o Lucas escreveu pro Buda perguntando se ele achava que tinha vida depois da morte ou se era tudo um ciclo. As cartas ficam super criativas e acabam revelando muito do que os alunos estão pensando sobre esses temas tão complexos.

A terceira atividade é um "Painel Cultural". A ideia aqui é montar um mural colaborativo onde cada aluno contribui com algum elemento visual (desenho, foto impressa, colagem) representando uma crença sobre vida e morte de alguma religião ou cultura que a gente discutiu na sala. O mural fica exposto no corredor da escola por umas semanas pra toda galera ver.

Eu peço pra fazerem essa atividade em casa como tarefa, mas depois dedicamos uma aula pra cada um apresentar seu trabalho antes de colar no painel. Isso sempre gera boas discussões em grupo porque cada peça visual traz uma perspectiva diferente que enriquece ainda mais o coletivo.

Foi numa dessas atividades que o Matheus trouxe uma foto da pintura "O Juízo Final" de Miguel Ângelo. Ele explicou como essa imagem reflete certas ideias cristãs sobre julgamento após a morte, mas também comentou como ela parecia querer intimidar as pessoas no passado pra seguirem as regras da igreja naquela época. Isso gerou uma boa discussão sobre o poder das imagens e simbolismos na religião.

Essas atividades ajudam muito a turma a não só compreender as tradições religiosas diferentes mas também desenvolver empatia e tolerância com as crenças dos outros. Sempre fico feliz quando alguém vem me contar que discutiu algo da aula em casa ou quando vejo que eles estão realmente refletindo sobre essas questões complexas. E acho que essa habilidade da BNCC tem esse potencial: não só ensinar conteúdo, mas incentivar debates que os fazem crescer como pessoas mais abertas e respeitosas.

É isso aí, pessoal! Se alguém aí tiver mais ideias de atividades ou quiser compartilhar experiências, tô sempre aberto!

Bom, continuando aqui sobre a habilidade EF09ER03, uma das coisas que eu mais gosto é observar como os alunos vão se apropriando do conteúdo no dia a dia da sala de aula. Sem precisar de uma prova formal, dá pra perceber a aprendizagem de maneiras bem naturais. Tipo, quando eu tô circulando pela sala, fico de antena ligada nas conversas entre eles. Às vezes, pego um aluno explicando pro outro de um jeito que mostra que ele realmente entendeu o conteúdo.

Teve uma vez que o Pedro tava conversando com a Ana sobre as tradições do Dia dos Mortos no México. Ele começou a explicar pra ela que, ao contrário do que muita gente pensa, não é um dia triste, mas sim uma celebração da vida, onde as pessoas relembram com alegria os entes queridos que já partiram. E aí ele fez uma comparação com o Finados aqui no Brasil, mostrando como as tradições são diferentes mas têm valores parecidos. Na hora pensei: “Ah, esse entendeu!”. Ele não só aprendeu sobre a cultura mexicana, mas também fez essa ponte com a nossa cultura. Isso é o tipo de coisa que me mostra que o aprendizado tá rolando de verdade.

Outro sinal é quando eles começam a questionar e fazer perguntas que vão além do conteúdo dado. A Luiza, por exemplo, perguntou uma vez se a forma como diferentes religiões encaram a morte pode influenciar na maneira como as pessoas lidam com perdas e lutos. Isso mostra uma profundidade de entendimento e curiosidade que vai além do superficial.

Agora, falando dos erros mais comuns, percebo que muitos alunos têm dificuldade em separar suas próprias crenças das crenças das tradições que estamos estudando. O João, por exemplo, teve um momento em que misturou as ideias do espiritismo com práticas católicas durante uma atividade. Isso acontece porque eles estão muito acostumados com suas próprias referências e às vezes falta aquela clareza na hora de distinguir uma coisa da outra. Quando isso acontece, eu tento pegar o erro na hora e fazer uma correção bem leve e didática. Tipo: “João, olha só, na verdade o espiritismo acredita nisso aqui... enquanto o catolicismo segue por esse caminho...”. Na maioria das vezes eles entendem rapidinho o ponto e conseguem corrigir sem stress.

Sobre o Matheus com TDAH e a Clara com TEA, aí o desafio é outro. Cada um tem suas particularidades e pede adaptações nas atividades. Com o Matheus, eu percebo que ele precisa de intervalos curtos durante as atividades mais longas. Então eu organizo tudo de modo a dar essas pausas programadas pra ele poder se movimentar um pouco. Às vezes também uso recursos visuais mais chamativos ou materiais sensoriais que ajudam ele a se concentrar melhor. Já tivemos sucesso usando fichas coloridas onde ele pode organizar as ideias antes de apresentar pros colegas.

Pra Clara, que tem TEA, costumo usar muito material visual e mantenho sempre uma rotina bem clara e previsível. Ela responde bem quando sabe exatamente o que vai acontecer em cada momento da aula. A gente também criou um cantinho na sala onde ela pode ir caso precise ficar quietinha ou se sentir sobrecarregada com tanto estímulo ao redor. Uma coisa que não funcionou muito bem foi usar atividades em grupo sem preparação prévia; percebi que ela se sente mais confortável participando quando já sabe quem vai estar no grupo e o que cada um vai fazer.

Bom, gente, acho que dei uma boa pincelada sobre como percebo a aprendizagem dos meninos nessa habilidade e como lido com alguns desafios específicos em sala. Acho legal cada professor encontrar seu jeito de observar e adaptar as coisas pro jeito da turma dele. É isso, espero ter contribuído aí pras ideias de vocês! Qualquer coisa tô por aqui pra trocar mais figurinhas. Abraço!

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